
Ferramenta do governo facilita consultas, mas mercado informal mantém riscos elevados
São Paulo, agosto de 2025 – Um mês após o Governo Federal lançar o Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), integrado ao aplicativo Celular Seguro, especialistas avaliam que a medida representa um avanço para o mercado de seminovos, mas ainda está longe de eliminar os riscos para o consumidor. A plataforma permite verificar se um aparelho tem histórico de roubo, furto ou extravio antes da compra, mas a informalidade e a falta de checagem ainda alimentam a circulação de dispositivos irregulares.
Com a alta nos preços de modelos novos, milhões de brasileiros recorrem a aparelhos usados como alternativa econômica. No entanto, a prática de consultar o número de IMEI ainda não é comum, e transações sem qualquer tipo de verificação seguem sendo realizadas em redes sociais, feiras livres ou com vendedores desconhecidos, sem nota fiscal ou garantia.
Para Flavio Peres, CEO da Trocafone, uma das maiores plataformas de recommerce de celulares do país, o CNCR pode reduzir a circulação de aparelhos irregulares, mas não elimina os cuidados necessários por parte do consumidor. “A medida é positiva, pois centraliza as informações e facilita a checagem por parte do consumidor. No entanto, ainda vemos muitos casos de pessoas que compram de terceiros sem qualquer verificação, e isso mantém o mercado informal ativo”, afirma.
Além de consultar o IMEI, Flavio reforça que o consumidor deve buscar canais de venda que realizem validação técnica dos aparelhos, incluindo testes de funcionamento, análise do histórico de origem e garantia. “O consumidor precisa ir além da aparência e buscar informações técnicas do aparelho. Checar a procedência, o estado real do dispositivo e contar com alguma garantia faz toda a diferença para evitar prejuízos”, reforça.
Números reforçam a urgência da verificação
Mesmo com o CNCR disponível, práticas arriscadas seguem comuns no Brasil. “Comprar de terceiros sem qualquer garantia é como jogar na sorte. Pode dar certo, mas o risco de cair em um golpe ou adquirir um aparelho com bloqueio é muito alto”, alerta Flavio.
Os dados mais recentes mostram a escala do problema: em 2024, o Brasil registrou, em média, 107 celulares roubados ou furtados por hora. Apenas na cidade de São Paulo, foram mais de 270 mil ocorrências no ano, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Entre janeiro e março de 2025, o estado registrou 81.724 casos, contra 86.065 no mesmo período de 2024.
Sobre a Trocafone
A Trocafone é referência nacional no recommerce de smartphones, com soluções para varejos, seguradoras, fabricantes, operadoras, instituições financeiras e consumidores finais. Opera o maior e mais avançado centro de reparos de celulares do Brasil e utiliza a Inteligência GSMA, uma das maiores bases de dados de aparelhos móveis do mundo, para garantir a procedência dos dispositivos comercializados. Com atuação sustentável, promove inclusão digital, reduz resíduos eletrônicos e incentiva a economia circular no setor.








