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Trabalho remoto é confiança que gera resultado

Miguel Perdigão - Créditos da foto: Divulgação

Miguel Perdigão - Créditos da foto: Divulgação

Enquanto a ordem mundial é o retorno ao escritório, nós lançamos o Crédito Consignado. Enquanto discutem presencial versus remoto, colocamos o Cartão Titan em produção. E continuamos crescendo de maneira 100% remota, com 500 pessoas espalhadas por mais de 100 cidades no Brasil, Argentina, e Estados Unidos.

A pergunta que ninguém faz é: qual é a correlação entre como você trabalha e a velocidade com que inova?

Produtividade não é tempo de tela
Quando você opera remotamente, a questão deixa de ser “ele está aqui?” e passa a ser “ele entregou?”. Essa mudança expõe dois caminhos: ou você estabelece objetivos claros e confiança mútua, ou não funciona. Não há meio termo.

Um profissional responsável não precisa ser vigiado. Precisa saber qual é o objetivo, o prazo e o que define o sucesso dessa entrega. Se você responde a essas três perguntas com clareza, o resto é detalhe. O foco em entrega, e não em presença, é o que permite a um time lançar produtos complexos em alta velocidade, sem o atrito da burocracia presencial.

E o mito de que a descentralização gera vulnerabilidade ou descontrole cai por terra quando olhamos para a operação. Hoje, nosso time suporta de forma 100% remota uma base de mais de 14 milhões de clientes e, só no recorte de crédito, já originamos mais de 4 bilhões de reais nos últimos anos, um volume relevante. A produtividade não vem de um gestor checando presencialmente o monitor do funcionário, vem de arquitetura de sistemas robusta, governança estruturada e processos bem desenhados para funcionar independentemente de onde o profissional esteja sentado.

Tratamos adultos como adultos
No setor financeiro, a competição por talentos é feroz. Ao exigir a volta ao escritório, muitas empresas estão, na prática, limitando drasticamente seu acesso aos melhores profissionais. Nós fazemos o oposto. A abertura geográfica nos permite ter uma densidade de talentos que é difícil de conseguir em um modelo totalmente presencial.

No último ano, lançamos produtos que exigem colaboração complexa entre áreas: Crédito Consignado, Cartão Titan, Tap to Pay, novas camadas de segurança. Cada um desses lançamentos envolvia dezenas de decisões simultâneas  de vários departamentos, como produto, tecnologia, engenharia, compliance, risco, operações. Em um modelo presencial com reuniões constantes, isso levaria mais tempo. No remoto, você documenta, define e delega.

Nem utopia, nem receita universal
Não digo que o trabalho remoto é a solução perfeita para tudo. Alguns setores realmente se beneficiam de presença física ou até mesmo se faz necessário. A suposição padrão, porém, deveria ser outra: por que não remoto? Se você não consegue responder essa pergunta, então o remoto não deveria ser visto como um experimento. Ele é a resposta mais eficiente.

Muitas companhias enxergam o trabalho remoto como concessão: “Temos que deixar o remoto porque não conseguimos reter profissionais”. Nós vemos como vantagem competitiva, e escolhemos remoto porque acelera. Porque deixa a gente focar  no produto, na inovação, e habilitar o crescimento da empresa.

Você pode ter um escritório lindo com as pessoas passando por suas mesas todos os dias. Ou pode ter um time distribuído em centenas de cidades que lança produtos em série em uma empresa que cresce 30% ao ano. Talvez seja hora de mais líderes acreditarem que adultos, quando bem orientados e alinhados com metas claras, respondem com responsabilidade e resultados.

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