A maior parte das companhias (60%) projeta crescimento no orçamento de TI
O estudo IT Trends Snapshot 2025 promovido pela Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação, em parceria com a consultoria Stratica, revela um foco claro em eficiência operacional, transformação de processos críticos, melhoria da experiência do cliente e fortalecimento da segurança digital para o ano de 2026.
O levantamento foi realizado com CIOs e gestores de TI de médias e grandes empresas brasileiras e aponta que 67% dos executivos têm como principal prioridade de negócio aumentar a eficiência operacional, seguida pela melhoria da experiência do cliente (59%) e pela otimização de processos (57%). No orçamento, entre as companhias que faturam acima de R$ 1 bilhão, 59% projetam crescimento no orçamento de TI, sendo que 32% esperam aumento acima de 10%.
Na esfera tecnológica, a segurança da informação lidera pelo quarto ano consecutivo a agenda dos CIOs, sendo apontada como prioridade por 80% dos entrevistados. O crescimento das ameaças cibernéticas baseadas em IA (como phishing hiper personalizado, deepfakes e engenharia social) reforça a necessidade de estratégias mais integradas e proativas. Ainda assim, apenas metade das empresas conta com um Security Operation Center (SOC), o que evidencia uma lacuna crítica na capacidade de monitoramento contínuo.
“Os dados mostram que o grande desafio das empresas continua sendo a eficiência operacional e a segurança digital. As prioridades refletem a necessidade de reforçar os investimentos em áreas que entregam valor real ao negócio, seja pelo retorno rápido proporcionado por melhorias de processos ou pela continuidade e integridade viabilizadas por uma estratégia consistente de cibersegurança”, explica Márcio Caputo, CEO da Logicalis para a América Latina. “As empresas precisam de parceiros e ferramentas que forneçam insights precisos para fazerem os aportes de maneira estratégica, entregando o máximo de valor ao board”, completa.
Outras iniciativas de negócios importantes, destacadas no estudo, incluem acelerar a jornada de transformação digital (41%); introduzir novas fontes de receita (33%); e expandir a capacidade de produção ou operação (30%). Temas como novos modelos de negócios digitais, expansão geográfica e fusões e aquisições receberão prioridade menor para 2026, reforçando o foco em otimização e resultado imediato frente a um cenário macroeconômico com maior volatilidade.
“As prioridades de tecnologia refletem a busca por eficiência operacional, experiência do cliente e otimização de processos, uma vez que estão centradas em automação e projetos de inteligência artificial (IA) e machine learning (ML), porém ainda vemos um longo caminho para maturidade de IA nas empresas. Em outra frente, o protagonismo da segurança da informação mostra que resiliência e governança serão a base para a inovação digital”, salienta Cláudia Muchaluat, CRO da Logicalis.
Adoção da IA
A inteligência artificial segue em ascensão nas agendas corporativas, mas ainda enfrenta desafios. Embora 42% das empresas tenham projetos de IA e machine learning como prioridade, apenas 30% conseguiram mensurar ganhos concretos em produtividade. A maioria dos investimentos ainda é pouco estruturada e sem clareza do retorno sobre investimento (ROI). Para 87% dos entrevistados, o impacto da IA depende mais da cultura organizacional do que da tecnologia em si.
Apesar do rápido crescimento na adoção e de cada vez mais empresas com aplicações de IA em produção, o estudo também revela que 74% das empresas ainda não possuem políticas específicas de governança para IA, o que representa um risco crescente diante da evolução das regulamentações. A governança, aliada à estruturação de dados e à definição de diretrizes claras, será fundamental para garantir o uso responsável e eficaz da IA nos próximos anos, assegurando também a segurança e a privacidade.
Estratégia de segurança
Outro destaque do estudo diz respeito às abordagens para proteção dos ambientes adotadas atualmente pelas empresas no país: enquanto 57% preferem a adoção de múltiplas soluções especializadas, 43% optam por plataformas únicas, evidenciando um impasse em relação à escolha da estratégia “correta” a ser adotada. A integração entre ferramentas é apontada como um dos principais desafios, elevando custos e complexidade. Nesse contexto, a simplificação e racionalização das soluções de segurança surgem como caminhos para equilibrar proteção e eficiência operacional.








