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Poesia S.A

Um ser fora do radar e com todos os holofotes à beira da estrada

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Por Laura Porto – Escritora, Poeta e Neuromentora

A mulher é um paradoxo bonito. Às vezes caminha fora do radar, quase invisível na rotina do mundo, mas, curiosamente, é ela quem sustenta muitos dos holofotes que iluminam a estrada da vida.


Mulher é farol. É graça e também desgraça de tanta força. É o manto que cobre quando o frio chega, o colo que acolhe quando o mundo pesa, o sorriso que se solta mesmo em dias difíceis. Mas também é a lágrima que escorre silenciosa e o olhar profundo que parece atravessar tudo.


A mulher sente. E sente tudo. Vibra com intensidade, vive com as entranhas abertas para a vida. Carrega em si muitas versões de si mesma todas verdadeiras.


É ela quem, muitas vezes sem perceber, institui a soberania da vida cotidiana. Semeia paz, mas também enfrenta discórdias. Corre, trabalha, sustenta, organiza, cuida. Serve à vida enquanto vive a própria vida em meio à sociedade que, tantas vezes, ainda tenta defini-la.


Mas a mulher não cabe em definições. Ela é aquilo que é não apenas pelas escolhas ou pelas culturas que a moldam, mas pela própria essência com que foi criada.


Todos os dias ela se reinventa. Aprende, ensina, tropeça, levanta. A cada manhã, a cada lua que muda de fase, a cada pôr do sol que encerra um ciclo, a mulher se redescobre.


Ela busca, cria, inventa. Ama e odeia com a mesma intensidade. Às vezes grita, às vezes sussurra. Informa, questiona, erra, corrige. Estuda, ensina, foge quando precisa mas também fica quando sabe que é ali que precisa estar.


A mulher cria e recria o mundo todos os dias: histórias, sonhos, famílias, filhos, memórias e até lendas.


Ela canta. Ela dança. E, quando dança, manifesta algo difícil de explicar uma alma ao mesmo tempo exótica, sensível, erótica e profundamente viva.


A mulher traz e leva. Sussurra e berra. Escolhe e colhe.

Talvez sua maior força seja exatamente essa: existir. Existir de maneira quase mágica, compondo o mundo, influenciando quem somos e ajudando a definir para onde vamos.


Porque, no fim, a mulher pode. A mulher faz. A mulher consegue.


E, acima de tudo, a mulher simplesmente é.

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