Avatares hiper-realistas criados a partir de pessoas reais mostram que o futuro da imagem é mais humano do que nunca
O mercado de moda e publicidade vive uma transformação silenciosa, mas profunda. No centro dessa revolução está o HUIA, um estúdio audiovisual brasileiro que une fotografia, inteligência artificial e direção estética para criar avatares digitais hiper-realistas de pessoas reais. Mais do que uma inovação tecnológica, o HUIA propõe uma nova forma de representação: ética, inclusiva e profundamente humana.
Fundado pelo fotógrafo Thiago Drummond, o HUIA se distancia das plataformas que criam influenciadores virtuais fictícios. “Não acreditamos na substituição de pessoas por algoritmos. Acreditamos em potencializar histórias reais por meio da tecnologia”, afirma Drummond. Cada avatar é criado a partir de fotos e vídeos enviados pelo participante, combinados com curadoria estética profissional. O resultado são representações digitais que preservam a autenticidade e a individualidade de cada pessoa.
O processo do HUIA é 100% digital, ou seja, a pessoa envia fotos e vídeos feitos no celular, e elas são transformadas em um avatar hiper-realista com qualidade de estúdio profissional. “Criamos extensões digitais da pessoa, capazes de gerar imagens e vídeos para campanhas de moda, publicidade e entretenimento. E, acima de tudo, o controle é sempre do artista. Nada acontece sem consentimento e contratos claros”, explica Thiago.
Qual o impacto no mercado e na representação?
Segundo o relatório da SOPA (“The Ethical Use of AI in Advertising”), o uso responsável da IA deve priorizar ética, transparência e diversidade, pilares que o HUIA incorpora desde sua fundação. A Vogue Business salienta que marcas inovadoras devem alinhar expectativas com criadores e consumidores, enquanto estudos acadêmicos apontam que avatares hiper-realistas moldam percepções humanas e exigem responsabilidade social.
Para as marcas, o HUIA oferece acesso a um casting diverso e realista. Para os talentos, surgem oportunidades de atuação em campanhas globais, com remuneração, visibilidade e formação estratégica. “Ao participar, cada artista entende como a tecnologia pode potencializar sua carreira sem substituir seu lugar, mas abrindo novas portas para expressão, conexão e trabalho”, pontua o fotógrafo.
Ele explica que o avatar pode ser usado para protagonizar campanhas em qualquer lugar do mundo, falando diferentes idiomas, sem que o participante precise sair de casa. O controle sobre o uso da imagem é sempre do artista, e nada acontece sem consentimento.
O céu é o limite
Segundo Drummond, o HUIA nasce no Brasil, porém, traz vocação internacional. A meta é conectar artistas brasileiros a campanhas no exterior e vice-versa. Moda e publicidade lideram o interesse, mas há crescente demanda em música, entretenimento, educação e treinamentos corporativos.
Drummond enxerga um futuro em que o real e o digital se fundem de forma natural, mas com responsabilidade. “A IA será cada vez mais orgânica e realista, mas o valor estará em quem está no centro da narrativa. O futuro será mais diverso, ético e humano quando entendermos que a IA não substitui o artista: ela amplia suas possibilidades”.
Assim, o HUIA nasce como a proposta clara de humanizar até mesmo um cenário que se torna cada vez mais digital. “Em todos os casos, mantemos a base ética: pessoas reais no centro, tecnologia como extensão. Isso atrai marcas e criadores que buscam narrativas autênticas e campanhas com impacto cultural”, finaliza o profissional.
Saiba mais em @estudiothiagodrummond.
(Foto: Divulgação)








