Ícone do site Economia S/A

Vocação linear no RJ pela Lei de Incentivo ao Esporte

Créditos da foto: Divulgação

Créditos da foto: Divulgação

Estado tem uma redução de 10% nos projetos incentivados, mas mantém a assiduidade e bom posicionamento no ranking nacional

O setor de projetos socioesportivos incentivados pelo Ministério do Esporte (Mesp), no âmbito da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), encontra-se em fase de consolidação relativas à captação de recursos. Os números falam por si só desde o término do lockdown da pandemia de Covid-19, porém, há muito a explorar. Com um crescimento médio anual de 22,7% entre 2022 e 2025, o setor de incentivo prova que a LIE vai muito além da socialização pela prática esportiva. Trata-se de uma ferramenta estratégica de inclusão social e desenvolvimento econômico regional.

O Rio de Janeiro, estado historicamente marcado pela vocação esportiva e cenários convidativos para a expansão dos projetos incentivados pela Lei de Esporte, vem apresentando regularidade e constância nos dois últimos anos. Enquanto em 2024, 274 projetos foram contemplados com incentivos financeiros em 29 cidades, no ano passado, um decréscimo pouco maior de 10% em relação ao ano retrasado – 242 projetos incentivados em 26 cidades – não comprometendo o bom desempenho do estado. 

A priorização de projetos educacionais, comunitários e inclusivos reafirma que o incentivo fiscal deve servir à coletividade. O futuro da Lei de Incentivo ao Esporte não será definido apenas pela arrecadação, mas pela sua capacidade de transformar recursos em legado social, duradouro e perene. Os resultados sociais passam a ser positivos a médio e longo prazo, e a tendência é a ampliação de investidores balizados pela Lei Complementar 222, que dentre inúmeros ajustes, tem a segurança jurídica como prioridade.

“Espera-se protagonismo do Rio de Janeiro, que, em 2024, foi o sexto estado na apresentação de projetos, e em 2025, passou a ser o segundo estado. Percebe-se uma uniformidade regular entre os anos, seja no número de proponentes, seja nos projetos que conseguem o incentivo para iniciar ou dar andamento às propostas em curso que vão muito além das práticas esportivas”, diz Álvaro Martins, CEO da AR Lei de Incentivo ao Esporte, uma das empresas com maior número de estruturação e consultoria para projetos esportivos cumprirem as exigências do Ministério do Esporte com presença em 25 estados no país.

O setor demonstrou folego com o crescimento de 93,4% entre 2022 e 2023. Entretanto, o comparativo entre 2024 e 2025 registrou uma desaceleração de 15,3% no volume de propostas. Segundo especialistas, a redução de projetos apresentados está estritamente ligada ao prazo de inscrição mais curto para o ciclo do ano passado. Mesmo assim, o Relatório de Captação de Recursos da Lei de Incentivo ao Esporte quebrou o recorde de 2024 ao captar, em 2025, R$1,38 bilhão, atingindo pela segunda vez consecutiva dois dígitos – R$1,2 bilhão no ano retrasado.

A Lei de Incentivo ao Esporte é um caminho para o Rio de Janeiro reduzir o número de desempregos no estado em torno de 7,6%, índice maior que a média nacional.

Sair da versão mobile