{"id":77386,"date":"2026-03-23T14:15:57","date_gmt":"2026-03-23T17:15:57","guid":{"rendered":"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/?p=77386"},"modified":"2026-03-23T14:15:58","modified_gmt":"2026-03-23T17:15:58","slug":"quando-a-lei-ignora-a-realidade-quem-paga-a-conta-e-o-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/quando-a-lei-ignora-a-realidade-quem-paga-a-conta-e-o-trabalhador\/","title":{"rendered":"Quando a lei ignora a realidade, quem paga a conta \u00e9 o trabalhador"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Ricardo Dias, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Eventos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil voltou a discutir mudan\u00e7as na jornada de trabalho e o fim de escalas como a 6\u00d71. \u00c9 um debate leg\u00edtimo. Afinal, toda sociedade precisa refletir sobre qualidade de vida, produtividade e equil\u00edbrio entre trabalho e descanso. O problema \u00e9 que, em muitos momentos, essa discuss\u00e3o tem sido conduzida como se a economia funcionasse por decreto e todos os setores pudessem simplesmente se ajustar por m\u00e1gica. No mundo real, a realidade n\u00e3o \u00e9 assim, quando a regra nasce desconectada da opera\u00e7\u00e3o real, o impacto n\u00e3o fica restrito ao caixa das empresas. Ele chega rapidamente \u00e0 vida das pessoas: ao emprego formal, \u00e0 renda do m\u00eas e \u00e0 estabilidade de fam\u00edlias inteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor de eventos, essa desconex\u00e3o \u00e9 particularmente evidente. Eventos n\u00e3o seguem o ritmo tradicional de expediente de segunda a sexta. Trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o baseada em picos de atividade, janelas curtas e datas que simplesmente n\u00e3o podem ser adiadas. Uma feira, um congresso, um festival, uma formatura ou um casamento dependem de montagem e desmontagem em hor\u00e1rios definidos pelos espa\u00e7os, muitas vezes exigindo viradas noturnas e trabalho em fins de semana ou feriados. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma cadeia extensa de servi\u00e7os envolvidos, como cenografia, loca\u00e7\u00e3o de estruturas, audiovisual, credenciamento, recep\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, limpeza, alimenta\u00e7\u00e3o e log\u00edstica, que precisa funcionar de forma sincronizada para que o evento aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se prop\u00f5e reduzir a carga hor\u00e1ria semanal e encerrar determinadas escalas sem uma transi\u00e7\u00e3o adequada e sem uma engenharia normativa que preserve a viabilidade de setores intensivos em m\u00e3o de obra, o efeito tende a ser previs\u00edvel. O custo por hora efetivamente trabalhada aumenta, as escalas ficam mais dif\u00edceis de organizar e a produtividade operacional diminui. Em um setor que depende de cronograma r\u00edgido e execu\u00e7\u00e3o coordenada, esse desequil\u00edbrio rapidamente se transforma em aumento de custos. A consequ\u00eancia aparece na ponta: reajustes, renegocia\u00e7\u00f5es ou at\u00e9 cancelamentos de projetos. Eventos menores, menos contratos e, inevitavelmente, menos vagas de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse ponto que o debate p\u00fablico precisa abandonar solu\u00e7\u00f5es simplistas. N\u00e3o existe mudan\u00e7a estrutural sem custo. No setor de eventos, formado majoritariamente por pequenas e m\u00e9dias empresas prestadoras de servi\u00e7os, uma eleva\u00e7\u00e3o abrupta de custos e de rigidez operacional dificilmente ser\u00e1 absorvida apenas por meio da redu\u00e7\u00e3o de margens. Na pr\u00e1tica, o ajuste ocorre de outra forma: corte de equipes, aumento da terceiriza\u00e7\u00e3o fragmentada, substitui\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos formais por arranjos mais prec\u00e1rios e, em alguns casos, migra\u00e7\u00e3o para a informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto mais preocupante dessa din\u00e2mica \u00e9 que a precariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o atinge um CNPJ abstrato. Ela atinge pessoas reais. Afeta diretamente a renda de profissionais que trabalham em montagem, audiovisual, limpeza, seguran\u00e7a, buffet, recep\u00e7\u00e3o e credenciamento, trabalhadores que sustentam suas fam\u00edlias com base em uma rotina exigente, mas formal, previs\u00edvel e cont\u00ednua. Quando uma pol\u00edtica p\u00fablica empurra o mercado para o improviso, o resultado tende a ser menos carteira assinada, mais rotatividade e maior inseguran\u00e7a para milhares de fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de eventos ainda enfrenta um desafio adicional que raramente aparece nas discuss\u00f5es em Bras\u00edlia: a sobreposi\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias regulat\u00f3rias para operar em domingos e feriados, justamente os per\u00edodos em que grande parte das atividades ocorre. Se novas regras passam a impor mais restri\u00e7\u00f5es ou custos para trabalhar exatamente nos dias em que a demanda existe, somando-se a uma redu\u00e7\u00e3o abrupta da jornada semanal, cria-se um ambiente de custo elevado e inseguran\u00e7a jur\u00eddica. E previsibilidade \u00e9 um elemento essencial para o setor. Sem previsibilidade n\u00e3o h\u00e1 contrato; sem contrato, n\u00e3o h\u00e1 emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Eventos, ABRAFESTA, n\u00e3o defende imobilismo. O setor entende que a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho deve ser uma prioridade permanente. No entanto, transformar esse objetivo em pol\u00edtica p\u00fablica exige responsabilidade e vis\u00e3o de longo prazo. Se o prop\u00f3sito \u00e9 melhorar a vida do trabalhador, o caminho n\u00e3o pode ser a cria\u00e7\u00e3o de regras que, na pr\u00e1tica, reduzam o emprego formal e ampliem a informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre jornada precisa considerar a diversidade da economia brasileira. Setores com opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, atividades baseadas em projetos e servi\u00e7os que dependem de datas espec\u00edficas exigem solu\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias diferentes. \u00c9 fundamental que qualquer mudan\u00e7a seja constru\u00edda com di\u00e1logo, transi\u00e7\u00e3o gradual e seguran\u00e7a jur\u00eddica. Al\u00e9m disso, a valoriza\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva pode oferecer instrumentos mais adequados para equilibrar prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador e viabilidade operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil precisa de pol\u00edticas que ampliem oportunidades e fortale\u00e7am o trabalho formal, n\u00e3o de medidas que gerem efeitos colaterais indesejados. Ajustes na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista devem sempre buscar o equil\u00edbrio entre competitividade, gera\u00e7\u00e3o de emprego e qualidade de vida. Quando esse equil\u00edbrio \u00e9 perdido, quem paga a conta n\u00e3o \u00e9 apenas o empres\u00e1rio. \u00c9 a fam\u00edlia do trabalhador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ricardo Dias, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Eventos O Brasil voltou a discutir mudan\u00e7as na jornada de trabalho e o fim&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":70167,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5762],"tags":[],"ppma_author":[13237],"class_list":{"0":"post-77386","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-direito"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quando a lei ignora a realidade, quem paga a conta \u00e9 o trabalhador - Economia S\/A<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/quando-a-lei-ignora-a-realidade-quem-paga-a-conta-e-o-trabalhador\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quando a lei ignora a realidade, quem paga a conta \u00e9 o trabalhador - 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