
O investimento em imóveis é, historicamente, a modalidade preferida entre os brasileiros, seja os que têm uma carteira robusta e pretende diversificar o portfólio, ou aquele que juntou as economias e busca um investimento seguro, com alta rentabilidade e valorização. Apesar da Selic se manter em patamar elevado e sem previsão de queda a curto ou médio prazo, o baixo risco, a segurança e os retornos constantes mantêm o imóvel como um ativo vantajoso.
Em momentos de instabilidade da economia nacional e global, semelhante ao que estamos enfrentando atualmente, o investimento em imóveis se mostra mais seguro do que outros produtos financeiros, como ações de empresas cíclicas ou small caps, criptomoedas e fundos, que tendem a ter maior volatidade e estão mais suscetíveis às flutuações do mercado. Alocar recursos em imóveis certos e boas localizações funciona como proteção patrimonial, já que são bens tangíveis e costumam manter ou até aumentar seu valor ao longo dos anos, servindo como defesa contra a inflação.
Mesmo nas maiores crises econômicas enfrentadas pelo Brasil, como na hiperinflação da década de 1980 ou durante a pandemia, o imóvel manteve boa performance. Empreendimentos bem localizados e voltados à classe média continuaram sendo estáveis. Afinal, até nos períodos de crises as pessoas precisam de moradia.
O investidor que pretende comprar um imóvel e rentabilizar com uma futura venda tem motivos de sobra para aplicar os recursos no ativo imobiliário. O índice Fipe Zap, que avalia o preço médio da locação residencial em 36 cidades de todo o país, apontou uma valorização de 8,45% no segmento residencial no último ano. Os apartamentos de um dormitório foram os que mais valorizaram, com alta de 9,3% no mesmo período.
A valorização do aluguel é outro ponto que conta a favor de quem tem recursos para investir num imóvel em busca da renda extra com a locação. Segundo a mesma pesquisa, o aluguel residencial acumulou uma valorização de 12,91% nos últimos 12 meses encerrados em março. Alguns bairros de São Paulo tiveram expansão ainda maior, como Jardins (21,4%), Moema (16,3%) e Perdizes (14,1%).
A alta do preço da locação residencial é uma tendência que veio para ficar e acompanha a mudança de comportamento do consumidor. Muita gente aluga agora e para comprar no futuro, ou talvez, nunca compre. A geração mais jovem valoriza liberdade, mobilidade e experiências. Por isso a flexibilidade do aluguel é ótima para quem não quer se “prender” por décadas a um imóvel, permitindo mudança fácil de cidade, bairro ou estilo de vida.
Além da valorização, rentabilidade e mudança de comportamento do consumidor, o momento atual também é propício para quem tem dinheiro para investir na aquisição de um apartamento. Isso porque as movimentações indicam que, muito em breve, haverá uma reposição dos preços dos imóveis em São Paulo para atualizar os custos da construção, a expansão do preço dos terrenos e ajustes de mercado. Quem comprar um imóvel este ano, por exemplo, pode ver o investimento valorizar num curto espaço de tempo.
A alta do preço dos imóveis será ainda maior nos empreendimentos localizados próximos a estações de transporte público, ou das principais vias de deslocamento da cidade. Ninguém mais aguenta perder horas do dia parado no trânsito. Bairros com boa infraestrutura, segurança e comércio variado também tendem a se valorizar mais com o tempo e a ter maior procura para locação. Imóveis que entregam serviços também agregam valor na locação, gerando valor para quem utiliza.
Portanto, quando todos esses fatores se alinham (potencial de valorização, retorno com aluguel, boa localização e preço justo), o investimento imobiliário tende a ser bastante vantajoso no longo prazo. Tudo isso explica os motivos que mantém o imóvel no radar dos investidores.
Luciana Vieira, diretora de Incorporação da Vitacon








