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Tech for Humans lança BPO Agêntico e mira o maior BPO do Brasil com pagamento por performance

Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans Créditos Nora Cintra

Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans Créditos Nora Cintra

Lançamento  junta IA e ação humana para processos de ponta a ponta; mercado brasileiro de BPO visa chegar a US$ 13,44 bi em 2030

A Tech for Humans  quer mudar a lógica da terceirização empresarial com o lançamento do BPO Agêntico, modelo no qual agentes de IA executam processos de ponta a ponta, sob supervisão humana. A proposta é substituir a contratação baseada, principalmente, em horas de trabalho e posições de atendimento por operações vinculadas a indicadores de negócio, como vendas convertidas, crédito recuperado e cancelamentos evitados.

A iniciativa chega a um mercado em expansão. Segundo a Mordor Intelligence, o setor de Business Process Outsourcing (BPO) – Terceirização de Processos de Negócio – no Brasil foi estimado em US$ 9,08 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 13,44 bi em 2030, com crescimento anual de 8,15%. Ao mesmo tempo, em 2025, as empresas brasileiras levaram em média seis dias para responder às 2,3 milhões de reclamações registradas no Consumidor.gov.br, e quase uma em cada cinco terminou sem solução. Bancos, financeiras e administradoras de cartão concentraram 43% delas. 

A Tech for Humans estreia a novidade no mercado de consórcios, com planos de expansão para os setores financeiro e de seguros. Em vez de fornecer equipes ou apenas licenciar ferramentas de automação, a empresa assume a execução dos processos com agentes de IA para interagir com clientes, consultar informações, acionar sistemas e conduzir fluxos de trabalho.

“A inteligência artificial está mudando a lógica de como as empresas operam, mas ainda existe uma distância entre comprar tecnologia e gerar resultado. No BPO Agêntico, assumimos a execução do processo, combinamos IA com supervisão humana e conectamos a operação aos indicadores que realmente importam”, afirma Fernando Wolff, CEO da Tech for Humans.

A supervisão humana permanece como parte da estrutura. Especialistas acompanham o desempenho dos agentes e assumem casos que exigem análise individualizada, negociação complexa ou decisões fora das regras estabelecidas. O objetivo é ampliar a capacidade operacional sem abrir mão do controle sobre as atividades automatizadas. “Queremos ser o profissional a mais que toda empresa gostaria de ter no time: alguém que entende o negócio e aprende com cada conversa e presta contas pelo número. A diferença é que esse profissional escala”, diz Wolff.

Mercado global em transformação

A mudança no modelo de contratação também aparece nas projeções globais. Segundo a HFS Research, o mercado mundial de BPO movimentou US$ 493 bi em 2025. Até 2035, o segmento Services-as-Software, modelo em que serviços são executados por software e comercializados com foco no trabalho realizado, poderá movimentar US$ 422 bi dentro do mercado de terceirização.

A perspectiva aponta para uma transformação na forma como as empresas contratam serviços, com maior participação de operações executadas por softwares e modelos orientados ao trabalho realizado. Nesse cenário, indicadores como conversão de vendas, recuperação de crédito e retenção de clientes podem ganhar relevância na avaliação dos fornecedores, em complemento a métricas tradicionais, como custo por posição e volume de atendimentos.

Para a Tech for Humans, o movimento abre espaço para um momento em que as empresas contratam não apenas tecnologia ou capacidade de atendimento, mas a execução de processos vinculada a resultados. A proposta é atender organizações que precisam ampliar operações sem aumentar proporcionalmente as equipes, especialmente nas áreas de atendimento, cobrança, vendas, pós-venda e backoffice. 

“O Brasil tem uma das maiores operações de atendimento e backoffice do mundo, e é exatamente esse tipo de operação que a IA agêntica vai redesenhar primeiro. A pergunta não é se isso vai acontecer, é quem vai fazer bem feito”, afirma Wolff.

Apesar do potencial de transformação, a adoção de agentes também traz desafios. O Gartner projetou que mais de 40% dos projetos de IA agêntica poderiam ser cancelados até o fim de 2027, diante de custos crescentes, benefícios de negócio pouco claros ou controles de risco insuficientes.

O cenário evidencia a distância entre testar estes agentes de inteligência artificial e incorporá-los a operações empresariais com governança, controle e retorno mensurável. A execução de processos completos exige que eles operem de acordo com as regras de cada negócio, que suas decisões possam ser acompanhadas e que existam mecanismos para lidar com exceções.

É nesse contexto que a consultoria posiciona o BPO Agêntico: uma alternativa à terceirização tradicional, na qual agentes de IA assumem parte da execução operacional e profissionais humanos ficam concentrados na supervisão, na tomada de decisões e nos casos que exigem análise especializada. A proposta é vincular a expansão da capacidade operacional a resultados mensuráveis, em vez de depender exclusivamente do aumento das equipes.

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