{"id":26149,"date":"2021-03-31T17:54:15","date_gmt":"2021-03-31T17:54:15","guid":{"rendered":"http:\/\/economiasa.com.br\/?p=26149"},"modified":"2021-03-31T17:54:15","modified_gmt":"2021-03-31T17:54:15","slug":"afinal-como-estamos-nos-sentido-um-ano-apos-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/afinal-como-estamos-nos-sentido-um-ano-apos-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Afinal, como estamos nos sentido um ano ap\u00f3s a pandemia?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><strong>Emo\u00e7\u00f5es como ansiedade e medo afetaram a vida pessoal e profissional, mas identificar os sentimentos \u00e9 fundamental para resolver conflitos<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><strong>POR: Digital Trix<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Em mar\u00e7o, a pandemia completa, oficialmente, um ano. Nesses doze meses, a vida de praticamente todas as pessoas ao redor do planeta mudou completamente, mas foi na l\u00f3gica de trabalho que houve uma das rupturas mais radicais causadas pela Covid-19. Grande parte trocou a rotina no escrit\u00f3rio pela do home office, o que transformou o dia a dia. Pais passaram a dividir seu tempo em casa com a escola dos filhos e tarefas dom\u00e9sticas. O happy hour acabou, a conversa com os colegas de trabalho nunca mais teve a mesma din\u00e2mica e at\u00e9 os rituais mais simples de ir e vir, das compras no supermercado ao passeio no parque, foram cortadas.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que todas essas mudan\u00e7as afetaram as nossas emo\u00e7\u00f5es e sa\u00fade mental. Mas, afinal, o que estamos sentindo? Como podemos chamar esses sentimentos? De acordo com pesquisa realizada pela MindMiners, \u2013 empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital \u2013 ansiedade (46%) e preocupa\u00e7\u00e3o (56%) foram os sentimentos mais relatados pelos brasileiros durante o per\u00edodo. S\u00e3o \u201cemo\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas\u201d que, segundo o pr\u00f3prio estudo, s\u00e3o usadas \u201cquando queremos descrever situa\u00e7\u00f5es de alta tens\u00e3o, mas sem tanta consci\u00eancia emocional e sem saber exatamente o que sentimos\u201d, descreve a pesquisa.<\/p>\n<p>Segundo Natasha de Caiado Castro, especialista em intelig\u00eancia de mercado e marketing de experi\u00eancias e CEO da Wish International, essas novas emo\u00e7\u00f5es, quando n\u00e3o nomeadas, atrapalham as nossas rela\u00e7\u00f5es em geral, inclusive profissionais. Para ela, \u00e9 esse desconhecimento que tem causado descompasso na comunica\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es com seus colaboradores, levando a problemas no ambiente de trabalho, desde atritos entre pessoas at\u00e9 entrega de resultados.<\/p>\n<p>\u201cMas por que \u00e9 t\u00e3o importante assim saber o que se passa com os nossos sentimentos e, no caso de empresas, com dos que trabalham com a gente? Pois \u00e9 a partir da identifica\u00e7\u00e3o dessas quest\u00f5es que conseguimos atacar suas causas e consequ\u00eancias e, assim, encontrar ferramentas para resolver o que est\u00e1 atrapalhando. Ou seja, temos que dar nome a elas: por exemplo, a ang\u00fastia muda a respira\u00e7\u00e3o, pode causar falta de ar, fazer com que a pessoa chore sem motivo espec\u00edfico. J\u00e1 o medo \u00e9 aquilo que tira sua vontade de sair da cama de manh\u00e3, aquela coisa de disparar o cora\u00e7\u00e3o quando toca o telefone, de encontrar desculpas para n\u00e3o sair de casa. A solid\u00e3o faz o passado ficar mais bonito que o futuro, abala a auto estima a ponto das pessoas ficarem se questionando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3prias decis\u00f5es\u201d, explica.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o aos sinais<\/p>\n<p>O trabalhador precisa ficar atento aos sinais do corpo f\u00edsico. Ins\u00f4nia, dificuldade de se concentrar, dist\u00farbios intestinais e mudan\u00e7as de humor s\u00e3o alertas de que algo pode estar incomodando. No campo profissional, problemas para entregar resultados e prazos, que antes eram cumpridos sem dificuldade, tamb\u00e9m s\u00e3o pontos em que os l\u00edderes devem ficar de olho. Fernando Dias, consultor de Recursos Humanos e especialista em planejamento de carreira, lista algumas das a\u00e7\u00f5es que podem ajudar a identificar as emo\u00e7\u00f5es do ambiente corporativo:<\/p>\n<p>\u201cPerceber a fisionomia do seu colaborador nas reuni\u00f5es, observar se h\u00e1 uma falta de aten\u00e7\u00e3o geral, com muitos desencontros e d\u00favidas que antes n\u00e3o existiam, ou eram incomuns. Essa foi uma mudan\u00e7a que atingiu a todos e estar atento \u00e0 sa\u00fade mental do seu funcion\u00e1rio \u00e9 importante: converse com ele, pergunte como est\u00e1 a adapta\u00e7\u00e3o e tenha flexibilidade, desde interrup\u00e7\u00f5es por conta de problemas dom\u00e9sticos at\u00e9 mudan\u00e7as de hor\u00e1rio\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 a partir da identifica\u00e7\u00e3o de como est\u00e1 esse ambiente e essas pessoas que podemos partir para um plano de a\u00e7\u00e3o, refor\u00e7a Natasha. \u201cE a\u00ed, o c\u00e9u \u00e9 o limite, existem muitos recursos para motivar e contornar. No entanto, sem o diagn\u00f3stico correto, acabamos por dar o rem\u00e9dio errado. Uma boa forma de entender onde est\u00e1 a sua sensa\u00e7\u00e3o ou, no caso de l\u00edderes, a sensa\u00e7\u00e3o de seu funcion\u00e1rio, \u00e9 atrav\u00e9s da teoria da Pir\u00e2mide de Maslow\u201d, afirma Natasha.<\/p>\n<p>O conceito citado pela especialista descreve uma \u201chierarquia de sensa\u00e7\u00f5es\u201d, desde as mais b\u00e1sicas, que s\u00e3o a base da pir\u00e2mide e est\u00e3o ligadas apenas \u00e0 sobreviv\u00eancia, at\u00e9 as mais elaboradas, no topo da pir\u00e2mide, ligadas a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal e profissional. Eles s\u00e3o: auto-realiza\u00e7\u00e3o, auto-estima, rela\u00e7\u00f5es sociais, rela\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e necessidades fisiol\u00f3gicas:<\/p>\n<p>\u201cOu seja: se voc\u00ea v\u00ea o seu funcion\u00e1rio, ou se v\u00ea, em uma das camadas mais b\u00e1sicas, j\u00e1 entende o que est\u00e1 acontecendo e o que est\u00e1 faltando para, digamos, subir uns degraus. Se voc\u00ea tem medo, n\u00e3o tem seguran\u00e7a profissional, por exemplo, ser\u00e1 dif\u00edcil se motivar, ou motivar seus funcion\u00e1rios, para al\u00e9m do b\u00e1sico. Se voc\u00ea est\u00e1 se sentindo solit\u00e1rio, n\u00e3o consegue socializar, talvez essa seja a raz\u00e3o para a ansiedade Se voc\u00ea n\u00e3o tem seguran\u00e7a profissional, por exemplo, ser\u00e1 dif\u00edcil se motivar, ou motivar seus funcion\u00e1rios, para al\u00e9m do b\u00e1sico. Se voc\u00ea est\u00e1 abaixo da parte da socializa\u00e7\u00e3o, talvez essa seja a raz\u00e3o para a ansiedade e da\u00ed podemos pensar em solu\u00e7\u00f5es: talvez tentar encontrar algu\u00e9m ao vivo, mas respeitando as medidas de seguran\u00e7a? Voltar a trabalhar presencialmente apenas uma vez por semana?\u201d, exemplifica a especialista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.i-mpr.com\/s\/0208\/e.jpeg\" width=\"230\" height=\"223\" \/>A escritora Tonia Casarin, autora do livro \u2018Tenho Monstros na Barriga\u2019 que ajuda crian\u00e7as e pais a identificarem e nomearem as emo\u00e7\u00f5es, afirma que o pr\u00f3ximo passo \u00e9 perceber tamb\u00e9m qual a situa\u00e7\u00e3o que causa o desconforto e entender que, em geral, \u201crefletir sobre o que voc\u00ea pode controlar versus o que voc\u00ea n\u00e3o pode controlar pode te ajudar a diminuir a ansiedade\u201d:<\/p>\n<p>\u201cO medo costuma ser uma emo\u00e7\u00e3o que surge quando percebemos uma amea\u00e7a. Se pergunte qual amea\u00e7a \u00e9 essa. Faz sentido sentir medo? O que lhe causa medo? Quando ele come\u00e7a? Esses sentimentos podem surgir at\u00e9 mesmo ap\u00f3s ler ou ver not\u00edcias, por exemplo, sobre casos de Covid. O sentimento de autoestima baixa pode estar relacionado ao tempo maior nas redes sociais. H\u00e1 pequenas a\u00e7\u00f5es que, quando percebemos o que estamos sentindo exatamente, conseguimos associar ao causador, e a\u00ed, buscar estrat\u00e9gias para aliviar essas sensa\u00e7\u00f5es\u201d, comenta.<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emo\u00e7\u00f5es como ansiedade e medo afetaram a vida pessoal e profissional, mas identificar os sentimentos \u00e9 fundamental para resolver conflitos POR: Digital&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26155,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2017],"tags":[7757],"ppma_author":[13249],"class_list":{"0":"post-26149","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-informacoes","8":"tag-um-ano-apos-a-pandemia"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Afinal, como estamos nos sentido um ano ap\u00f3s a pandemia? 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