{"id":8489,"date":"2019-09-08T15:00:32","date_gmt":"2019-09-08T15:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/economiasa.com.br\/?p=8489"},"modified":"2019-09-08T15:00:32","modified_gmt":"2019-09-08T15:00:32","slug":"comecou-a-25a-casacor-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/comecou-a-25a-casacor-minas\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ou a 25\u00aa CASACOR Minas"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\"><em>Realizada no Pal\u00e1cio das Mangabeiras, a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do estado conta com 60 ambientes, assinados por 94 profissionais. A programa\u00e7\u00e3o segue at\u00e9 13 de outubro.<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>POR: F\u00e1bio Gomides \u2013 A Dupla Informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8492 alignleft\" src=\"http:\/\/economiasa.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Cozinha-Leroy-Merlin-Foto-Henrique-Queiroga-2_Easy-Resize.com_-400x600.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"335\" \/>A 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da CASACOR Minas foi aberta oficialmente nesta ter\u00e7a e segue at\u00e9 13 de outubro, no Pal\u00e1cio das Mangabeiras, im\u00f3vel tradicionalmente utilizado como resid\u00eancia dos governadores de Minas. Esta \u00e9 a primeira vez que o im\u00f3vel est\u00e1 sendo aberto para visita\u00e7\u00e3o. O tema apresentado nesta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201c<strong>PLANETA CASA<\/strong>\u201c. A ideia \u00e9 fazer com que os frequentadores tenham uma reflex\u00e3o sobre como a nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo influencia o nosso jeito de morar. Sendo assim, a proposta \u00e9 apresentar uma s\u00e9rie de projetos que reflitam sobre como a casa deve absorver o estilo de vida de seus moradores. Atentos \u00e0 quest\u00e3o da sustentabilidade, diversos ambientes da mostra foram inteiramente constru\u00eddos a partir de t\u00e9cnicas capazes de reduzir a gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, reduzindo consequentemente os custos de produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do ganho na agilidade deste processo construtivo.<\/p>\n<p>A CASACOR Minas conta com 60 ambientes ao todo, envolvendo a participa\u00e7\u00e3o de 94 profissionais do setor. \u00a0Cerca de 500 profissionais entre arquitetos, design de interiores, paisagistas, pedreiros, pintores, marceneiros, jardineiros e soldadores trabalharam diretamente na elabora\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o dos ambientes. S\u00f3 na parte de constru\u00e7\u00e3o foram investidos aproximadamente R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com todo esse aporte financeiro, al\u00e9m, \u00e9 claro, do local escolhido para ser sede da mostra deste ano, que ser\u00e1 aberto pela primeira vez ao p\u00fablico, faz com que a expectativa do n\u00famero de visitantes da CASACOR Minas 2019 seja o maior da hist\u00f3ria do evento. De acordo com Juliana Grillo, diretora comercial da mostra, cerca de 70 mil pessoas s\u00e3o esperadas ao longo dos 40 dias de visita\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos radiantes com a oportunidade de comemorar 25 anos da CASACOR Minas em uma das constru\u00e7\u00f5es mais emblem\u00e1ticas do estado\u201d, comemora.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8491 aligncenter\" src=\"http:\/\/economiasa.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Banheiro-Pu-769blico-Foto-Jomar-Braganc-807a-3_Easy-Resize.com_-600x447.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p>E para conseguir atrair milhares de visitantes, um time de peso formado por renomados profissionais e jovens talentos foi convocado para encantar os visitantes. Nomes como <strong>Fl\u00e1vio Bahia, <\/strong>que esteve na primeira edi\u00e7\u00e3o da mostra, em 1995, assim como <strong>Gustavo Penna, Pedro L\u00e1zaro, Estela Netto e J\u00fanior Piacesi <\/strong>retornam em grande estilo para esta edi\u00e7\u00e3o comemorativa. Outros expoentes com diversas participa\u00e7\u00f5es ao longo de suas carreiras e que tamb\u00e9m estar\u00e3o no time de 2019 s\u00e3o:<strong> M\u00e1rio Caetano, \u00c2ngelo Coelho, Cristina Morethson, Juliana Vasconcellos <\/strong>e <strong>Val\u00e9ria Junqueira<\/strong>.<\/p>\n<p>Soma-se ao elenco <strong>Rodrigo Aguiar, Will Lobato, Rodrigo Castro, Rodrigo Maakaroun, Maur\u00edcio Bomfim, S\u00edlvia Carvalho, Luis Gustavo, Jo\u00e3o Lucas, Joana Hardy, Ant\u00f4nio Valadares, Tereza Valadares, Jo\u00e3o Diniz, Bel Diniz, Jos\u00e9 Louren\u00e7o, Mariza Rizck Magalh\u00e3es, Felipe Fontes, Betina Marques, Gabriel Passos, T\u00falio Manata, Fernanda Boratto, Vera Valenzuela, Nagela Rigueira Aud, Wanderlan Pereira, Lucas Lage, Andr\u00e9ia Campolina, B\u00e1rbara Drummond, Carolina Melga\u00e7o, Cynthia Silva, Andr\u00e9 Prado, Paula Zasnicoff, Tina Barbosa, J\u00falia Belisario, Carol Horta, Filipe Pederneiras, Karina Polatscheck, \u00c9rika Steckellberg, Graziela Costa, K\u00edvia Costa, Mira Mundim, Renata Paranhos, Sheila Mundim, Juliana Couri, Maria Gabriela Nogueira, Natacha Nacif, Felipe Soares, Renata Basques, \u00c9rika Viana, Fl\u00e1via Freitas, Fl\u00e1vio Lobato, Erly Hopper, Evaldo Rios e Maluh Amorim. <\/strong><\/p>\n<p>Entre os estreantes desta edi\u00e7\u00e3o est\u00e3o <strong>Marina Diniz, Paula Guimar\u00e3es, N\u00eddia Duarte, Carla Cruz, Rita Cruz, Philipe Pinheiro, Let\u00edcia Longuinho, Carolina Campos, Maria Clara, Igor Zanon, Daniel Tavares, Marcus Paschoalin, B\u00e1rbara Barbi, Murad Mohamad, J\u00e9ssica Sarri\u00e1,Uriel Rosa, Filipe Castro, Atamar Lorrani, Francisco Mascarenhas, Carol Quinan, Andr\u00e9a Pinto Coelho, M\u00e1rio Caetano, Aline Castro, Nat\u00e1lia Freitas e Laura Penna.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8490 aligncenter\" src=\"http:\/\/economiasa.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Atelie-770-da-Vila-Foto-Jomar-Braganc-807a-2_Easy-Resize.com_-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p><strong>Destaques<\/strong><\/p>\n<p>Recuperar parte da hist\u00f3ria da obra feita por um mestre do paisagismo. Esse \u00e9 o desafio que \u00e9 <strong>N\u00e3na Guimar\u00e3es <\/strong>se prop\u00f4s a realizar na mostra deste ano. A profissional \u00e9 a respons\u00e1vel pelo <em><strong>Jardim Burle Marx<\/strong><\/em>. Com aproximadamente 400 metros quadrados, a proposta foi restaurar o projeto inicial assinado por Burle Marx nos jardins do Pal\u00e1cio das Mangabeiras. Para recriar parte desse ambiente da d\u00e9cada de 1950, ela teve acesso ao projeto original e foi atr\u00e1s de seis esp\u00e9cies nativas brasileiras utilizadas pelo reconhecido paisagista como Guaimb\u00e9, Camar\u00e1, Bela Em\u00edlia, Trapoeraba Roxa, Giesta e Agave.<\/p>\n<p>Presente pela primeira vez na mostra, <strong>Jana\u00edna Pacheco<\/strong> se uniu ao veterano <strong>Maur\u00edcio Bomfim<\/strong> no projeto <em>Casa dos Eucaliptos, <\/em>uma das constru\u00e7\u00f5es mais audaciosas da mostra. Bomfim inclusive \u00e9 o nome por tr\u00e1s de todo o design de interiores, al\u00e9m de v\u00e1rias pe\u00e7as do mobili\u00e1rio. A casa criada pela dupla est\u00e1 totalmente integrada \u00e0 natureza, uma vez que o espa\u00e7o est\u00e1 localizado dentro de um bosque de eucaliptos, que foi inclusive incorporado ao projeto. Nos jardins, o destaque fica por conta do lan\u00e7amento da linha de mobili\u00e1rio para \u00e1rea externa, assinada pelo premiado Jader Almeida, al\u00e9m de um jogo de espelhos, convidando para que os visitantes possam olhar para si enquanto est\u00e3o imersos em uma pequena floresta, estabelecendo uma conex\u00e3o com o meio-ambiente.<\/p>\n<p>Com aproximadamente 250m\u00b2, o <em><strong>Living<\/strong><\/em>, assinado pela arquiteta <strong>Estela Netto,<\/strong> \u00e9 outra atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte. Certamente chama a aten\u00e7\u00e3o do visitante pela impon\u00eancia e pelas grandes propor\u00e7\u00f5es. Constru\u00eddo a partir de uma t\u00e9cnica em treli\u00e7a met\u00e1lica espacial e steel frame, o espa\u00e7o re\u00fane diversos ambientes como Home Cinema, Espa\u00e7o Gourmet, Adega e Lounge da Lareira e \u00e9 um dos exemplos de constru\u00e7\u00f5es que prezam pela redu\u00e7\u00e3o do volume de res\u00edduos gerados, apresentando m\u00e9todos construtivos limpos e inovadores. \u00a0O conceito \u00e9 ser de um espa\u00e7o totalmente voltado para o lazer e divers\u00e3o, seja em uma reuni\u00e3o familiar ou encontro entre amigos. Entre os destaques, a presen\u00e7a marcante da luz natural, por meio de um pergolado e grandes v\u00e3os em vidro, o uso de materiais e texturas naturais, al\u00e9m da inser\u00e7\u00e3o de tecnologia no espa\u00e7o, que \u00e9 totalmente automatizado.<\/p>\n<p>Em sua quarta participa\u00e7\u00e3o na CASACOR, <strong>Fl\u00e1via Roscoe<\/strong> assina um dos ambientes que certamente ser\u00e1 um dos mais visitados, a <em>Su\u00edte do Governador<\/em>. O conceito nasceu da seguinte reflex\u00e3o feita por ela: \u201cO que \u00e9 ouro para voc\u00ea?\u201d. Essa observa\u00e7\u00e3o tem como objetivo apontar as responsabilidades que os pol\u00edticos que ocuparam o local possu\u00edam, n\u00e3o no sentido material, mas no de valorizar o que \u00e9 do povo, no verdadeiro prop\u00f3sito de habitar aquele espa\u00e7o. Os visitantes encontrar\u00e3o, ao longo do ambiente, tons discretos em dourado, uma mesa de trabalho, uma poltrona de leitura de frente para uma bela vista, uma mesa para tomar o caf\u00e9 da manh\u00e3, um painel atr\u00e1s da cama que remete \u00e0 \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o da casa na d\u00e9cada de 1950, al\u00e9m de v\u00e1rias obras de arte. A ideia foi criar a sofistica\u00e7\u00e3o e a leveza do acolhimento em um mesmo local.<\/p>\n<p><strong>Norah Fernandes e a estreante B\u00e1rbara Nobre<\/strong> s\u00e3o as respons\u00e1veis pelo projeto <em>Gabinete. <\/em>Por meio de uma pesquisa realizada para entender como era o uso do local, al\u00e9m de valorizar os objetos originais da d\u00e9cada de 1950, as profissionais optaram por contar a hist\u00f3ria do lugar por meio da decora\u00e7\u00e3o. Pe\u00e7as como um painel e uma sanca de ilumina\u00e7\u00e3o de estrutura met\u00e1lica daquela \u00e9poca foram restauradas. Um sof\u00e1 do per\u00edodo tamb\u00e9m comp\u00f5e o ambiente. Para trazer contemporaneidade, m\u00f3veis no estilo Hi-Tech, como cadeiras ergon\u00f4micas, ir\u00e3o compor a cena. O grande diferencial \u00e9 que o p\u00fablico encontrar\u00e1 um novo conceito de layout para escrit\u00f3rio, seguindo um conceito turco, onde todos conseguem interagir sem precisar se virar na cadeira.<\/p>\n<p>A <em>Cozinha Leroy Merlin<\/em> \u00e9 outro projeto que merece destaque. Assinada por <strong>Felipe Soares<\/strong>, a proposta foi criar uma cozinha tipicamente mineira. O ambiente de 38m\u00b2 procura ressignificar o mobili\u00e1rio tradicional de armaz\u00e9ns e cozinhas do interior do estado de uma maneira extremamente minimalista e sofisticada. O projeto possui uma ilha central integrada a uma bancada, mesa e um fog\u00e3o a lenha na extremidade. Materiais artesanais como tijolo de barro, vermelh\u00e3o e ladrilho, al\u00e9m de obras de arte de importantes artistas mineiros contempor\u00e2neos, como Mabe Beth\u00f4nico e Fl\u00e1via Bertinato, tamb\u00e9m comp\u00f5e o local. Um arm\u00e1rio aberto, nos moldes das antigas vendas\/armaz\u00e9ns, completa o espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Valorizar a experi\u00eancia de se degustar um bom vinho, al\u00e9m de compartilhar uma adega, literalmente, em meio aos jardins do Pal\u00e1cio das Mangabeiras, para que se possa vivenciar momentos agrad\u00e1veis com familiares e amigos. Essa \u00e9 a proposta da <em>Casa de Vinhos<\/em>, assinada pela arquiteta <strong>Silvia Carvalho<\/strong>. O ambiente possui elementos naturais como a pedra, de car\u00e1ter mais fechado, que reveste tanto as paredes externas como internas, al\u00e9m de madeira e couro, tudo pensado para que a experi\u00eancia dos amantes da bebida seja inesquec\u00edvel. O ponto alto do projeto \u00e9 a adega, que tem capacidade de armazenar 400 garrafas. Uma mesa redonda de oito lugares que serve para as confrarias, al\u00e9m de uma bancada gourmet para apoio da confec\u00e7\u00e3o de pratos e higieniza\u00e7\u00e3o de ta\u00e7as, uma prateleira com v\u00e1rias ta\u00e7as e r\u00f3tulos raros comp\u00f5e o projeto.<\/p>\n<p>O <em>Pavilh\u00e3o Office<\/em>, assinado por <strong>Fernanda Villefort,<\/strong> traz a concep\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o corporativo onde a afetividade ganha espa\u00e7o e aproxima o usu\u00e1rio de elementos multissensoriais. O ambiente prop\u00f5e um percurso em forma de galeria para contempla\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o com a arte, al\u00e9m de uma setoriza\u00e7\u00e3o integrada entre tr\u00eas esferas: BUSINESS (reuni\u00f5es\/conex\u00e3o com o outro) + MEETING (treinamento \/ palestras \/ conex\u00e3o com o mundo) + COWORKING (trabalho individual \/ conex\u00e3o consigo mesmo \/ foco). Uma grande bancada de apoio serve para oferecer desde o t\u00edpico cafezinho at\u00e9 o atual happy hour. J\u00e1 na parte da arquitetura, a proposta \u00e9 de trabalhar com materiais naturais e muita integra\u00e7\u00e3o entre o interior e o exterior. Para isso, foi criado um inv\u00f3lucro em a\u00e7o corten com faixas ritmadas e intercaladas com o vidro incolor para gerar sensa\u00e7\u00f5es e intensidades de luz tamb\u00e9m variadas. H\u00e1 ainda a presen\u00e7a de um jardim vertical natural que dialoga com o entorno e enfatiza a import\u00e2ncia da conex\u00e3o com a natureza.<\/p>\n<p>Um espa\u00e7o de pesquisa e de descobertas. Assim, <strong>Ana Bahia e Sarah James<\/strong> descrevem o projeto <em>Cozinha Funcional<\/em>. O objetivo foi criar um espa\u00e7o propenso \u00e0s experi\u00eancias, sejam elas sensoriais ou espaciais. A cena prop\u00f5e diversas maneiras de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do local, como aulas de culin\u00e1ria, jantares, palestras e reuni\u00f5es ao ar livre. Um dos pontos altos do ambiente \u00e9 o design de mobili\u00e1rio feitos com materiais como \u00f4nix, inox, pedra sab\u00e3o e feltro, que ser\u00e3o utilizados de uma maneira inusitada. A arquitetura foi pensada como um bloco cujos \u00e2ngulos n\u00e3o retos provocam diferentes visadas a cada ponto de partida.<\/p>\n<p><strong>Preserva\u00e7\u00e3o e patrim\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>O conv\u00eanio de coopera\u00e7\u00e3o celebrado em junho entre o Estado e a Codemge destaca a import\u00e2ncia da adequada manuten\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio das Mangabeiras, que tem projeto inicial de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx. Al\u00e9m do evento, a proposta \u00e9 que a CASACOR continue promovendo uma s\u00e9rie de benfeitorias, obras de infraestrutura, restauro, recupera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia do espa\u00e7o que est\u00e1 sendo ocupado por ela durante o per\u00edodo m\u00e9dio de seis meses ao ano, pelos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>Durante a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da mostra, o p\u00fablico pode conferir o resultado do trabalho, promovido pela CASACOR Minas, de resgate e restauro do projeto paisag\u00edstico e arquitet\u00f4nico do Pal\u00e1cio. Uma parte do jardim, inclusive, j\u00e1 pode ser vista com as esp\u00e9cies originais do projeto, em conformidade com o desenho de Burle Marx. Para Eduardo Faleiro, a mostra \u00e9 uma oportunidade de abrir a porta de edif\u00edcios emblem\u00e1ticos, que todos t\u00eam vontade de conhecer. \u201cS\u00f3 valorizamos aquilo que conhecemos. Ent\u00e3o, temos uma luta muito grande na valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e consideramos a import\u00e2ncia de que a popula\u00e7\u00e3o conhe\u00e7a, entre, entenda a beleza e ajude, de uma forma conjunta, a preservar mais o que ainda nos restou de mem\u00f3ria da cidade\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Sustentabilidade <\/strong><\/p>\n<p>Encarregada pela gest\u00e3o dos res\u00edduos gerados na CASACOR, a\u00a0Aterra\u00a0\u00e9 a parceira sustent\u00e1vel da CASACOR Minas e atende a todos os projetos desta edi\u00e7\u00e3o. A empresa \u00e9 respons\u00e1vel pela correta destina\u00e7\u00e3o de rejeitos de obra. Todo o material recolhido at\u00e9 o momento est\u00e1 sendo destinado a um aterro de res\u00edduos da Constru\u00e7\u00e3o Civil \u2013 Classe A, que tem como caracter\u00edstica reutilizar ou reciclar os sedimentos condicionados. De acordo com o diretor operacional da institui\u00e7\u00e3o, Bruno Giovannini, foram recolhidas at\u00e9 o momento <strong>61 toneladas de res\u00edduos<\/strong>, <strong>sendo 70% de entulhos\/podas de \u00e1rvores e plantas, 10% de papel\u00e3o, 8% de metais e 12% de outros materiais<\/strong>. Esse volume de detritos representa 47% do total dos sedimentos retirados na mostra de 2018, quando foram coletados 13.000kg de entulhos, 1.902 kg de papel\u00e3o, 1.493kg de metalon, 102kg de pl\u00e1stico e 3.000kg de entulho reaproveitado. A expectativa \u00e9 de que at\u00e9 o final da mostra deste ano, quando ocorrer\u00e1 a desmontagem de todos os ambientes, sejam recolhidas <strong>200 toneladas de rejeitos<\/strong>. Os materiais de revestimentos de parede e pisos ser\u00e3o destinados a projetos sociais.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Pal\u00e1cio das Mangabeiras<\/strong><\/p>\n<p>Inaugurado oficialmente em 1955, o Pal\u00e1cio das Mangabeiras foi constru\u00eddo entre 1951 e 1955 para ser a resid\u00eancia oficial dos governadores de Minas Gerais. A edifica\u00e7\u00e3o vem sendo utilizada para esta finalidade desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o, ocorrida durante o governo de Juscelino Kubitschek. Tudo indica que o projeto arquitet\u00f4nico \u00e9 assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. J\u00e1 o projeto paisag\u00edstico original \u00e9 de Roberto Burle Marx, duas grandes refer\u00eancias em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Localizado aos p\u00e9s da Serra do Curral, o Pal\u00e1cio segue o estilo modernista. Apesar de n\u00e3o ter as dimens\u00f5es que outros pal\u00e1cios tradicionais da cidade como o da Liberdade, por exemplo, o Pal\u00e1cio das Mangabeiras tem uma import\u00e2ncia hist\u00f3rica para a pol\u00edtica de Minas Gerais, sendo palco de in\u00fameras reuni\u00f5es e encontros decisivos.<\/p>\n<p><strong>Sobre a CASACOR Minas<\/strong><\/p>\n<p>A CASACOR \u00e9 reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Am\u00e9ricas e re\u00fane, anualmente, renomados profissionais. Em 2019 chega \u00e0 sua 25a edi\u00e7\u00e3o em Minas Gerais e com mais de 20 eventos nacionais (Alagoas, Bahia, Bras\u00edlia, Campinas, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Par\u00e1, Paran\u00e1, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina) e seis internacionais (Miami, Peru, Chile, Equador, Bol\u00edvia e Paraguai).<\/p>\n<p><strong>Redes<\/strong><\/p>\n<p>SITE:<a href=\"http:\/\/www.casacor.com\/\"> www.casacor.com<\/a><\/p>\n<p>FACEBOOK<strong>:<\/strong><a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/casacorminas\"> www.facebook.com\/casacorminas<\/a><\/p>\n<p>INSTAGRAM: @casacorminas<\/p>\n<p><strong>Sobre a Multicult <\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0Multicult\u00a0\u00e9 uma empresa promotora de eventos diversos, entre eles a CASACOR Minas, que, em 2019, completa 25 edi\u00e7\u00f5es ininterruptas. A proposta da empresa \u00e9 promover e empreender projetos e iniciativas nas \u00e1reas de Cultura, Arquitetura, Design, Gastronomia e Urbanismo. O portf\u00f3lio de a\u00e7\u00f5es desenvolvidas com a assinatura da\u00a0Multicult\u00a0re\u00fane eventos diversos que se destacam\u00a0por\u00a0promover n\u00e3o apenas entretenimento, mas tamb\u00e9m uma plataforma de inspira\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e networking. Outro foco de atua\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de iniciativas que contribuam para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da identidade urbana.<\/p>\n<p><strong>Redes<\/strong><\/p>\n<p>SITE: <a href=\"http:\/\/www.multicult.cc\/\">www.multicult.cc<\/a><\/p>\n<p>FACEBOOK<strong>:<\/strong> \u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/multicultpromocoes\/\">https:\/\/www.facebook.com\/multicultpromocoes\/<\/a><\/p>\n<p>INSTAGRAM: @multicult.cc<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CASACOR Minas Gerais <\/strong><\/p>\n<p><strong>Datas<\/strong>: De 03 de setembro a 13 de outubro<\/p>\n<p><strong>Local<\/strong>: Pal\u00e1cio das Mangabeiras(Rua M\u00e1rio Costa Tourinho, s\/n \u2013 Mangabeiras \u2013 BH\/MG)<\/p>\n<p><strong>Ingressos:<\/strong> R$60 inteira e R$30 \u2013 meia \/Passaporte(visitas ilimitadas): R$180,00<\/p>\n<p><strong>Vendas na bilheteria ou pelo site<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.ingresso.casacor.com\/\">https:\/\/www.ingresso.casacor.com\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rios de funcionamento<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>De ter\u00e7a a sexta<\/strong>, das 15h \u00e0s 22h<br \/>\n<strong>S\u00e1bados:\u00a0<\/strong>das 12h \u00e0s 22h<br \/>\n<strong>Domingos e feriados:<\/strong>\u00a0das 12h \u00e0s 19h<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.multicult.cc\/\">www.multicult.cc<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Descritivo de Ambientes CASACOR Minas 2019<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bilheteria, por Juliana Vasconcelos <\/strong><\/p>\n<p>Com inspira\u00e7\u00e3o minimalista e gr\u00e1fica, a bilheteria se vale de poucos materiais em seu projeto de interiores. No ponto principal do ambiente, dois tons de vermelho, com pagina\u00e7\u00e3o em diagonal, sobem paredes e balc\u00e3o. A ideia \u00e9 criar pontos de fuga, como se fossem caminhos, dando uma dire\u00e7\u00e3o ao olhar. A mesma linguagem tamb\u00e9m est\u00e1 na ilumina\u00e7\u00e3o, m\u00ednima: algumas l\u00e2mpadas tubulares em led fazem o caminho no teto e descem por uma parede que n\u00e3o foi revestida. Na \u00e1rea da bilheteria h\u00e1 ainda cortinas, tamb\u00e9m em dois tons, o vermelho e o rosa. Teto e parede sem revestimento ganharam tom mais dram\u00e1tico de vermelho. No foyer, detalhe para o banco em madeira e para a linha de produtos desenvolvidos pela Hardy inspirados nas esp\u00e9cies escolhidas por Burle Marx para os jardins do Pal\u00e1cio. Bem \u00e0 vista para o visitante que chega, eles podem ser adquiridos na sa\u00edda do evento.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o Globo, por OBJ Design e Arquitetura\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 c\u00eanico e, aqui, luz e som s\u00e3o protagonistas. E andam juntos: a trilha sonora criada exclusivamente para o ambiente interage com a luz, proporcionando v\u00e1rias propostas de intensidades e cores variadas. Para que essa ideia se tornasse eficiente, o ambiente foi todo projetado no branco, criando uma tridimensionalidade com a disposi\u00e7\u00e3o de bolas de isopor que interagem com a marca da emissora. O revestimento em grama sint\u00e9tica do piso oferece sensa\u00e7\u00e3o sinest\u00e9sica e o espelho com recortes tridimensionais amplia o leque de sensa\u00e7\u00f5es. Um amplo pano de vidro de 6m de largura e 3m de altura faz a integra\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea externa.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ref\u00fagio, por J\u00fanior Piacesi <\/strong><\/p>\n<p>Desprendido do ch\u00e3o, o projeto dessa casa pretende estimular conex\u00f5es e se inserir no contexto em que est\u00e1 implantado, sem interferir com ru\u00eddo na paisagem. Gra\u00e7as \u00e0 fachada mim\u00e9tica integralmente revestida por um espelho que cria jogo de esconde-esconde em meio ao bosque de eucaliptos. Uma grande passarela liga a rua ao espa\u00e7o e investe em uma penumbra branca de reciclado t\u00eaxtil, dando transpar\u00eancia e leveza \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o. A casa voa, a seis metros do solo firme, permiss\u00e3o dada pela estrutura met\u00e1lica de seu esqueleto, uma proposta que soma em volume \u00e0 experi\u00eancia de se estar presente consigo mesmo. Internamente est\u00e3o dispostos a cozinha, a mesa, a cama, o closet, o banheiro e um espa\u00e7o de medita\u00e7\u00e3o, tudo integrado com a leveza do concreto do piso e das placas de cimento que encapam uma parede longitudinal. Do lado oposto, o fechamento \u00e9 em vidro, assim como uma parte do teto, que traz a luz natural e as \u00e1rvores do terreno para participar desse momento. Destaque para as poltronas Carlos Motta, poltrona Lina, da L\u00edder, em homenagem \u00e0 Lina B oBardi, cama da S\u00e3o Rom\u00e3o e lumin\u00e1rias da Floss, da A. de Arte. Sobre a ilumina\u00e7\u00e3o, mais um detalhe: ela tamb\u00e9m vem dos eucaliptos l\u00e1 de fora.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ateli\u00ea do Chef, por N\u00eddia Duarte \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Mais intimista e prop\u00edcio para receber amigos e familiares, a proposta deste ambiente \u00e9 ser um espa\u00e7o que funcione como um laborat\u00f3rio de experimenta\u00e7\u00f5es, mantendo tudo ao alcance da m\u00e3o. Para isso, conta com uma estilosa horta de especiarias, distribu\u00edda em vasos suspensos que mais parecem discos voadores. Se o lounge \u00e9 um convite expl\u00edcito ao descanso, o gazebo \u00e9 um aceno prazeroso para o ato de cozinhar. No acesso principal, patamares irregulares foram feitos na pedra Hitam. J\u00e1 na parte lateral ele aparece em forma de rampa, que d\u00e1 acesso ao lounge que, embora descoberto, foi pensado como um living, com m\u00f3veis org\u00e2nicos dispostos de maneira irregular. Sobre uma prancha de madeira, o sof\u00e1 grafite, em tecido que remete ao linho, \u00e9 pr\u00f3prio para \u00e1reas externas e tem como complementos, as almofadas e mantas, em tons terrosos e cinza claro. Em um canto, uma composi\u00e7\u00e3o de mesas de madeira em laca e alguns vasos d\u00e3o o toque de sofistica\u00e7\u00e3o. Criando uma conex\u00e3o natural, um jardim vertical suspenso atravessa o lounge e adentra o gazebo. Para refor\u00e7ar o encantamento do lugar, duas poltronas Painho, de Marcelo Rosenbaum, pufes em corda n\u00e1utica e tapete de Elisa Atheniense, em tons de cinza, tamb\u00e9m em corda n\u00e1utica fazem composi\u00e7\u00e3o harmoniosa. Destaque para o teto com ilumina\u00e7\u00e3o embutida em colmeia irregular em madeira e para a frente do gazebo, toda feita em ripado de madeira natural, disposta de forma irregular tanto na largura quanto na profundidade.<\/p>\n<p><strong>Escrit\u00f3rio do Jardim, por Marina Diniz e Paula Guimar\u00e3es <\/strong><\/p>\n<p>Um home office em pleno quintal comprova que tempo \u00e9 mercadoria de luxo e mostra como pode ser agrad\u00e1vel um espa\u00e7o que parte de um cont\u00eainer para se transformar em puro conforto, charme e estilo. Na parte externa, o revestimento em ecogranito \u00e9 bastante resistente, de f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o e fica lindo iluminado. A pedra sab\u00e3o faz o caminho pelo gramado at\u00e9 se chegar, ainda do lado de fora, ao ambiente pontuado por poltronas e pufes em corda n\u00e1utica e mesas de apoio em f\u00f3rmica, que antecipam a informalidade de poss\u00edveis reuni\u00f5es, ou mesmo o prazer de momentos de contempla\u00e7\u00e3o. A sobriedade das paredes internas deixam o impacto para o bom design do mobili\u00e1rio, presente nas pe\u00e7as de S\u00e9rgio Rodrigues, Jorge Zalzupin e Jader Almeida e tamb\u00e9m para a montagem ao fundo com 22 telas de Alessandra Rehder, formando uma esp\u00e9cie de janela. Del\u00edcia para os olhos e vontade de ficar um sem tempo de tempo. Simples assim.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ateli\u00ea da Vila, por Casa Tereze \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Nem parece um container, mas \u00e9. Tudo por causa do revestimento externo, um lambri de pinus, pintado em dois tons de verde, que d\u00e1 um ar de casinha r\u00fastica a um ambiente em que at\u00e9 o tempo parece ser menos eletr\u00f4nico e mais artesanal. O deck em madeira \u00e9 uma extens\u00e3o do espa\u00e7o interno e tem um charmoso pergolado em fibra de coco natural criando um divertido jogo de luz e sombra. Internamente, al\u00e9m de um pequeno e confort\u00e1vel estar, chama a aten\u00e7\u00e3o a simplicidade das cadeiras de serralheria artesanal com estofado em tecidos de diversas padronagens. Elas d\u00e3o um toque de ternura \u00e0 mesa de madeira maci\u00e7a que serve como bancada para aulas ou reuni\u00f5es, com desenho bem ao estilo de oficina, em linhas retas e robustas. Revestidas em tecido, as paredes refor\u00e7am o abra\u00e7o que se sente ao entrar nesse ateli\u00ea, pensado para a realiza\u00e7\u00e3o de cursos coletivos de artes manuais como cartonagem, cer\u00e2mica, costura e bordado.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cuboesia & Jardim de A\u00e7o, por Jo\u00e3o Diniz e Bel Diniz <\/strong><\/p>\n<p>Cuboesia \u00e9 uma instala\u00e7\u00e3o h\u00edbrida que une arquitetura, design, escultura, paisagismo e poesia resultando numa pe\u00e7a de \u2018land-art\u2019 instalada\u00a0\u00a0no gramado do Pal\u00e1cio Mangabeiras palco da CasaCorMG 2019.\u00a0 A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que as pessoas interajam com esse espa\u00e7o \u2013 \u00a0literalmente \u2013 entrando na poesia e atrav\u00e9s de seu texto \u2013 que \u00e9 um poema de seis versos vazado em cada face do cubo \u2013 passem a admirar a luz, as sombras e a paisagem montanhosa do entorno.\u00a0 Em volta deste cubo de metal est\u00e1 o Jardim de A\u00e7o, que \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o escult\u00f3rica que interage com a vegeta\u00e7\u00e3o local. O espa\u00e7o sugere que o metal \u00e9 tamb\u00e9m um elemento da natureza.\u00a0O Cubo e o Jardim\u00a0\u00a0foram totalmente produzidos com os a\u00e7os da ArcelorMittal.<\/p>\n<p><strong>Jardim das Palmeiras, por Rita Cruz <\/strong><\/p>\n<p>Aqui, a op\u00e7\u00e3o foi refor\u00e7ar a sensa\u00e7\u00e3o da rigidez do concreto da edifica\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a de um mandacaru disposto entre agaves. Tal aridez cria um jogo est\u00e9tico e brinca com as sensa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que, neste caso, o frescor vem de dentro, ou seja, faz parte do ambiente interno. Nele, um maci\u00e7o de palmeiras Phoenix pode ser visto de fora e, ao fundo, uma \u00e1rvore Eug\u00eania tem a companhia de um maci\u00e7o de moreias. Rita opta por utilizar poucas esp\u00e9cies e tem trabalho inspirado em profissionais como Lu\u00eds Carlos Orsini e tamb\u00e9m Burle Marx.<\/p>\n<p><strong>Sala das Palmeiras, por Carla Cruz e Philipe Pinheiro <\/strong><\/p>\n<p>Um ambiente que se prop\u00f5e sem limites entre o interno e o externo e que contrasta a rigidez externa da arquitetura brutalista das placas ciment\u00edcias aparentes, em formato ortogonal, com a fluidez interna. Com living, jantar e adega, o espa\u00e7o \u00e9 delimitado pelo uso e n\u00e3o por divis\u00f5es f\u00edsicas e se destina \u00e0 conviv\u00eancia e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o do entorno. O layout e o mobili\u00e1rio tem car\u00e1ter org\u00e2nico, com poucos itens e uma paleta bem clean. A simplicidade do ambiente funciona como uma tela em branco em que as pinceladas s\u00e3o os m\u00f3veis e a luz que toca as superf\u00edcies. Destaque para a mesa de jantar org\u00e2nica, desenhada pelo escrit\u00f3rio em l\u00e2mina de madeira natural Grigio Italiano e para as duas arandelas douradas Vent, da Foscarini, a lumin\u00e1ria de piso Gal\u00e1xia da Archela, e a arandela da adega Arco, do Estudio Rain.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Minas Workpod, por Jos\u00e9 Louren\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Pensado para ser o escrit\u00f3rio m\u00f3vel do governador, que pode ser implantado em qualquer lugar, o edif\u00edcio org\u00e2nico cujo formato refor\u00e7a o elo forte com a natureza que o abra\u00e7a, tem breeze em m\u00e1rmore paginado no janel\u00e3o, criando uma fun\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica inovadora. Refletido em dois momentos, o externo em a\u00e7o virgem do cont\u00eainer, que oxida com o tempo e em azul Ives Klein; e o interno, em contraste, com madeira vin\u00edlica cobrindo teto e ch\u00e3o e paredes em cinza claro. Industrial por fora e aconchegante por dentro. Do lado oposto ao breeze do janel\u00e3o, uma democr\u00e1tica cozinha que se abre para a popula\u00e7\u00e3o foi montada na porta do cont\u00eainer. Na sequ\u00eancia, um pequeno estar com mesinha e duas poltronas e, mais adiante, finalizando, o espa\u00e7o oval, com mesa de design autoral em mesmo formato, em m\u00e1rmore e madeira incrustada no centro e p\u00e9 em madeira com o mesmo desenho da madeira do tampo, destinada a reuni\u00f5es maiores.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jardim do Encontro, por Carol Quinan<\/strong><\/p>\n<p>Um estar ao ar livre, com o mesmo conforto, charme e aconchego de um ambiente interno. Para que isso fosse poss\u00edvel, foi utilizado mobili\u00e1rio pr\u00f3prio para uso externo em m\u00faltiplas op\u00e7\u00f5es: do estar ao momento de refei\u00e7\u00e3o, passando pelo carinho da lareira, do delicioso balan\u00e7o e tamb\u00e9m das chaises com mesa que tem champanheira embutida. A eleg\u00e2ncia fica por conta do pontual bordeaux e do preto em paleta em que predomina o cinza clarinho e das curvas tanto na passarela quanto na implanta\u00e7\u00e3o do terra\u00e7o, \u00e0 la Burle Marx. O paisagismo lan\u00e7ou m\u00e3o do jasmim manga em grande quantidade, oferecendo uma proposta mais \u00e1rida, al\u00e9m de usar a pleomeli variegata e cl\u00fasias na composi\u00e7\u00e3o entre as \u00e1rvores preservadas. Iluminado, a beleza do jardim se sobressai tamb\u00e9m \u00e0 noite.<\/p>\n<p><strong>Pavilh\u00e3o Office, por Fernanda Villefort <\/strong><\/p>\n<p>O que se quer aqui \u00e9 mostrar um olhar renovado sobre os espa\u00e7os corporativos, ambientes que costumam mudar de cara com frequ\u00eancia. Como hoje as pessoas permanecem por um per\u00edodo muito grande no ambiente de trabalho, esses espa\u00e7os n\u00e3o podem ser os mesmos de antigamente. Por isso, o projeto desse pavilh\u00e3o \u00e9 todo integrado. Logo ao entrar, \u00e9 f\u00e1cil perceber o ambiente. Na \u00e1rea central concentra-se o espa\u00e7o social, uma grande bancada que oferece caf\u00e9, vinho ou espumante. Aqui j\u00e1 come\u00e7a a mudan\u00e7a, um novo momento do corporativo: o espa\u00e7o central \u00e9 onde tudo come\u00e7a e onde tudo termina, destinado a reuni\u00f5es, treinamentos e palestras. \u00c9 a conex\u00e3o da pessoa com o mundo, com o outro ou consigo mesma. H\u00e1 tamb\u00e9m \u00e1reas para quem prefere trabalhar mais isolado. Em paralelo, a passarela galeria, na \u00fanica parede cega do pavilh\u00e3o, tem a inten\u00e7\u00e3o de evocar e potencializar a sensibilidade e a criatividade nas pessoas.<\/p>\n<p><strong>TransPLANTE, por Mariza Rizk <\/strong><\/p>\n<p>Um jardim-instala\u00e7\u00e3o criado para provocar e levantar uma s\u00e9rie de questionamentos nos visitantes a partir da import\u00e2ncia sobre a preserva\u00e7\u00e3o de nossas florestas. A proposta \u00e9 romper com a ideia tradicional de um jardim, estabelecendo um di\u00e1logo com a arte e com a contemporaneidade.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o de Palestras, por Betina Marques, Gabriel Passos e T\u00falio Manata <\/strong><\/p>\n<p>Entre \u00e1rvores, com o paisagismo como elemento potente, e projetado em U que abra\u00e7a as \u00e1rvores mais densas, o espa\u00e7o tem layout vari\u00e1vel e mut\u00e1vel para receber palestras e lan\u00e7amentos. Um lounge com mobili\u00e1rio em corda n\u00e1utica deixa a entrada mais convidativa e d\u00e1 visadas interessantes para outras paisagens do entorno. A permeabilidade visual \u00e9 obtida pela utiliza\u00e7\u00e3o de brises que, na fachada frontal s\u00e3o m\u00f3veis e, na posterior, fixos. A estrutura met\u00e1lica na cor chumbo foi projetada para n\u00e3o causar interfer\u00eancias e, ao mesmo tempo, permitir que a pegada industrial promova um contraste com o entorno. A ilumina\u00e7\u00e3o tem balizadores no piso e trilhos no teto e ainda algumas lumin\u00e1rias de ch\u00e3o. O mobili\u00e1rio recebeu tons complementares: azul fechado, verde militar, bege e preto. Para o piso foi especificado um emborrachado em material reciclado de pneu.<\/p>\n<p><strong>Jardim das Dracenas \u2013 Marble Lab, por Felipe Fontes <\/strong><\/p>\n<p>Esse projeto de paisagismo foi pensado para ambientar o espa\u00e7o da Marble Lab e criar um ambiente, que se assemelha a uma pra\u00e7a, com uma atmosfera tropical contempor\u00e2nea. A escolha foi pela Dracena arb\u00f3rea, \u00edcone do universo tropical, para ser a \u00fanica esp\u00e9cie vegetal e pedra como forra\u00e7\u00e3o, ocasionando assim termos um jardim mais limpo e moderno. Um espa\u00e7o de impacto, com forte presen\u00e7a do verde em plantas escult\u00f3ricas. Exuberante, com bela volumetria, baixa necessidade h\u00eddrica e de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Marble Lab \u2013 Ana Bahia e Sarah James <\/strong><\/p>\n<p>A proposta aqui \u00e9 ultrapassar o conceito de cozinha e ser um laborat\u00f3rio de experi\u00eancias, sejam elas sensoriais ou espaciais. A fachada principal, um grande v\u00e3o aberto, convida a entrar. As demais s\u00e3o fachadas cegas, que n\u00e3o revelam o que acontece ali dentro. Ainda na \u00e1rea externa, o mobili\u00e1rio \u00e9 constitu\u00eddo de poltronas e mesas em chapa de metal e m\u00e1rmore. Mas mais inusitada ainda, a chegada \u00e9 pelos fundos, atrav\u00e9s de um grande corredor revestido em concreto branco. O espa\u00e7o prop\u00f5e v\u00e1rias maneiras de uso e ocupa\u00e7\u00e3o. Aulas de culin\u00e1ria, jantares inusitados, palestras, reuni\u00f5es ao ar livre est\u00e3o no card\u00e1pio e, para fugir completamente do padr\u00e3o, foram utilizados materiais e elementos inovadores, com o poder de transportar os usu\u00e1rios a algum lugar fora do comum. At\u00e9 o design do mobili\u00e1rio foge do usual, com pufes e cadeiras revestidos em feltro cinza. Entre os materiais presentes, al\u00e9m do feltro, o a\u00e7o, a pedra sab\u00e3o e o \u00f4nix que est\u00e1 no balc\u00e3o, com torneiras escondidas e apelo hightech. A tela iluminada ao fundo \u00e9 mesmo destinada a causar sensa\u00e7\u00f5es. Quando se entra no ambiente, \u00e9 este painel que puxa todos os olhares logo de cara. Sintonizado com toda a proposta, o sistema construtivo escolhido foi o Steel Frame, que pode ser facilmente transportado para outros terrenos.<\/p>\n<p><strong>Living, por Estela Netto <\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00edda a partir do zero, a edifica\u00e7\u00e3o utilizou t\u00e9cnica construtiva feita em treli\u00e7a met\u00e1lica espacial e\u00a0 fechamento steel frame. O florim foi usado na fachada, permitindo um grande impacto est\u00e9tico. A proposta foi a de criar um espa\u00e7o remov\u00edvel, focado no lazer e naquilo que as pessoas mais utilizam nesse sentido. Com aproximadamente 250 m2, e valendo-se dessa amplitude em um layout fluido, o espa\u00e7o apresenta home cinema, espa\u00e7o gourmet, adega e lounge da lareira, todo em piso ciment\u00edcio, bem clean. No mobili\u00e1rio, o design assinado por nomes como J\u00e1der Almeida, Mauricio Bonfim e Tidelli refor\u00e7am a proposta contempor\u00e2nea, bem como as obras de arte presentes. A automa\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o e sonoriza\u00e7\u00e3o foi pensada como ferramenta de conforto, mas n\u00e3o \u00e9 o objetivo final. A ideia \u00e9 que o visitante se sinta impactado e contagiado pela boa vibra\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no ambiente e, para isso, ele apresenta uma TV de 85 polegadas, da Sony. Entre os pontos altos do projeto est\u00e1 a marcenaria revestida no florim, presente na cozinha, dando ao espa\u00e7o uma nova conota\u00e7\u00e3o.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Est\u00fadio do Artista, por Daniel Tavares e Marcus Paschoalin<\/strong><\/p>\n<p>Um est\u00fadio galeria, pensado para que o artista possa produzir e tamb\u00e9m expor seu trabalho. Utilizando de muita criatividade para sair do formal, o espa\u00e7o \u00e9 todo desmont\u00e1vel, com estrutura feita em andaimes multidirecionais e cobertura em sombrite, material f\u00e1cil de instalar e tamb\u00e9m de remover. Ele foi todo pensado dentro do conceito da sustentabilidade, gerando o m\u00ednimo de lixo em sua execu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o dois v\u00e3os livres de cinco metros, cada um destinado a uma finalidade. O piso ciment\u00edcio de chapas grossas \u00e9 r\u00fastico e tem tra\u00e7os que remetem ao travertino. No primeiro v\u00e3o, foi criado um estar em paleta neutra para contrapor o colorido das obras, com sof\u00e1 modular e poltronas assinadas Mula Preta e proposta bem no estilo galeria de arte. No outro ambiente, o de trabalho do artista, destaca-se o arm\u00e1rio em laca vinho fechado e a mesa com estrutura met\u00e1lica e tampo em porcelanato e banquetas, em pegada industrial. Foco tamb\u00e9m no tapete, um capacho em fibra de coco e no verde do paisagismo que est\u00e1 por toda parte.<\/p>\n<p><strong>Casa dos Eucaliptos, por Janaina Pacheco e Maur\u00edcio Bonfim <\/strong><\/p>\n<p>Com conceito intimamente ligado \u00e0 sustentabilidade, a proposta aqui \u00e9 descomplicar. Desde o sistema construtivo em estrutura met\u00e1lica, que permite uma obra mais limpa, praticamente sem res\u00edduos, proporcionando grandes v\u00e3os que integram os ambientes com mais fluidez, at\u00e9 a op\u00e7\u00e3o por um fechamento frontal em panos de vidro, permitindo uma utiliza\u00e7\u00e3o mais abrangente da ilumina\u00e7\u00e3o natural e maior ventila\u00e7\u00e3o.\u00a0 Concreto, madeira e m\u00e1rmore somados aos tijolos de vidro conferem leveza e amplitude, sem abrir m\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio, de lar. Materiais simples como a ard\u00f3sia do banheiro ou a pedra sab\u00e3o no piso do quarto do casal servem para mostrar que, com novas leituras. Com uma paleta de cores neutras que evidencia o branco, o projeto ganha ainda mais luminosidade. Unindo cozinha e estar, uma mesa em pedra natural d\u00e1 ainda mais fluidez ao ambiente \u00fanico. No quarto, a cama solta no ambiente inova o layout que tem banheiro integrado ao espa\u00e7o e a majestosa presen\u00e7a da natureza com a presen\u00e7a de dois frondosos troncos das \u00e1rvores de eucalipto: \u00e1rvores nativas que permitem uma intimidade absoluta com a natureza em um ambiente t\u00e3o reservado. Mimetizada ao terreno, a Casa dos Eucaliptos sobrevoa o espelho d\u00b4\u00e1gua da fachada e o paisagismo \u00e0 sua volta. Luxo puro e simples.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Casa dos Vinhos, por Silvia Carvalho <\/strong><\/p>\n<p>O universo das vin\u00edcolas foi a inspira\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o deste espa\u00e7o com forte presen\u00e7a de elementos naturais como pedra, madeira e couro. Em tom sauvignon, o revestimento das paredes externas e internas, estabelece forte di\u00e1logo com a madeira natural presentes no forro e no deck e tamb\u00e9m com o piso org\u00e2nico em pedra. O ponto alto do projeto \u00e9 a adega, totalmente automatizada, que tem capacidade de armazenar 400 garrafas e est\u00e1 localizada no estar. \u00a0Protegida e isolada do meio externo, a adega possui formato de cubo de vidro e possui capacidade para 400 garrafas. Os r\u00f3tulos ficam suspensos por tubos de madeira. A escolha de qual vinho degustar acontece por meio de um aplicativo, onde o visitante consegue selecionar o pa\u00eds em que a bebida \u00e9 produzida. Depois de realizar essa escolha, uma luz de led se ascende para iluminar todos os r\u00f3tulos oriundos daquela regi\u00e3o. Caso a proposta seja brindar na \u00e1rea externa, o deck oferece um banco que abra\u00e7a toda a casa e que tamb\u00e9m serve de guarda corpo, uma mesa de madeira de tronco cerrado, uma poltrona com espaldar alto e outras menores, al\u00e9m de bancos espalhados que deixam tudo fluido e org\u00e2nico. Ligando o momento ao ar livre com a \u00e1rea interna, uma grande janela se transforma em banco, diminuindo significativamente esta fronteira. Logo abaixo dela, um rasgo serve de biblioteca, abrigando uma s\u00e9rie de volumes sobre o assunto. A\u00ed se situa uma deliciosa poltrona de leitura em couro natural em tom de marrom fechado, de onde se avista tanto a adega quanto o jardim.<\/p>\n<p><strong>Jardim das Xer\u00f3fitas, por Wanderlan Pitangui Pereira<\/strong><\/p>\n<p>O conceito de car\u00eancia permitiu que o diferente aflorasse com caracter\u00edsticas de regi\u00f5es semi\u00e1ridas e des\u00e9rticas. Assim, sobre a forra\u00e7\u00e3o de areia, a composi\u00e7\u00e3o das plantas busca reproduzir o mais pr\u00f3ximo do que se v\u00ea na natureza: n\u00e3o h\u00e1 uma forma pr\u00e9-estabelecida. Os agrupamentos se diluem aos poucos, como se a a\u00e7\u00e3o dos ventos, dos p\u00e1ssaros e de outros agentes polinizadores tivessem contribu\u00eddo nessa composi\u00e7\u00e3o. Com uma paleta de cores bem variada, cactus, aloe vera, aloe arb\u00f3rea, suculentas (echevirias) e agaves fazem a festa. As xer\u00f3fitas s\u00f3 n\u00e3o est\u00e3o no espa\u00e7o que fica sob uma amendoeira porque ali n\u00e3o h\u00e1 sol. Por isso, a op\u00e7\u00e3o para esse peda\u00e7o de jardim foi lan\u00e7ar m\u00e3o de outras esp\u00e9cies, t\u00edpicas da restiga, como \u00e9 o caso do brom\u00e9lis bilbergias, g\u00eanero da Mata Atl\u00e2ntica pr\u00f3xima ao litoral.<\/p>\n<p><strong>Jardim das Brom\u00e9lias, por \u00d1ana Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o vem de Burle Marx. Primeiro, porque ele era um apaixonado pela planta. Em seu s\u00edtio na regi\u00e3o de Barra de Guaratiba (RJ), rebatizado de Centro Cultural S\u00edtio Roberto Burle Marx e hoje aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um acervo gigante dessa esp\u00e9cie. Ao todo, ele catalogou mais de 500 brom\u00e9lias nativas do Brasil. Al\u00e9m da homenagem, \u00d1ana se prop\u00f5e a desmitificar a planta que, constantemente, t\u00eam sido v\u00edtima de informa\u00e7\u00f5es incorretas que a colocam como vil\u00e3 em tempos de surto de dengue. Ela comenta que as brom\u00e9lias definitivamente n\u00e3o s\u00e3o uma amea\u00e7a para a prolifera\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti, j\u00e1 que a \u00e1gua que costuma ficar acumulada entre as folhas serve como reservat\u00f3rio de nutrientes a para a planta, e cont\u00e9m um suco biol\u00f3gico nada prop\u00edcio para a reprodu\u00e7\u00e3o do inseto. Para o Jardim das Brom\u00e9lias, \u00d1ana resgatou o uso de esp\u00e9cies nativas brasileiras, cuja beleza ex\u00f3tica e sofistica\u00e7\u00e3o enfatizam o diferencial de seu trabalho pelas cores e tamb\u00e9m pela harmonia entre texturas e diferentes volumes.<\/p>\n<p><strong>Jardim de Vasos, por Vera Valenzuela <\/strong><\/p>\n<p>Exuberantes vasos artesanais de ferro fundido foram dispostos de forma aleat\u00f3ria, formando conjuntos, para compor um dos jardins mais peculiares da \u00e1rea externa. Neles, a alegria das flores impatiens vermelhas rendem poesia dentro de um harmonioso di\u00e1logo entre peso e leveza. Como arremate da composi\u00e7\u00e3o, um detalhado jardim vertical alterna orqu\u00eddeas, chifres de veado, renda portuguesa e onc\u00eddios, em bordado preciso, permitindo a intera\u00e7\u00e3o entre a natureza e a arquitetura, j\u00e1 que o volume serve como isolante t\u00e9rmico e tamb\u00e9m ac\u00fastico.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o do Encontro, por Barbara Drummond, Carolina de Paula Melga\u00e7o <\/strong><\/p>\n<p>A forma octogonal do espa\u00e7o abaixo do n\u00edvel do ch\u00e3o tem, ao centro, o conforto de uma lareira a \u00e1lcool e jeito de pra\u00e7a fora dos conformes. Revestido em madeira, ele ainda oferece um banco em seu per\u00edmetro, que acompanha todo o desenho geom\u00e9trico, onde cabem cerca de 20 pessoas. Na grama ao lado, o deck de apoio brinca, com desenho no mesmo recorte de oito lados. Os m\u00f3veis s\u00e3o todos em alum\u00ednio e corda. Destaque no deck para o amplo sof\u00e1 azul, poltronas de corda, cadeiras mais robustas na cor Bordeaux e mesinhas de apoio. No mais, muitas almofadas, para se jogar, e ampliar a perman\u00eancia gostosa junto \u00e0 natureza.<\/p>\n<p><strong>Jardim Contempla\u00e7\u00e3o, por Andreia Campolina <\/strong><\/p>\n<p>Com a piscina de forma ameboide ao lado e a Serra do Curral ao fundo \u00e9 f\u00e1cil entender o nome que lhe foi atribu\u00eddo. Seu desenho curvil\u00edneo reverencia tamb\u00e9m a caracter\u00edstica do trabalho de Oscar Niemeyer, enquanto as formas e texturas exaltam, mais uma vez, a obra de Burle Marx. Nesse jardim, h\u00e1 uma jabuticabeira onde \u00e9 poss\u00edvel sentar embaixo dela e uma bananeira ornamental, pontuada por muitas brom\u00e9lias porto seguro. Chama a aten\u00e7\u00e3o os tons de amarelo e roxo que delineiam as curvas e fazem um movimento que segue o formato da piscina. Entre volumes baixos e altos, uma mancha com forra\u00e7\u00e3o de Asa de Barata (Hemigraphis) finaliza com o movimento permitido pela altura das Dianelas. Na sequ\u00eancia, maci\u00e7os de brom\u00e9lias porto seguro e neoreglelias v\u00e3o contornando e ladeando o caminho.<\/p>\n<p><strong>Bar, por Lucas Lage<\/strong><\/p>\n<p>O bar de drinks \u00e0 beira da piscina foi inspirado nos rooftops novaiorquinos. A madeira do deck, de seis cent\u00edmetros de espessura, com desenho cartesiano, chama aten\u00e7\u00e3o pela t\u00e9cnica japonesa de queima <em>Shou Sugi Ban<\/em>, que ao carboniz\u00e1-la, cria uma casca resistente ao tempo. Em contraponto, a estrutura de a\u00e7o da cobertura segue a organicidade da piscina. O bar, todo em madeira natural tem balc\u00e3o em pedra Perla Santana retroiluminada e, sobre ele, pendem lumin\u00e1rias lat\u00e3o natural escovado que ganharam pintura dourada em estilo art d\u00e9co. Multifuncional, o mobili\u00e1rio \u00e9 colorido, leve e f\u00e1cil de transportar. Pufes s\u00e3o usados como mesa e como pufes mesmo. Outras mesas de formatos variados, quadradas, redondas ou ovais seguem a onda de bom humor, com destaque para a mesa com tampo de vidro de Zanini de Zanine. Na composi\u00e7\u00e3o descontra\u00edda, cadeiras, lounge chairs e espregui\u00e7adeiras d\u00e3o ritmo ao cen\u00e1rio. H\u00e1 ainda drinkerias na beira na piscina, montadas em carrinhos de bar, t\u00edpicos de clubs novaiorquinos e com um toque bem brasileiro de material e de uso. Uma proposta amb\u00edgua de uso faz com que, de dia, a protagonista seja a piscina e, \u00e0 noite, com o glamour das luzes acesas, ceda lugar para o bar.<\/p>\n<p><strong>Jardim do Bar, por Nagela Rigueira Aud <\/strong><\/p>\n<p>Brom\u00e9lias, dracenas e filodendros, tamb\u00e9m alinhados ao conceito de Burle Marx, acompanham as duas jabuticabeiras e o imb\u00e9 majestoso, j\u00e1 presentes no terreno. O verde circula o ambiente do bar, que tem \u00e1rea central livre. Aqui, o conceito paisag\u00edstico \u00e9 mais limpo, com menos esp\u00e9cies e maci\u00e7os em determinados cantinhos que utilizam, por exemplo, a dracena borboleta. Uma bordadura no entorno da piscina foi feita com f\u00f3rmios verdes, cujas folhas em formato de l\u00e2mina t\u00eam grande apelo ornamental. A tropicalidade \u00e9 ainda refor\u00e7ada pela presen\u00e7a da cores: o roxo das brom\u00e9lias imperiais e o amarelo da esp\u00e9cie porto seguro.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea de Conviv\u00eancia(OCA), por B\u00e1rbara Barbi, Murad Mohamad e J\u00e9ssica Sarria Martins<\/strong><\/p>\n<p>Um ambiente de descompress\u00e3o, de conviv\u00eancia e tamb\u00e9m de contempla\u00e7\u00e3o de um entorno \u00fanico que tem como moldura a Serra do Curral. A pe\u00e7a principal, um elemento arquitet\u00f4nico com ares de interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica, de estrutura met\u00e1lica vazada na cor do a\u00e7o corten, foi formatado em curva \u00e1urea e posicionado estrategicamente. Um extenso banco em madeira muiracatiara acompanha o movimento em caracol que tem, ao centro, uma escultura feita com peda\u00e7os de troncos de madeira e tran\u00e7ados de cestas. A pe\u00e7a, instalada sobre um deck com a mesma madeira do banco, comunga o espa\u00e7o com duas outras \u00e1reas, delimitadas pelo mobili\u00e1rio, entre sof\u00e1s, chaises e mesas baixas de diferentes alturas com tampo de m\u00e1rmore tricolor, em branco, vermelho e verde. Na sa\u00edda do deck, um corredor com painel de madeira ripada flutua sobre ele e tem, em frente, uma parede de espelhos, espa\u00e7o onde est\u00e3o presentes dois balan\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Armaz\u00e9m Origem Minas, por Cynthia Silva <\/strong><\/p>\n<p>Esque\u00e7a os armaz\u00e9ns convencionais. Aqui, a proposta \u00e9 de um armaz\u00e9m boutique, que apresenta de forma peculiar, uma vitrine com uma sele\u00e7\u00e3o com o que h\u00e1 de melhor em Minas, para explorar experi\u00eancias sensoriais, com destaque para o paladar e o ofalto. As curvas da arquitetura interna, com teto abaulado, lembram por\u00f5es, lugares prop\u00edcios para a cura da cacha\u00e7a. O diferente \u00e9 que, em vez da penumbra desses ambientes, \u00e9 tudo bem claro. No piso branco, pensado como elemento da arquitetura mineira, foi utilizado refugo de pedras naturais, aqui, trabalhadas \u00e0 m\u00e3o, de forma bem artesanal, levantando a quest\u00e3o da sustentabilidade e refor\u00e7ando o conceito e a hist\u00f3ria de cada produtor e o cuidado por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de cada item exposto. Nas paredes, tamb\u00e9m brancas, a textura lembra um reboco r\u00fastico. O mobili\u00e1rio, desenhado pela arquiteta, tem o em freij\u00f3 como elemento principal, entre mesas de canto de parede, bancadas de exposi\u00e7\u00e3o e guarda-estoque em forma org\u00e2nica, suportes de madeira para queijos, prateleiras e um grande balc\u00e3o de venda e exposi\u00e7\u00e3o dos produtos. A ilumina\u00e7\u00e3o embutida na maior parte do espa\u00e7o conta ainda com o charme de os pendentes sobre o balc\u00e3o. O projeto conta com a parceria do Sebrae-MG, idealizador do projeto Origem Minas que apresenta uma sele\u00e7\u00e3o de produtos do agroneg\u00f3cio regional para o espa\u00e7o.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Banheiros P\u00fablicos, por Val\u00e9ria Junqueira <\/strong><\/p>\n<p>A primeira ideia foi convidar o artista Alexandre Mancini, azulejista disc\u00edpulo de Athos Bulc\u00e3o,\u00a0que realizou in\u00fameros trabalhos marcantes na arquitetura de Niemeyer. Ele fez para os ambientes o painel da parede que se avista da porta, uma\u00a0homenagem ao modernismo brasileiro. O piso \u00e9 em porcelanato ciment\u00edcio e as outras paredes receberam textura cimento: al\u00e9m de valorizar o trabalho de Mancini, elas exibem telas de James Kudo, um brasileiro que viu parte de sua cidade,\u00a0Novo Oriente, ser alagada pela\u00a0hidrel\u00e9trica Tr\u00eas Irm\u00e3os.\u00a0\u00a0Kudo\u00a0trabalha em seus desenhos a mem\u00f3ria desse lugar, que vem se transformando, ao longo da hist\u00f3ria: de floresta em cidade e de cidade em lago. A pedra sab\u00e3o,\u00a0 elemento muito\u00a0 utilizado em Minas, foi usada nas bancadas que apoiam o design arrojado das cubas de Jader Almeida para a Deca. O designer tamb\u00e9m assina os bancos do ambiente. Ainda em evid\u00eancia o espelho assinado por Ronald Sasson. A ilumina\u00e7\u00e3o foi feita em trilhos no estilo industrial, com o detalhe dos spots em amarelo. Por falar em cor, ela chega como elemento surpresa, dentro das cabines, que t\u00eam fundo em laranja.<\/p>\n<p><strong>Mels Brushes, por Atamar Lorrani, Filipe Castro e Francisco Mascarenhas \u2013 Studio Mineral <\/strong><\/p>\n<p>O projeto parte da ideia dos elementos essenciais da arquitetura contempor\u00e2nea: os naturais e os artificiais, para criar uma dualidade. Colocados em cheque, o natural r\u00fastico e o artificial perfeito, apesar de parecerem distantes, convivem muito bem. S\u00e3o dois ambientes: a sala de exposi\u00e7\u00e3o e um destinado ao caixa da loja. No primeiro, est\u00e3o presentes uma ilha central em cobog\u00f3 iluminado e uma generosa estante em chapa met\u00e1lica dobrada, al\u00e9m de prateleiras espalhadas pelo ambiente em mesmo material. Na parte do caixa s\u00e3o duas bancadas: uma de exposi\u00e7\u00e3o e outra destinada \u00e0 atendente do caixa, ambas com o topo em corian e laterais em cobog\u00f3, uma iluminada e outra com arm\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Mirante Backer, por Angelo Coelho e Cristina Morethson <\/strong><\/p>\n<p>O nome \u201cmirante\u201d j\u00e1 diz tudo. O espa\u00e7o \u00e9 quase um observat\u00f3rio que avista a Serra do Curral e o entorno do Pal\u00e1cio das Mangabeiras. Inspirado por tantas belezas, o projeto utilizou materiais oriundos da terra, como pedras naturais e madeira em diversas vers\u00f5es, hora aparelhada, hora bruta. O Mirante Backer foi concebido em quatro ambientes que se completam: o lounge, com sof\u00e1s, laleiras e ombrelones; o terra\u00e7o descoberto, composto por mesas de madeira e cadeiras em corda naval; o bar propriamente dito, para cervejas, drinks e petiscos, com balc\u00e3o de atendimento em pedra quartzito transl\u00facida com ilumina\u00e7\u00e3o embutida em led; e, finalmente o espa\u00e7o composto por mesas bistr\u00f4 e mesa de banquete com 6m de comprimento, em tora de madeira guarant\u00e3 denominada \u201ccascata\u201d. Toda a ilumina\u00e7\u00e3o do ambiente foi pensada com objetivo do aconchego e sustentabilidade. A estrutura da cobertura \u00e9 em madeira laminada colada e em vidro habitat refletivo, que reduz o calor em 70% e bloqueia 99% dos raios UV, diminuindo tamb\u00e9m o ru\u00eddo. Como elemento afetivo, as lumin\u00e1rias pendentes em madeira no formato de flores.<\/p>\n<p><strong>Pavilh\u00e3o Niemeyer, por Andr\u00e9 Prado <\/strong><\/p>\n<p>O Pavilh\u00e3o Niemeyer faz uma releitura da forma expressiva de um dos edif\u00edcios mais famosos do patrono da arquitetura brasileira e cria uma invers\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da Pra\u00e7a da Liberdade, transformando os vazios das bordas da quadra em volumes e deixando vazio o volume cheio do edif\u00edcio. Assim, a forma do Edif\u00edcio Niemeyer, que normalmente \u00e9 reconhecida de fora para dentro, passa a ser vista como espa\u00e7o, de dentro para fora, como se ele tivesse sido virado do avesso. A utiliza\u00e7\u00e3o da mesma sequ\u00eancia de l\u00e2minas horizontais do edif\u00edcio e a transforma\u00e7\u00e3o da forma da sua laje de cobertura em uma abertura no teto refor\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre o edif\u00edcio e o pavilh\u00e3o.\u00a0 Forma vira Espa\u00e7o. O Pavilh\u00e3o prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre o contraste entre o constru\u00eddo e o vazio na cidade, mostrando como os espa\u00e7os vazios s\u00e3o t\u00e3o importantes para a vida urbana como os edif\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>Jardim Burle Marx, por N\u00e3na Guimar\u00e3es <\/strong><\/p>\n<p>A paisagista procurou inspira\u00e7\u00e3o nos trabalhos do mestre, sempre marcados por um di\u00e1logo com a arquitetura modernista da \u00e9poca, contrastando curvas e linhas retas, dureza e simplicidade. Assim, esse espa\u00e7o busca se integrar com a arquitetura do Pal\u00e1cio, valendo-se de esp\u00e9cies nativas brasileiras para enfatizar a tropicalidade, que, segundo \u00d1ana, nos aproxima das nossas ra\u00edzes. As formas org\u00e2nicas utilizam de vegeta\u00e7\u00f5es com distintas tonalidades, texturas e volumes e, ao mesmo tempo em que se harmoniza com a constru\u00e7\u00e3o, busca quebrar a rigidez do concreto de sua estrutura.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caf\u00e9, por Rodrigo Aguiar <\/strong><\/p>\n<p>O espa\u00e7o do caf\u00e9 \u00e9, antes de tudo, um ponto de encontro, de conviv\u00eancia e, ao mesmo tempo, de contempla\u00e7\u00e3o do entorno. Para a \u00e1rea externa, o balc\u00e3o e um banco de 9m de comprimento, foi usado o porcelanato Pulpis, de 1m x 1m, bastante vers\u00e1til. O mobili\u00e1rio tem detalhamento das cadeiras assinadas pelo arquiteto em forma org\u00e2nica e revestimento em tecido imperme\u00e1vel em tom de cinza com detalhe em grafite. O espa\u00e7o ganhou toldo motorizado e ombrelones, tudo azul marinho. Internamente, o revestimento do pavilh\u00e3o \u00e9 em porcelanato grafite em relevo, que, com ilumina\u00e7\u00e3o cria efeito tridimensional, tanto na parte externa quanto interna, dando efeito de caixa. A cor aparece de forma mais vibrante na parede com painel pintado pelo artista Thiago Mazza, com folhagens que remetem a Burle Marx e tamb\u00e9m na parede instagram\u00e1vel com a frase VOC\u00ca \u00c9 A SUA CASA, em neon, junto a um jardim vertical.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e3o Nobre, por Gustavo Penna, Laura Penna e Tina Barbosa \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Um espa\u00e7o nobre que se vale de elementos impactantes para refor\u00e7ar essa ideia de nobreza, fugindo de uma solu\u00e7\u00e3o \u00f3bvia que seria a de apresentar apenas pe\u00e7as decorativas. O primeiro desses elementos de impacto \u00e9 um tapete org\u00e2nico em cor s\u00f3lida, o verde, que abra\u00e7a os pilares e vai se derretendo no meio do espa\u00e7o, como um convite a quem est\u00e1 entrando. A tela que cobre a fachada que d\u00e1 para o poente e ganha pot\u00eancia no teto impressiona sem conflitar: controlando a luz natural, ela se imp\u00f5e no lugar da cortina e serve ainda para outras fun\u00e7\u00f5es, embutindo a ilumina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m as caixas de som. Lembra o muxarabi, trazido para o Brasil pelos portugueses e muito usado no Brasil Colonial, que aqui ganha linguagem contempor\u00e2nea. Em respeito ao piso original em peroba, todas as pe\u00e7as de parede foram atirantadas. \u00c9 o caso do espelho gigante que rebate o espa\u00e7o e tr\u00e1s o verde da \u00e1rea externa, que, assim, tamb\u00e9m participa da cena de forma mais efetiva. Uma \u00fanica obra de arte foi eleita para o projeto. Presente na tamb\u00e9m \u00fanica parede cega, ela vai de parede a parede, do teto ao ch\u00e3o e, al\u00e9m de levar cor para o espa\u00e7o, faz refer\u00eancia sutil aos grandes pain\u00e9is da \u00e9poca modernista. Trata-se de um trabalho feito exclusivamente para o lugar a que se destina, assinado pelo mineiro Fernando Luchesi. A cadeira que se assemelha a uma escada, desenho do arquiteto Gustavo Pena \u00e9 uma licen\u00e7a po\u00e9tica em meio ao mobili\u00e1rio, que utiliza somente dois modelos da Vitra, que se repetem em layout solto.<\/p>\n<p><strong>Sala de M\u00fasica, por Igor Zanon<\/strong><\/p>\n<p>Minimalista e funcional, a sala foi idealizada para que aqui a m\u00fasica seja apreciada em sua forma mais pura. Para isso, o espa\u00e7o valoriza a simplicidade e a atmosfera humanizada. Com ess\u00eancia escandinava no uso de materiais secos, o projeto se vale de pe\u00e7as de design assinado e obras de arte de peso, com curadoria precisa. Tudo serve para apurar os sentidos: at\u00e9 o aroma, que proporciona uma experi\u00eancia \u00fanica e reconfortante. Detalhe para o tapete, que remete \u00e0s teclas do piano.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o CAPE \u2013 Evaldo Rios<\/strong><\/p>\n<p>Situado pr\u00f3ximo \u00e0 entrada de acesso \u00e0 mostra, o pequeno espa\u00e7o funciona como um estande a c\u00e9u aberto, com cobertura feita por dois ombrelones pretos que setorizam os usos: de um lado, destinado a uma a\u00e7\u00e3o social e, do outro, servir como lojinha da CASACOR Minas. Na composi\u00e7\u00e3o, um s\u00f3 tablado em ecobloc, que \u00e0 noite tem contorno da base toda iluminada e parece estar solto do ch\u00e3o e painel em mesmo materiail que o acompanha fechando a parte posterior. Nele, de forma localizada, um outro painel, de menor dimens\u00e3o, na pedra amarantita retroiluminada foi aplicado de um lado e, do outro, est\u00e1 a logo do Cad. Os dois espa\u00e7os foram separados por bancos secos, que tamb\u00e9m fazem o fechamento das laterais externas.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sala da Lareira, por Carol Horta e J\u00falia Belis\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o poderia ser diferente: para um espa\u00e7o t\u00e3o nobre, os gigantes do design brasileiro marcam presen\u00e7a em grande estilo e mostram que o sofisticado pode ser muito aconchegante, mas pode estar longe de afeta\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio. Ele est\u00e1 na beleza da mesa p\u00e9tala, de Jorge Zalzupin, autor tamb\u00e9m do instigante banco onda em frente ao claro e amplo sof\u00e1 em linhas org\u00e2nicas. Est\u00e1 na pequena poltrona em madeira e estofada tamb\u00e9m, de Zanine Caldas, na gostosa Tonico, de S\u00e9rgio Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizada no Pal\u00e1cio das Mangabeiras, a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do estado conta com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8493,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[611,1973],"tags":[3566,3567],"ppma_author":[13249],"class_list":{"0":"post-8489","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-decorar","8":"category-eventos","9":"tag-casacor","10":"tag-minas"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Come\u00e7ou a 25\u00aa CASACOR Minas - Economia S\/A<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/economiasa.com.br\/blog\/comecou-a-25a-casacor-minas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Come\u00e7ou a 25\u00aa CASACOR Minas - 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