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Viagens para os EUA estão mais caras: como se planejar?

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Fabiana Guerra - Créditos da foto: Divulgação
Fabiana Guerra – Créditos da foto: Divulgação

Por Fabiana Guerra*

Entrou em vigor no dia 2 de setembro uma nova regra, publicada em 25 de julho, que regulamenta a discricionariedade dos oficiais consulares em dispensar de entrevista os aplicantes de vistos não-imigrantes para os Estados Unidos. Esta medida cancela a normativa emitida anteriormente (válida desde 18 de fevereiro de 2025), a qual estendia a possibilidade de dispensa de entrevista para aplicantes, entre 14 a 79 anos, de qualquer categoria de visto não-imigrante que estivesse aplicando para renovação dentro de 12 meses do vencimento do visto anterior. 

Com a recente mudança, os brasileiros aplicando para a renovação dos vistos de estudante (F ou M), de intercâmbio ou pesquisa (J) e os vistos de trabalho (H, L e O) serão os mais impactados. Dessa forma, apenas as seguintes categorias de vistos não-imigrantes podem ser isentadas de entrevistas: A-1, A-2, C-3, G-1 a G-4, NATO-1 até NATO-6, TECRO-1, vistos para diplomatas ou oficiais governamentais. 

Em relação aos vistos mais comuns, que são o de negócios B-1 ou de turismo (B-2) ou a combinação de ambos (B1/B-2), a isenção é discricionária para os aplicantes maiores de 18 anos que estejam renovando o visto dentro de 12 meses do vencimento do visto de mesma categoria anterior. 

Para todas as exceções, é necessário que os aplicantes solicitem o visto em seu país de residência ou nacionalidade, nunca tenham tido um visto negado e não tenham aparente ou potencial inelegibilidade.

O Brasil está entre os países cujos cidadãos necessitam de visto para ingressar em território norte-americano para turismo ou negócios, razão pela qual aqueles que planejam viajar para esse país devem observar atentamente a nova exigência e se organizar. Isso é necessário para haver tempo hábil para emissão do visto, considerando que com a necessidade de entrevista o tempo total para obtenção do visto aumenta consideravelmente. É importante ressaltar que ter uma passagem já emitida não é motivo suficiente para pedir processamento expresso de visto, então antes de comprar suas passagens certifique-se de que você conseguirá ter seu visto estampado a tempo!

Além disso, em julho o Presidente Trump anunciou uma taxa adicional de US$250, Visa Integrity Fee, que seria cobrada dos aplicantes na aprovação do visto, prevista para entrar em vigor em 1 de outubro.

Outro anúncio do Presidente Trump que ganhou destaque na mídia em agosto foi a introdução de uma caução financeira exigida para a entrada no país. O Departamento de Estado passou a exigir depósitos de até US$ 15 mil (aproximadamente R$82 mil) em determinados casos de vistos de negócios e turismo. A lista de países abrangidos pela medida ainda é restrita e não inclui o Brasil.

Ir para os Estados Unidos ficou mais difícil?

Seja qual for o seu objetivo, viajar para os Estados Unidos tornou-se uma tarefa mais complexa, mas não impossível. O mais importante é compreender as normas em vigor e demonstrar clareza quanto às intenções declaradas, tanto na entrevista Consular, quanto na admissão nos EUA.

Definitivamente vivemos uma fase complexa em relação à imigração. Não é o momento para omitir informações na entrevista ou adotar condutas questionáveis perante a imigração. Caso o propósito seja apenas turismo, não há motivo para preocupação. 

Evite armadilhas


É comum receber questionamentos sobre a possibilidade de morar nos EUA com visto de turismo para “testar se gosta de morar no país”. A resposta é clara: não!

Embora o visto de turismo autorize estadia de até seis meses, ele não permite residir, estudar mais de 20h/semana (nem em escolas públicas) e tampouco trabalhar (mesmo que “na sua própria empresa”). Dessa forma, não é recomendável permanecer além do prazo razoável para cumprir o objetivo de sua viagem, que deve ser turismo ou visita a parente ou amigos. Esse cuidado se torna ainda mais relevante no atual cenário.

Caso seu objetivo seja morar, estudar ou trabalhar nos EUA, o visto B não é o adequado a você. Procure a orientação de um advogado de imigração para entender quais são as opções que se encaixam com seu objetivo. Assim você estará seguro e poderá alcançar seus objetivos sem riscos desnecessários.

*Fabiana Guerra é fundadora e líder de mobilidade global da Astra Global Advisors. Advogada e contadora especializada em internacionalização de carreiras e negócios, acumula passagens por grandes corporações como PwC, Procter & Gamble, C&A Modas, LATAM Airlines e Grupo Coca-Cola.

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