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Solidariedade

Dia Mundial de Prevenção de Quedas alerta para os riscos na terceira idade

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Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

Mais de 7 milhões de idosos sofrem quedas por ano no Brasil. A maioria dos acidentes ocorre dentro de casa e pode ser evitada com medidas simples

As quedas representam uma das principais causas de acidentes e mortes entre a população idosa. Dados apontam que, no Brasil, mais de 7 milhões de pessoas com mais de 60 anos sofrem quedas todos os anos, sendo que grande parte desses acidentes acontece dentro de casa, principalmente em banheiros, cozinhas e outros ambientes que oferecem riscos como pisos escorregadios, tapetes soltos e iluminação insuficiente.

O problema se torna ainda mais preocupante à medida que a idade avança. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que entre 28% e 35% das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas anualmente. Esse índice pode chegar a 42% entre os idosos com mais de 70 anos. Esses mesmos intervalos são mencionados por fontes nacionais e também repassados pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família de Santa Catarina.

Mulheres sao maioria em SC

Em Santa Catarina, os números refletem essa realidade: um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que 31% dos idosos relataram ter sofrido pelo menos uma queda nos 12 meses anteriores à pesquisa, sendo esse índice maior entre mulheres e pessoas com mais de 75 anos.

Em Florianópolis, os dados também preocupam. Um estudo disponível na plataforma SciELO, com dados de 2006 a 2014, aponta que, das 703.791 internações por quedas registradas no Brasil nesse período, 5% ocorreram em Santa Catarina e 0,3% foram em Florianópolis, totalizando 1.768 internações por quedas na capital catarinense.

As consequências desses acidentes vão muito além das lesões físicas. As quedas estão diretamente relacionadas à perda da autonomia, à redução da qualidade de vida e, infelizmente, ao aumento da mortalidade nessa faixa etária. Prova disso é que sete em cada dez mortes acidentais entre idosos com mais de 75 anos são consequências de quedas.

Impactos na saúde e na qualidade de vida

As lesões mais comuns em decorrência das quedas envolvem cabeça, tornozelos e antebraços, comprometendo a mobilidade e, muitas vezes, gerando sequelas permanentes. Além disso, os impactos emocionais também são significativos. Muitos idosos desenvolvem medo constante de cair novamente, o que acaba levando ao isolamento social e à perda da independência nas atividades do dia a dia.

De acordo com Cristiana Carolina Cristofolini, enfermeira da Celos, operadora 

de saúde e previdência de Santa Catarina, a prevenção deve ser tratada como uma prioridade, principalmente em um país onde a expectativa de vida cresce ano após ano. “As quedas não são acidentes simples. Elas podem gerar fraturas, internações prolongadas e, infelizmente, levar à morte. Cuidar da segurança dos idosos é garantir que eles tenham mais qualidade de vida, autonomia e bem-estar”, reforça.

Fatores de risco e como prevenir

As causas das quedas estão relacionadas tanto a questões de saúde, como fraqueza muscular, dificuldades de equilíbrio, doenças crônicas e efeitos colaterais de alguns medicamentos, quanto a fatores externos, como ambientes domésticos mal adaptados. Pisos escorregadios, ausência de barras de apoio, tapetes soltos e iluminação inadequada são alguns dos vilões que aumentam consideravelmente o risco de quedas.

A boa notícia é que grande parte desses acidentes pode ser evitada. Avaliações periódicas de saúde, acompanhamento físico, práticas que promovam o fortalecimento muscular e o equilíbrio, além de adaptações no ambiente doméstico, fazem toda a diferença. Corrimãos em escadas, barras de apoio em banheiros, eliminação de tapetes soltos e melhoria na iluminação são medidas simples, mas extremamente eficazes na prevenção.

Viver mais e melhor

O Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, é uma oportunidade de sensibilizar famílias, profissionais de saúde e a sociedade como um todo sobre a importância de adotar estratégias que garantam mais segurança e bem-estar para os idosos.

“Cuidar da casa, estimular a prática de atividades físicas e promover o acompanhamento médico regular são atitudes que preservam não apenas a saúde, mas também a dignidade e a autonomia dos nossos idosos. Prevenir quedas é, acima de tudo, preservar vidas”, destaca Cristiana.

Garantir um envelhecimento seguro, ativo e saudável é um compromisso de todos. E começa com pequenos cuidados no dia a dia.

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