Imóveis

Observatório Imobiliário Brasileiro estreia análise macroeconômica que registra alta de 82,7% na locação no Brasil

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Lançado para o mercado imobiliário na Convenção do Sistema COFECI-CRECI em Foz do Iguaçu, o primeiro raio-X macroeconômico do Observatório Imobiliário Brasileiro demonstra a reconfiguração do setor: os aluguéis sobem ao dobro do ritmo das vendas e os imóveis compactos assumem o protagonismo nacional.

O Observatório Imobiliário Brasileiro (OIB) apresentou oficialmente seu primeiro estudo nacional durante a VI Convensi – Convenção Nacional do Sistema COFECI-CRECI, realizada em Foz do Iguaçu (PR) de 25 a 28 de maio. O levantamento, intitulado Panorama Macroeconômico e Impacto no Imobiliário, mostrou que o valor do metro quadrado residencial para locação subiu 82,7% no Brasil entre 2020 e março de 2026, enquanto a venda acumulou alta de 41%, o que revela uma mudança no comportamento do mercado. A apresentação foi conduzida por Sidnei Rodrigues, gerente geral do OIB, e por Celso Pereira Raimundo, diretor-geral do Observatório e diretor do Sistema COFECI-CRECI. 

A iniciativa marca a primeira etapa  da construção de uma base nacional de inteligência de dados, do Sistema COFECI-CRECI, desenvolvida em parceria com a FEPESE,  desenhada para ampliar a transparência e basear decisões de corretores de imóveis, investidores e formuladores de políticas públicas.

O fenômeno do imóvel de dois dormitórios e o histórico de valorização

Além de mensurar o superaquecimento das locações, o estudo revelou a nova arquitetura de consumo do brasileiro, mais voltada a imóveis compactos e acessíveis. O relatório apontou que as unidades de dois dormitórios concentraram massivos 69% das aquisições residenciais em 2025. O dado atesta que essa tipologia é, hoje, o motor do mercado imobiliário, aliando a aderência orçamentária para as famílias e a liquidez para os investidores.

Em uma perspectiva histórica de longo prazo, o levantamento entregou outro dado fundamental para o mercado de capitais: os imóveis residenciais acumularam uma valorização real extraordinária de 338,1% desde 2001, reafirmando o imóvel como uma das teses de proteção de patrimônio mais seguras da economia.

Inteligência aplicada

Para Sidnei Rodrigues, a divulgação do primeiro panorama durante a convenção marca a transição do OIB para a sua fase operacional. “A proposta é transformar dados brutos e dispersos em inteligência aplicada ao mercado imobiliário. Este primeiro levantamento mostra, com base técnica, como a dinâmica de crédito, juros, renda e o comportamento das famílias já estão redesenhando o setor no país”, analisa o gerente geral.

Celso Pereira Raimundo destaca que o lançamento na VI Convensi consolida um marco de governança setorial. “O OIB nasce para mitigar a assimetria de informações e qualificar ainda mais a leitura da nossa indústria. Apresentar esse estudo foi um passo estratégico, pois coloca à disposição do Sistema COFECI-CRECI e de todo o mercado uma ferramenta concreta para análises mais seguras e decisões fundamentadas na realidade econômica”, ressalta o diretor-geral.

Para manter o mercado atualizado,  o site do Observatório Imobiliário Brasileiro mantém no ar o Radar OIB. A seção funciona como um lugar que congrega informações estratégicas e atualizadas que impactam a atividade imobiliária no país.

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