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13º salário sobrando? Saiba onde investir!

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De acordo com estimativas do Dieese, o 13º salário injetou cerca de R$ 369,4 bilhões na economia brasileira em 2025 – para aqueles que estão com esse dinheiro extra sobrando, uma boa opção é investir.

Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano desde setembro, no maior patamar desde 2006, o Banco Central sinalizou que os juros permanecerão elevados “por período bastante prolongado” para combater a inflação persistente. Por isso, ‘o momento exige uma estratégia calculada para aproveitar taxas elevadas da renda fixa’, afirma o educador financeiro Everton Barros. Segundo ele, ‘este é um dos cenários mais desafiadores e, paradoxalmente, mais oportunos dos últimos 20 anos’, e pensando na situação dos brasileiros, o especialista listou as melhores opções para cada caso.

  1. ‘Estou livre das dívidas, mas não tenho nenhuma reserva de emergência’

Se você não possui dívidas, mas também não tem reserva de emergência guardada, a melhor opção é aplicar 100% em Tesouro Selic ou CDB. ‘Seu colchão de segurança deve ser equivalente de 3 a 6 meses de despesas. Portanto, se ainda não possui esse valor guardado, o mais viável é direcionar os recursos onde há liquidez diária antes de pensar em outros investimentos’, explica Barros.

O Tesouro Selic, por exemplo, é considerado o investimento mais seguro do país por ter garantia do Governo Federal, oferecendo rentabilidade próxima a 100% da Selic com liquidez em D+1.

Para este objetivo de reserva de emergência, os bancos também oferecem CDBs de liquidez diária com rendimentos entre 100% e 110% do CDI, dependendo da instituição e do valor aplicado. Importante destacar que todos contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição.

  1. ‘Possuo uma reserva de emergência guardada e gostaria de diversificar meus investimentos’

Se você já construiu seu colchão de segurança e pretende diversificar, títulos IPCA+ podem ser uma excelente alternativa para objetivos de longo prazo como aposentadoria ou compra de imóvel, por exemplo. CDBs de bancos médios com prazos de 2 a 3 anos, que podem pagar até 115% do CDI ou taxas pré-fixadas acima de 16% ao ano também são uma boa opção.

O profissional afirma que ‘a renda fixa brasileira continua apresentando retornos elevados, acima da inflação. Títulos públicos e privados atrelados ao CDI ou à Selic devem continuar com rentabilidade atrativa diante da expectativa de que a Selic se mantenha em patamar elevado’.

No entanto, ele chama atenção para os impostos cobrados, tendo em vista que aplicações em renda fixa seguem a tabela regressiva. Para prazos inferiores a 6 meses, a alíquota é de 22,5%; entre 6 e 12 meses, 20%; entre 12 e 24 meses, 17,5%; acima de 2 anos, 15% . 

‘Quanto maior o prazo, menor a tributação, por isso, um bom planejamento é importante para eficiência tributária da sua carteira, evitando assim, pagar impostos desnecessários’, explica.

Além disso, também é importante se atentar ao de que alguns investimentos têm taxas de administração ou custódia, o que reduz a rentabilidade líquida. Portanto, sempre calcule o rendimento após impostos e taxas.

  1. ‘Investimento não é só guardar dinheiro’

Embora os investimentos financeiros sejam fundamentais para garantir segurança e  crescimento material, Barros ressalta a importância de investir esse dinheiro extra em capacitação profissional.

‘O investimento em capacitação gera um retorno futuro, como maior salário ou melhores oportunidades, o que transforma o que seria gasto em um ativo’, explica.

Para aqueles que já tem reserva de emergência e possui um dinheiro considerável para aplicação a indicação é diversificar. Nestes casos, o profissional sugere 50% em investimentos de médio prazo, 20% para objetivos específicos e 30% em desenvolvimento pessoal e/ou profissional.

Na dúvida, busque ajuda de um planejador financeiro certificado

Estas orientações passadas pelo especialista devem atender a grande maioria dos brasileiros. Entretanto, em caso de dúvidas ou se deseja realizar um planejamento específico e estratégico para seu patrimônio, o recomendado é buscar ajuda de um planejador financeiro certificado CFP®.

‘Com a popularização das redes sociais, proliferam ofertas de investimentos com rentabilidade muito acima do mercado, portanto, desconfie de qualquer promessa de retorno consistente superior a 3% ao mês. Além disso, é importante verificar o certificado do profissional, pois é isso que atesta que ele está apto para atuar nos mais altos padrões’.

Para quem tem dívidas, quite-as antes de qualquer investimento

Para quem tem dívidas, principalmente as caras como rotativo ou cheque especial, é aconselhável direcionar 100% do 13º para quitação imediata, pois não há investimento que compense os juros dessas modalidades.

Para ilustrar o impacto, uma dívida de R$ 5.000 no rotativo gera aproximadamente R$ 1.850 de juros em apenas 30 dias. O mesmo valor aplicado no Tesouro Selic renderia cerca de R$ 62 no mesmo período. ‘Uma diferença abissal que demonstra por que quitar dívidas caras deve ser sempre a prioridade absoluta’, finaliza Barros.

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