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Tendências emocionais para 2027 redefinem consumo, trabalho e rotina, aponta Núria Santos

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A forma como as pessoas se relacionam com o mundo está passando por uma transformação silenciosa — e profundamente emocional. Para a futurista e especialista em comportamento Núria Santos, até 2027 sentimentos como segurança, pertencimento e equilíbrio deixarão de ser apenas questões pessoais para se tornarem vetores centrais de decisão, influenciando desde escolhas de compra até modelos de trabalho e organização da rotina.

“Estamos entrando em uma fase em que a emoção passa a ser infraestrutura social”, afirma Núria. Segundo ela, depois de anos marcados por instabilidade econômica, excesso de informação e hiperconectividade, o consumidor passa a buscar mais do que preço ou conveniência: quer experiências que ofereçam acolhimento emocional e sentido de vida.

Consumo guiado por bem-estar

Na prática, isso significa um mercado cada vez mais atento às necessidades emocionais. Produtos e serviços passam a ser avaliados pelo impacto que geram no humor, na tranquilidade e na sensação de controle do dia a dia. Marcas que comunicam empatia, transparência e propósito ganham vantagem competitiva.

“Não é mais sobre possuir, é sobre sentir”, resume Núria. Ela explica que o consumo de 2027 será marcado por escolhas mais conscientes, com preferência por soluções que ajudem a reduzir ansiedade, otimizar o tempo e fortalecer vínculos — seja por meio de experiências, seja por meio de itens que promovam autocuidado.

Trabalho mais humano e emocionalmente inteligente

No ambiente profissional, a especialista aponta uma virada decisiva: empresas passam a valorizar competências emocionais tanto quanto habilidades técnicas. Empatia, escuta ativa e capacidade de lidar com pressão tornam-se critérios estratégicos de contratação e liderança.

A tendência é que organizações invistam mais em ambientes de trabalho saudáveis, com espaços de pausa, políticas de bem-estar e feedbacks focados na experiência humana. “Produtividade não será medida apenas por entregas, mas pela qualidade emocional das relações”, destaca Núria.

Rotina diária ganha novos rituais

Já na vida pessoal, a rotina tende a incorporar práticas simples, porém intencionais: momentos de silêncio, pausas conscientes, escrita reflexiva e planejamento do chamado “tempo emocional”. Aplicativos e ferramentas digitais passam a monitorar estados de humor, ajudando as pessoas a reconhecer padrões e ajustar hábitos.

Para Núria Santos, essa mudança aponta para uma sociedade mais sensível — e, paradoxalmente, mais eficiente. “Em 2027, saber nomear emoções será uma habilidade básica. Quem entende o próprio estado emocional toma decisões melhores, consome com mais consciência e trabalha com mais presença.”

O resultado é um novo equilíbrio entre performance e cuidado, no qual sentir deixa de ser fragilidade e passa a ser estratégia.

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