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Administração

Como aplicar o Censo de Diversidade e transformar a gestão com dados reais

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Laura Salles-Créditos da foto: Divulgação
Laura Salles-Créditos da foto: Divulgação

Ferramenta estratégica, o Censo de Diversidade permite mapear desigualdades, mensurar inclusão e transformar a cultura organizacional com base em dados reais

A construção de ambientes corporativos mais diversos e inclusivos exige mais do que boas intenções,  demanda diagnósticos precisos e ações direcionadas. Nesse cenário, o Censo de Diversidade se consolida como uma das ferramentas mais eficazes para mapear desigualdades, identificar lacunas de representatividade e transformar a cultura organizacional com base em evidências concretas.

Para Laura Salles, CEO da PlurieBR,  primeira plataforma SaaS do Brasil especializada em gestão de dados em tempo real sobre diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP), o Censo de Diversidade é um ponto de partida essencial para qualquer estratégia séria de inclusão. “Não se pode transformar o que não se conhece. O censo fornece uma radiografia precisa da composição da empresa, revelando aspectos invisibilizados pela gestão tradicional e orientando decisões de forma estratégica”, afirma.

A prática é recomendada por diretrizes nacionais e internacionais de ESG e se alinha às exigências de conformidade com normas como a CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), da União Europeia. No Brasil, sua aplicação vem crescendo especialmente entre empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável, a equidade de oportunidades e a retenção de talentos diversos.

O Censo de Diversidade é uma pesquisa estruturada, aplicada de forma anônima e voluntária, que coleta dados sobre marcadores sociais como raça, gênero, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência, idade, parentalidade, entre outros. A partir dessas informações, é possível cruzar dados com indicadores de gestão de pessoas, como cargos ocupados, tempo até promoções, rotatividade e clima organizacional, para gerar diagnósticos completos e promover ações efetivas.

Para Laura a ideia é conectar diversidade à performance, pois o censo, quando bem implementado, evidencia desigualdades estruturais e orienta políticas corretivas e preventivas e se torna uma ferramenta de inteligência de negócios. No entanto, ela alerta, no entanto, que o censo não pode ser encarado como uma fotografia pontual: “Um levantamento estático se desatualiza com facilidade. As empresas precisam entender sua fotografia e diagnóstico em tempo real para realmente compreender os impactos dos números e agir com precisão estratégica.” diz a especialista. 

A confidencialidade e a transparência no uso dos dados são pilares centrais para a adesão e o sucesso da iniciativa. É fundamental comunicar com clareza os objetivos da pesquisa, garantir o anonimato das respostas e apresentar os desdobramentos práticos das informações coletadas. “Não basta levantar os dados. É preciso mostrar para as pessoas colaboradoras que aquilo se traduz em mudança”, pontua a especialista.

A recomendação é que o censo seja conduzido com o apoio de consultorias especializadas ou plataformas com metodologia validada e sistemas de proteção de dados. No caso da PlurieBR, por exemplo, os dados são agregados em dashboards dinâmicos que permitem às lideranças acompanhar em tempo real a evolução dos indicadores de inclusão.

Empresas que já utilizam o Censo de Diversidade com frequência registram avanços importantes em temas como engajamento, atração e retenção de talentos, clima organizacional e reputação da marca. A correlação entre diversidade e desempenho é respaldada por dados de mercado. 

Segundo um estudo da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade étnica têm 33% mais chances de superar concorrentes em lucratividade, e aquelas com equilíbrio de gênero têm 21% mais chances de obter desempenho superior. “Quando usamos o censo como ferramenta de escuta e não apenas de compliance, criamos uma base sólida para a transformação. Diversidade não é tema de RH, é pauta de sustentabilidade, inovação e estratégia”, conclui Laura.

Sobre a PlurieBR

A PlurieBR é a primeira plataforma SaaS do Brasil especializada em gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP). Com foco em transformar ambientes corporativos por meio de métricas em tempo real e ações direcionadas, a plataforma oferece uma solução robusta e inovadora para empresas que buscam integrar  DEIP em sua cultura organizacional. Fundada por Laura Salles, a PlurieBR utiliza tecnologia para mapear, monitorar e promover iniciativas inclusivas, ajudando organizações de diversos setores a alcançar resultados concretos e sustentáveis na promoção da diversidade e inclusão.

Para mais informações, visite o site oficial, o LinkedIn ou o Instagram.

Sobre Laura Salles 

É fundadora e CEO da PlurieBR, primeira plataforma SaaS de gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, e inclusão e pertencimento (DEIP) do Brasil, que mapeia métricas em tempo real e apoia ações direcionadas nessa área. Laura, que possui mais de oito anos de experiência em gestão de operações, comunicações e pessoas, é formada em hospitalidade, e é  especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Universidade Cornell. Atua também como conselheira de inovação da ACSP, e professora do MBA de ESG da Saint Paul e de cursos de DEI da Trevisan. 

Para mais informações, visite o Linkedin e o  Instagram.

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