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Negócios

ABINC e Gaia-X assinam acordo para lançamento de Hub no Brasil

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Ulrich Ahle, Flávio Maeda, Paulo Spacca, Johannes Klingberg, Rogério Moreira e Maurício Finotti. - Créditos da foto: Divulgação
Ulrich Ahle, Flávio Maeda, Paulo Spacca, Johannes Klingberg, Rogério Moreira e Maurício Finotti. – Créditos da foto: Divulgação

Iniciativa europeia promove soberania digital, interoperabilidade e inovação, possibilitando padrões abertos e confiáveis de compartilhamento de dados em diversos setores da economia

Na última terça-feira (28), a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) se reuniu com a International Digital Dialogues (IDD) e a Global Gateway, no Cubo Itaú, para o lançamento oficial do Hub da Gaia-X no país, durante o evento Data Spaces Brasil – A nova Economia de Dados. A parceria firmada com a associação Europeia busca promover soberania digital, interoperabilidade e inovação com base em dados, estabelecendo e criando padrões de segurança para ampliar o compartilhamento de informações nos mais diversos setores econômicos brasileiros. 

Estiverem presentes no encontro: Ulrich Ahle, CEO da Gaia-X, Paulo Spaccaquerche, Presidente de ABINC, Flávio Maeda, Vice-Presidente, Rogério Moreira, Diretor de Tecnologia, Maurício Finotti, Líder do Comitê de Manufatura e Homero Valiatti, Sócio e Superintendente de Segurança do Itaú Unibanco.  

“Começamos a intensificar parcerias internacionais, como a União Europeia, principalmente na área industrial, para desenvolvermos e consolidarmos uma base tecnológica com padrões rigorosos, criando um ecossistema robusto de dados para o Brasil”, disse o presidente da ABINC durante a abertura do evento. 
 
Ao longo de sua apresentação, Ulrich enfatizou qual o objetivo principal da companhia, que soma 260 membros ao redor do mundo. “A iniciativa Gaia-X visa estabelecer um ecossistema digital global descentralizado, confiável e soberano, promovendo o intercâmbio seguro de dados através de padronização, interoperabilidade e um framework de confiança. Em busca de expansão desta abordagem para além da Europa, nos adaptamos às legislações locais dos países, incluindo agora o Brasil, —o primeiro país da América do Sul a engajar no projeto. Os Hubs (19 existentes, incluindo o novo Hub Brasileiro – que será representado pela ABINC) atuam na conexão local, consolidação de requisitos, disseminação de resultados e coordenação de atividades”, explicou. 
 
A ABINC celebra 10 anos em 2026 e tem como missão explicar tecnologias complexas — como fez com a IoT no passado e agora com os Data Spaces — para empresas, o mercado, instituições e governos, focando nos benefícios práticos. “A padronização é vital para criar ecossistemas de dados escaláveis e globais, superando as limitações das tecnologias existentes. Estamos avançando com iniciativas de economia e interoperabilidade de dados no setor industrial, inspiradas nos princípios e no pioneirismo do Open Finance brasileiro, como o lançamento do Open Industry”, ressaltou Flávio Maeda. 

O Programa Open Industry (www.openindustry.org.br) é coordenado pela ABINC e tem o objetivo de remover os dados industriais do isolamento e colocá-los a serviço da produtividade, inovação e sustentabilidade. Recentemente, Maurício Finotti, Líder do Comitê de Manufatura da ABINC, falou sobre o Programa Open Industry para o portal oficial da VDMA, uma das mais importantes associações industriais da Europa. “Os Data Spaces atuam estrategicamente na transformação digital no Brasil, bem como iniciativas locais alinhadas às diretrizes do Open Industry 4.0 Alliance e da IDSA (International Data Spaces Association)”. 

Ao fim do evento foi assinada oficialmente a parceria entre ABINC e Gaia-X, fortalecendo e acelerando a transformação da Economia de Dados no Brasil. “Estamos muito motivados com a expertise que chega da Gaia-X para avançarmos com o que traduzimos hoje como ‘credibilidade’, forma que a segurança busca e precisa atuar no mercado, em todos os setores. A discussão realizada durante o encontro sublinha que a criação e a operação de ecossistemas de dados eficientes e seguros exigem uma governança robusta, uma base técnica bem definido e modelos de negócios sustentáveis, sendo a propriedade e o compartilhamento de dados elementos-chave para o futuro da IoT e da Inteligência Artificial”, finalizou Rogério Moreira. 

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