Mercado projeta início dos cortes no Brasil para janeiro de 2026
Na última Super Quarta de 2025, o Banco Central brasileiro e o Federal Reserve anunciaram suas decisões de política monetária em linha com as expectativas do mercado. No Brasil, o Copom optou por manter a Selic em 15% ao ano, movimento que reflete tanto a inflação ainda acima da meta quanto a avaliação de que é necessário preservar uma postura restritiva até que haja sinais mais claros de desaceleração consistente dos preços. Apesar disso, parte do mercado já começa a precificar um possível início de ciclo de cortes no início de 2026.
“A manutenção da Selic já era esperada. Porém, o ponto sensível é o fato de o Banco Central ter retirado das atas a expressão ‘tempo suficientemente prolongado’. Essa mudança abre espaço para cortes a qualquer momento. A maioria do mercado ainda não espera movimento imediato, mas já há apostas de 0,25% para janeiro, algumas mais agressivas, em 0,50%. Por isso, o foco estará no tom do comunicado e no quanto o Banco Central se mostrará confortável para iniciar um novo ciclo de queda”, avalia Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve reduziu sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 4,50% a 3,75% ao ano. A autoridade monetária segue, assim, o processo de flexibilização iniciado em setembro, após cinco reuniões consecutivas de estabilidade, mesmo diante das dúvidas sobre a resiliência da economia americana.
“O que está ganhando a atenção do mercado com essas decisões é a indefinição dos próximos passos. Nos EUA, a percepção é de que estamos mais próximos do fim do processo de cortes, e essa incerteza tem trazido um certo desconforto para os investidores, que tentam entender qual será o passo seguinte do Federal Reserve”, completa.
Como ficam os investimentos?
Segundo o executivo, a reação dos investidores tem sido positiva: “A Bolsa brasileira já vinha batendo recordes na esteira da expectativa de cortes pelo Fed. Com a efetivação do corte, os ativos que mais se beneficiam são a renda variável e os papéis pré-fixados de prazos mais longos, impulsionados pelo fechamento da curva de juros. Já no câmbio, a lógica é clara: juros mais baixos nos Estados Unidos e ainda elevados no Brasil aumentam o fluxo de capital para mercados emergentes, fortalecendo o Real e pressionando o dólar para baixo”, finaliza.
Sobre iHUB InvestimentosA iHUB Investimentos é uma empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 5,5 mil clientes, somando mais de R$2 bilhões em valores investidos sob custódia.








