
Empresas devem usar crédito estruturado e transformar ativos parados em liquidez para crescer
Com a inflação de julho registrando alta de 0,26% no mês e 5,23% no acumulado de 12 meses, o Brasil vive um raro momento de previsibilidade econômica. Embora os juros permaneçam em patamar elevado, a estabilidade nos índices de preços ajuda empresas e investidores a projetarem cenários com maior segurança. O dado reforça a tendência de desaceleração gradual da inflação. Em paralelo, o mercado de crédito segue seletivo, com o estoque total de operações para empresas crescendo apenas 3,4% nos últimos 12 meses, o que amplia o espaço para soluções fora do circuito bancário tradicional. Para Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, esse é o momento de as empresas olharem para dentro e avaliarem como seus ativos podem ser transformados em combustível para crescer.
De acordo com o CEO, a inflação controlada contribui para maior previsibilidade nas decisões econômicas, permitindo que empresas e investidores projetem estratégias com mais segurança, mesmo em um contexto de juros elevados e crédito seletivo. “A leitura é clara: previsibilidade sem ação estratégica não gera resultado, e é justamente aqui que entra o crédito estruturado como peça-chave para sustentar planos de expansão”. Ele destaca que a busca por eficiência e liquidez continua sendo prioridade para setores estratégicos da economia, como infraestrutura, agronegócio e energia. Nesse contexto, os FIDCs ganham protagonismo ao permitir que empresas transformem recebíveis em capital disponível de forma rápida e estruturada. “Os FIDCs fortalecem planos de expansão e investimentos porque não dependem das mesmas travas e exigências do crédito bancário tradicional”, afirma, apontando que o modelo se adapta tanto a operações pontuais quanto a estratégias recorrentes de liquidez.
Essa abordagem não se limita a grandes corporações: empresas de médio porte também estão explorando o potencial do crédito estruturado para antecipar recebíveis e financiar operações sem comprometer o fluxo de caixa. A vantagem, segundo o executivo, está na capacidade de alinhar a estrutura do fundo ao perfil e às necessidades específicas de cada negócio. Em um cenário onde o capital rápido e bem dimensionado pode determinar a sobrevivência ou a expansão de uma empresa, transformar ativos em liquidez deixou de ser opção para se tornar diferencial competitivo. “No fim do dia, o que importa é ter os recursos certos, no momento certo, para executar a estratégia planejada”, conclui.
Sobre a Asset Bank
Fundado em 2013, o Asset Bank é um grupo financeiro independente com atuação consolidada no mercado brasileiro. Com 13 anos de história, conta com um time de 70 colaboradores diretos e uma carteira de mais de R$ 5 bilhões em recursos administrados e geridos. Nos últimos 12 meses, a gestora movimentou mais de R$ 2,1 bilhões.
Na área de Wealth, a empresa atende mais de 500 famílias, com um patrimônio estimado em R$ 800 milhões, além de diversas empresas em todo o país. Oferece soluções que vão da gestão ativa de fundos à consultoria patrimonial e administração de investimentos. A atuação do grupo está estruturada em 3 frentes principais: gestão de recursos, administração e estruturação de fundos, e serviços personalizados de wealth management (gestão de patrimônio).
Em 2021, o Asset Bank passou a atuar como gestora de fundos autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e aderiu ao código de autorregulação da ANBIMA.








