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Fintech ajuda investidor da renda fixa a diversificar com financiamento de energia solar

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meta da Mutual é transacionar R$ 8 milhões ao mês em crédito para energia solar até final deste ano

POR MODO CON 

De olho no investidor que busca diversificar sua carteira de renda fixa, a fintech Mutual criou uma modalidade de investimento em crédito para financiar a instalação de painéis solares. Ainda pouco difundida no mercado, de acordo com a empresa, essa nova alternativa na renda fixa pode gerar um retorno total de 16% ao ano no longo prazo (6 anos).

Uma das principais vantagens do investimento em crédito em energia solar frente a outras aplicações de renda fixa, como CDBs pré e pós-fixados, é o fato de o investidor mitigar o risco em relação ao custo de oportunidade.

Isso ocorre porque em um cenário de elevação da taxa Selic, por exemplo, ao usar os ganhos mensais para reinvestir em novas cotas com taxas atualizadas de juros, o investidor tem a possibilidade de aproveitar juros mais vantajosos.

Victor Fernandes, co-CEO da Mutual, compara a mesma situação com um CDB. “No caso das CDBs, o dinheiro investido fica preso à taxa pré-fixada até o vencimento. Assim, o investidor pode acabar perdendo a oportunidade de ganhar mais com a subida dos juros”.

Fernandes comenta que ao conversar com vários investidores, sejam eles mais experientes ou não, sua equipe sempre ressalta que ter o dinheiro em mãos para ele reinvestir todo mês vale mais do que deixar ficar parado no longo prazo.

O valor mínimo para o investimento em crédito para energia solar no Mutual Invest é de R$ 3 mil. Para quem já investe na plataforma, os aportes em novas cotas de solicitações de empréstimos podem variar entre R$ 100 e R$ 500.

Até o momento, a plataforma Mutual Invest transacionou cerca de R$ 5 milhões em crédito para energia solar. A meta da fintech é ter uma média mensal de R$ 8 milhões até final deste ano.

Vantagem do investimento em crédito frente à renda fixa tradicional

Na prática, o investidor adquire cotas de pedidos de empréstimos de pessoas físicas, especificamente para financiar a compra e instalação de equipamentos de energia solar. O público-alvo da Mutual é o investidor com perfil mais arrojado, que busca maiores ganhos a longo prazo ao investir na renda fixa.

O produto é similar ao modelo pré-fixado, porém, tem liquidez mensal. O investidor recebe os rendimentos e o principal das cotas de crédito adquiridas a cada mês e não somente ao final do pagamento, gerando uma renda passiva de juros mensais que  possibilita novos investimentos.

De acordo com as projeções da Mutual, o investidor tem o seu payback máximo em 40 meses para os investimentos médios de 60 meses, com opções de investimento também entre 12 e 72 meses. Ao reinvestir os recursos mensais recebidos em novas cotas, o retorno total pode chegar a 16% ao ano.

“Esse ciclo de investimento e o fator juros sobre juros podem dar esse retorno total, algo que um investidor não conseguiria, hoje, com algum outro produto de renda fixa”, destaca o co-CEO da Mutual.

Fernandes explica que o cenário ideal para o investidor ter alta rentabilidade nesse tipo de investimento leva em consideração que ele tenha uma carteira com cotas de investimento de mais de um tomador, sempre, e que os valores recebidos mês a mês sejam reinvestidos, tendo em mente o retorno a longo prazo.

Risco e garantia

Para Fernandes, o investimento em crédito para financiar energia solar pode ser considerado de médio risco devido ao perfil do tomador.

As pessoas que buscam financiamento na plataforma Mutual Invest para viabilizar projetos de energia solar são, em sua maioria, pertencentes às classes A e B, sendo que 85% delas são proprietárias de imóveis sem histórico de inadimplência nos últimos três anos. “Desde o mês de dezembro até hoje, o nível de inadimplência para esse tipo de empréstimo é zero”, destaca Fernandes.

Além disso, as operações de crédito solar oferecem ao investidor a garantia das placas solares adquiridas pelo tomador, por meio da alienação fiduciária desses equipamentos. O registro das placas, inversores e demais equipamentos da instalação consta na cédula de crédito bancário (CCB), que traz também a confirmação de alienação por contrato e obrigatoriedade de seguro por dano, roubo e furto das placas.

Para diminuir o risco, a Mutual também faz um rating das empresas parceiras a partir de informações da saúde financeira de cada uma delas, além da análise de crédito dos tomadores.

Troca de dívida vale a pena

A principal motivação pela busca do crédito dos tomadores é reduzir os gastos com energia elétrica. Fernandes explica que a ideia da Mutual é tratar o empréstimo como uma troca de dívida do tomador. Os integradores e instaladores parceiros da fintech, que são mais de 100 empresas, mostram ao cliente, por meio de simulações de crédito, que é possível trocar sua conta de luz atual pelo financiamento sem que o orçamento fique muito caro.

“O valor das parcelas é calculado de acordo com o gasto mensal atual do cliente com a energia elétrica. O cliente percebe que vale a pena fazer essa troca porque ao economizar até 95% do valor da sua conta de luz, ele ganha margem para pagar as parcelas do empréstimo, que tem um payback entre 4 a 5 anos”, conta Fernandes, ressaltando que o cliente também ganha ao não precisar mais se preocupar com o aumento das tarifas de energia elétrica e porque vai utilizar um produto com vida média útil de 20 anos.

Sobre a Mutual

Em operação desde janeiro de 2018, a Mutual foi criada para revolucionar o mercado de crédito por meio de uma plataforma digital que oferece soluções personalizadas, flexíveis e com taxas de juros abaixo do tradicional para empresas e pessoas físicas que precisam de empréstimo.  Atualmente, a Mutual possui mais de 700 mil usuários em todo o país e cerca de 11 mil empréstimos realizados, que somam mais de R$ 50 milhões transacionados pela plataforma.

Crédito: divulgação

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