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NegóciosTecnologia

O impacto da IA nos negócios

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José Lucas-Créditos da foto: Divulgação
José Lucas-Créditos da foto: Divulgação

* Por José Lucas

Tecnologias que integram dados, monitoram operações em tempo real e automatizam processos decisivos deixaram de ser uma tendência e passaram a ser um imperativo nas indústrias. No centro dessa revolução está a Inteligência Artificial (IA).

Nos últimos anos, a IA se transformou numa ferramenta concreta e indispensável para a estratégia de empresas de todos os portes. Em 2024, segundo a pesquisa The State of AI in Early 2024, da McKinsey & Company, 72% das companhias ao redor do mundo já utilizavam a tecnologia, um salto expressivo frente aos 55% registrados em 2023. Mais do que números, essa adoção reflete uma mudança profunda na forma como se opera, inova e compete no setor industrial.

Isso porque são registrados ganhos reais em produtividade, eficiência e tomada de decisão. Sistemas inteligentes são capazes de analisar grandes volumes de dados em segundos, otimizar processos, personalizar ofertas e antecipar falhas em linhas de produção. A economia pode chegar a milhões de dólares por ano, com automações aplicadas em setores como logística, atendimento ao cliente e finanças.

Além da redução de custos, a inteligência artificial se consolidou como um pilar fundamental para o aumento de receita e se tornou um braço essencial para a tomada de decisões mais assertivas. Ferramentas como chatbots, motores de recomendação, análise preditiva e modelos generativos reconfiguraram o papel das equipes humanas e o modelo operacional das empresas.

Na Brose do Brasil, por exemplo, a robusta digitalização da operação, com a adoção de ferramentas como Power BI, Excel 360, Copilot e visão computacional em áreas críticas — como produção, logística, manutenção, segurança do trabalho, metrologia e recursos humanos — integrou dados, garantiu a precisão no monitoramento das operações em tempo real e a automação dos processos decisivos. Ganhamos velocidade e aumentamos a segurança com a implementação de tecnologias como o reconhecimento facial com verificação automática de equipamentos de proteção individual (EPIs) e análises de causa raiz com apoio do Copilot. Os treinamentos passaram a ser mais assertivos e eficientes, e as apresentações trazem dados mais qualificados e precisos.

Ou seja, essas ferramentas não só aumentaram a eficiência operacional, como também impactaram diretamente as funções dos colaboradores, que deixaram de executar tarefas manuais e repetitivas para assumirem atividades analíticas e estratégicas. Já no nível gerencial, a liderança passou a contar com dados em tempo real para a tomada de decisões, o que promove um ambiente de trabalho inteligente e eficiente.

Apesar dos benefícios, a adoção da inteligência artificial também impõe desafios significativos. Muitos deles não são apenas técnicos, mas éticos, regulatórios e culturais — como, por exemplo, a falta de qualificação da força de trabalho, que explicita a lacuna entre as habilidades exigidas nesta nova era e o preparo dos profissionais atuais pelas universidades. Outro ponto crítico está relacionado ao risco do uso de dados e da privacidade e, por outro viés, à dependência tecnológica de fornecedores ou soluções desalinhadas com os objetivos estratégicos da empresa. Isso porque a busca por resultados imediatos pode levar à implementação apressada de ferramentas de IA, sem considerar adequadamente questões essenciais da cultura.

O desafio é grande, mas ignorar o avanço da inteligência artificial é abrir mão da competitividade. Com o ritmo acelerado do mercado, as empresas que demorarem a embarcar nessa jornada não conseguirão recuperar o tempo perdido. É preciso, no entanto, reflexão, responsabilidade e uma visão estratégica de longo prazo. A IA não substitui pessoas, mas, se não for vista como uma aliada, é capaz de eliminar funções, cargos e, até competidores de mercado. Aqueles que a moldarem a seu favor, com coragem, ética e estratégia, estarão bem posicionados para os próximos capítulos da transformação digital.

José Lucas é coordenador de manutenção e projetos da Brose do Brasil formado em Engenharia Mecatrônica, pós-graduado em Gestão de Projetos e com MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0.

Sobre a AHK Paraná – Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter.   

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