Direito

Auxílio-acidente é válido para acidentes fora do trabalho. Saiba se você tem direito

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DS Beline intensifica atuação para orientar pessoas que deixaram de solicitar por falta de informação

O auxílio-acidente é um pagamento mensal concedido pelo INSS quando, após a recuperação de um acidente, a pessoa passa a conviver com limitações permanentes que impactam seu desempenho no trabalho que exercia anteriormente. O ponto central, ainda pouco compreendido, é que o local do acidente não é determinante. O que importa é a existência de sequelas que reduzem a capacidade de trabalho.

Segundo o INSS, entre janeiro e julho de 2025, foram concedidos 4.796 auxílios-acidente no Brasil, incluindo situações que não envolvem ambiente profissional. Mesmo assim, especialistas apontam que o número de solicitações ainda está abaixo do potencial, reflexo da falta de informação clara para a população.

“A maior parte das pessoas associa esse pagamento apenas a acidentes dentro da empresa. Na prática, muitos casos que acontecem em casa, no trânsito ou durante o lazer também podem se enquadrar, mas ficam invisíveis porque ninguém explica isso de forma simples”, afirma Caroline Alves, head de Planejamento da DS Beline, assessoria especializada em auxiliar pessoas que sofreram acidentes com sequelas.

É justamente nesse ponto que a DS Beline tem concentrado seus esforços. A empresa atua na orientação individual de pessoas que sofreram acidentes de qualquer natureza, ajudando a identificar se há sequelas permanentes e explicando, passo a passo, como funciona a solicitação do benefício. “Recebemos diariamente relatos de pessoas que passaram anos sem buscar o auxílio-acidente porque acreditavam que ele valia apenas para acidentes de trabalho. Nosso papel é transformar informação em acesso”, destaca Caroline.

Outro aspecto pouco conhecido é que o auxílio-acidente não impede que a pessoa continue trabalhando. O pagamento funciona como uma compensação pelas limitações permanentes, mesmo quando o segurado permanece em atividade. Segundo Caroline, esse esclarecimento é decisivo para trabalhadores que evitam buscar o benefício por medo de perder o emprego ou o salário.

“A desinformação é o principal obstáculo. Quando explicamos de forma acessível, as pessoas percebem que não estão pedindo algo extraordinário, mas apenas um apoio previsto para situações que mudam a vida de quem sofreu um acidente”, conclui Caroline Alves.

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