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A revolução de um trilhão de dólares: Como a nova regra da IMO influencia a indústria naval e coloca o Brasil no centro do mundo

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Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

No dia 9 de novembro, um dia antes da abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP30, evento global que estreia no Brasil, no Pará, será revelado ao mundo o projeto JAQ Hidrogênio, que trará embarcação de pesquisa e exploração com hotelaria movida a hidrogênio verde. Com as rigorosas metas da IMO para a indústria naval, que devem ser formalizadas em outubro de 2026, em que o risco é medido em dólares por tonelada, o Brasil pode trazer uma solução ao transporte marítimo.

Outubro, 2025 – Uma contagem regressiva foi iniciada, em função de um mandato regulatório em discussão e que, quando formalizado, tem o poder de transformar a economia do transporte marítimo: as rigorosas metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO). Para uma indústria responsável por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, a mudança poderá ser uma obrigação. As medidas devem ser formalizadas em 2026 e a partir de 2028, as regras já devem entrar em vigor, e exigirão cortes anuais na intensidade de carbono: 30% até 2035 e 65% até 2040, e culminam em emissões líquidas nulas por volta de 2050.

Com este mandato em vigor, uma diretriz ambiental se transforma em uma revolução financeira por conta  das penalidades. Quando as normas forem confirmadas, navios que não cumprirem as metas enfrentarão multas que podem chegar a US$ 380 por tonelada de CO2 emitida acima do limite permitido. Para a frota global, isso é um passivo estimado em mais de um trilhão de dólares, uma força que torna obsoletos os modelos de negócios baseados em combustível pesado e de baixo custo.

A questão que agora domina o setor é saber qual tecnologia vencerá a corrida para se tornar o destaque da nova frota global. Enquanto os gigantes internacionais testam soluções com metanol e amônia, uma resposta ousada e pragmática será lançada oficialmente dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, em Belém, o projeto JAQ HIDROGÊNIO, que tem a missão de produzir barcos autossuficientes movidos 100% a hidrogênio. No local, será apresentado pela primeira vez o JAQ H1, grandioso barco de 36 metros com a sua operação, a “hotelaria”, movida a  hidrogênio. 

O projeto JAQ Hidrogênio é formado por um grupo de empresas de peso idealizado pelo Grupo Náutica e coordenado de perto pelo seu presidente, o visionário Ernani Paciornik, com mais de 5 décadas trazendo soluções de sucesso ao setor, apaixonado pelas águas e participante ativo em grandes campanhas ambientais. Ele uniu a expertise com a potência em energia renovável da Itaipu Parquetec, a força industrial da chinesa GWM e a validação tecnológica de um dos maiores nomes da engenharia naval: a alemã MAN, além de nomes de peso que apoiam e implementam iniciativas sustentáveis como Heineken, Café Orfeu e Artefacto. Juntos, eles formaram um ecossistema projetado para a viabilidade.

“O custo de produção do hidrogênio verde ainda é um obstáculo significativo. No entanto, o custo da tecnologia de eletrólise está em queda livre, com projeções indicando uma redução de até 70% na próxima década. Mais importante, o cálculo do ROI não pode mais ignorar o custo crescente da não conformidade com as regras da IMO que, apesar das formalizações finais terem sido adiadas, devem ser concretizadas em um ano com início da implantação por volta de 2028”, explica Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do projeto.

O JAQ H1, atualmente em fase final de testes no estaleiro Inace, em Fortaleza, se prepara para sua premiere global, e foi projetada para ser um “laboratório flutuante” para pesquisas e educação ambiental. Sua missão estratégica é provar a confiabilidade e a segurança da tecnologia de hidrogênio com toda a sua hotelaria operando em condições reais.

Além disso, Paciornik adianta que a COP30 também trará a confirmação das próximas fases do projeto e da sucessora, o barco JAQ H2. A embarcação, de 50 metros, será concluída em 2027 e será capaz de operar de forma 100% autossuficiente. ‘Para uma indústria que enfrenta a escassez de infraestrutura de abastecimento de hidrogênio, esta solução de transição é a resposta que o mercado procura”, completa o executivo.

Sobre o Grupo Náutica

Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em inovação, sustentabilidade, infraestrutura, eventos e comunicação na área náutica. É formado pela Revista Náutica (www.nautica.com.br), pioneira e líder no setor; o Boat Show, mais importante salão náutico da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Foz do Iguaçu; a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo; a SF Marina, especialista global em docas flutuantes de concreto e quebra-mares para marinas, portos e orlas marítimas; e o JAQ Hidrogênio, com projetos inovadores focados em pesquisas e sustentabilidade. O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentora das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

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