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Tarifaço: Lula quer vestir armadura para salvar toda a nossa nação

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Bruno Oliveira-Créditos da foto: Divulgação
Bruno Oliveira-Créditos da foto: Divulgação

Bruno Oliveira

As questões que envolvem Estados Unidos e Brasil (tarifaço e lei Magnitsky, criada para punir estrangeiros), são dois pontos de geopolítica muito fortes. Mas o que se refere à lei, usada contra Alexandre de Moraes, é algo muito pontual e vai acabar sendo esquecido.

O tarifaço, porém, é diferente. A comitiva brasileira não avançou nas nossas conversas com os norte-americanos. O presidente Lula está numa encruzilhada, porque ele se vê como o Dom Sebastião, com o Sebastianismo raiz. E Lula quer vestir essa armadura para salvar toda a nossa nação. Só que não vai, é grandiosidade exacerbada da parte dele. Não há como bater de frente com a maior potência econômica do mundo, ou, pelo menos, uma das maiores.

O tarifaço vigorando, e Lula não dando o braço a torcer, a população vai sofrer muito. Eu enxergo que vai trazer muita volatilidade para o mercado, que parece que é quase que o diagnóstico de todos os movimentos geopolíticos.

O Brasil está sendo um dos mais, se não o mais punido em todo esse novo modo de os Estados Unidos conversarem com o restante do mundo. De um lado temos uma pessoa que está já querendo buscar uma reeleição pela quarta vez; e, do outro lado, ele encarando alguém que é simplesmente a dona do mundo.

Eu acho que são forças desproporcionais, e geralmente quando forças desproporcionais se chocam, uma delas é completamente anulada. Não é possível saber o desfecho, pelo menos politicamente falando. Do ponto de vista econômico: a Embraer sofre muito, porque boa parte da receita vai para os Estados Unidos, mas, outras empresas, das que pagam dividendos, a grande maioria está super protegida.

A própria Vale, que é uma empresa gigantesca, tem exposição aos Estados Unidos de menos de 3%, A exposição da Klabin também é muito pequena.

Faça chuva ou faça sol, pode haver uma redução temporária, pode ter um aumento temporário, em razão da volatilidade, mas continua tendo. É uma grande vantagem de quem investe numa estratégia, pensando em renda passiva, a pessoa fica blindada dessas oscilações macroeconômicas.

Um conselho para os investidores: relembrar aquela a frase, saia do Brasil durante dez anos e, quando você voltar, nada terá mudado. Saia do Brasil durante dez dias e quando você voltar, tudo terá mudado. A ideia é essa. Mais uma vez estamos vivendo o que o Brasil sempre viveu.

Essa estagnação em tudo que a gente vê, economicamente falando, mas sempre com um caldeirão. Para o investidor de longo prazo, se desligar desse tipo de coisa de curto prazo é a melhor decisão. E isso não é um ato de negligência, e sim de autopreservação, de curadoria intelectual, de se preocupar com aquilo que realmente é importante.

Bruno Oliveira é analista do Vida de Acionista

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