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Imóveis

Consórcio de imóvel: quatro passos para entender antes de entrar nessa modalidade

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Imagem de Freepik-Créditos da foto: Divulgação
Imagem de Freepik-Créditos da foto: Divulgação

Categoria movimentou R$ 191,1 bilhões em créditos contratados no ano passado

Quem deseja realizar o sonho da casa própria, mas não sabe como fazer isso por causa da taxa de juros elevada no país, o consórcio de imóvel tem ganhado mais atenção. Ele é uma alternativa viável, desde que o consumidor entenda exatamente como ele funciona. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que, em 2024, a modalidade movimentou R$ 191,1 bilhões em créditos contratados, um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.

Para ajudar nessa decisão, o especialista Cléber Gomes, CEO e sócio- fundador da Maestria, empresa especializada em consórcio e produtos financeiros, reuniu quatro passos essenciais que precisam estar bem esclarecidos antes de entrar em um consórcio imobiliário.

  • O que é um consórcio de imóvel?

É uma modalidade de compra baseada na união de pessoas físicas ou jurídicas em um grupo que contribui mensalmente para a formação de um fundo comum. Todo mês, pelo menos um dos integrantes é contemplado com uma carta de crédito, seja por sorteio ou lance.

“Quando falamos de imóveis, essa carta permite a compra de casas, apartamentos, terrenos ou até construção e reforma, conforme as regras da administradora”, diz o CEO da Maestria.

  • Como funciona a contemplação?

O momento em que o participante recebe o direito de usar a carta de crédito, ocorre de duas formas:

Sorteio: realizado mensalmente, define aleatoriamente quem será contemplado.

Lance: os participantes podem ofertar antecipações de parcelas. Quem oferece o maior valor (ou dentro de critérios da administradora), tem mais chances de conseguir a carta. É possível planejar-se financeiramente para dar lances estratégicos e antecipar esse processo.“Ao comprar um imóvel no sistema de financiamento, é exigido uma entrada de 30%. Já no sistema de consórcio, se você pegar essa mesma entrada e utilizar como lance, faz com que você acelere a sua probabilidade de contemplação,”, explica Cleber.

  • Sem taxa de juros

Ao contrário do financiamento bancário, o consórcio não cobra juros, e sim uma taxa de administração, diluída ao longo dos meses. Essa taxa varia conforme a instituição, podendo ficar entre 10% e 25% do valor total do crédito, o que pode tornar a opção mais econômica a longo prazo. É preciso também considerar o tempo de espera, que pode ser reduzido com a possibilidade de lances mensais.

“O consórcio tem uma taxa de administração definida em contrato, mas não há cobrança de juros sobre as prestações, como ocorre no financiamento tradicional. Oferecendo lances mensais, inclusive usando o FGTS para isso, se o grupo for saudável, ou seja, com boa participação e capitalização, as chances de contemplação antecipada aumentam”, diz o CEO de Maestria.

  • Atenção ao contrato

Antes de fechar o negócio, verifique se a administradora do consórcio é autorizada pelo Banco Central. Leia todo o contrato com atenção, especialmente as cláusulas sobre: reajuste das parcelas (normalmente atrelado ao INCC), multas por inadimplência, regras de desistência e devolução de valores e custos adicionais (fundo de reserva, seguros).

“Evite surpresas desagradáveis ao longo do caminho e em caso de dúvidas contratuais, busque orientação com um consultor financeiro ou advogado”, alerta o especialista. 

O consórcio imobiliário pode ser uma excelente estratégia de aquisição para quem tem disciplina financeira e paciência. Mais acessível que o financiamento, ele exige planejamento e entendimento das regras para evitar frustrações.

Sobre a Maestria 

Empresa especializada em consórcio e produtos financeiros no B2B há 11 anos, com mais de R$10 bilhões em vendas no mercado. A Maestria oferece um ecossistema de soluções, com um hub completo, incluindo consultoria estratégica, treinamentos, soluções financeiras, marketing e networking exclusivo. Para 2025, a meta da empresa é chegar em R$12 milhões de faturamento e atingir R$ 2 bilhões em vendas de consórcios. 

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