Especialista destaca que o futuro do trabalho dependerá da combinação entre tecnologia, aprendizado contínuo e habilidades humanas
A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante para se tornar parte da rotina de empresas e pessoas. Mas, para além dos ganhos em produtividade, a tecnologia também tem ampliado seu impacto em áreas diretamente ligadas ao bem-estar e à qualidade de vida. Esse foi um dos temas abordados por Claudio Gonçalves durante participação no programa Bendita Hora, da Rede Vida de Televisão.

Ao longo da entrevista, o especialista em inteligência artificial defendeu que o avanço tecnológico exige uma mudança de mentalidade dos profissionais, que precisarão combinar conhecimento técnico com competências humanas para permanecer competitivos em um cenário de transformações aceleradas.
Para Claudio, a capacitação contínua será um dos principais diferenciais dos próximos anos, mas o aprendizado constante vai além do desenvolvimento técnico.

“Sem dúvida, eu acho que esse é um pilar fundamental, a capacitação. Mas o mais importante é despertar em todos nós aquilo que a própria ferramenta ensina. Ela aprende todos os dias e a gente também. Temos cada vez mais a aprender sobre como fazer melhor, buscar aquela evolução diária”, afirmou.
Segundo ele, apesar das incertezas que normalmente acompanham grandes mudanças tecnológicas, o processo de adaptação tende a acontecer naturalmente.
“Todo impacto gera transtornos, medo e ansiedade em um primeiro momento, mas depois vem a acomodação. As pessoas vão aprender a lidar. A ferramenta pode ser uma grande aliada”, destacou.

Durante a conversa, Claudio também trouxe exemplos práticos sobre como a inteligência artificial já está promovendo mudanças positivas na área da saúde e da qualidade de vida, especialmente no universo da reabilitação auditiva.
Apaixonado por tecnologia, ele ressaltou como os aparelhos auditivos evoluíram nos últimos anos com a incorporação de recursos inteligentes capazes de tornar a experiência dos usuários mais natural e personalizada.
“Quando a gente fala de reabilitação auditiva, estamos falando de conexão. A inteligência artificial traz benefícios reais para a vida das pessoas”, explicou.
Entre os avanços destacados está a capacidade dos aparelhos auditivos atuais de reconhecer automaticamente diferentes ambientes e ajustar seu funcionamento em tempo real. Os dispositivos conseguem identificar níveis de ruído, reverberação, localizar o ponto principal de fala e acompanhar até mesmo o movimento da cabeça do usuário para melhorar a experiência sonora.
Claudio explicou que essa mudança representa uma inversão importante em relação ao passado. “Antigamente a pessoa precisava se adaptar ao aparelho auditivo. Hoje o aparelho auditivo se adapta à pessoa.”
Além da adaptação automática ao ambiente, os equipamentos atuais também oferecem conectividade com outros dispositivos, permitindo atender chamadas diretamente pelo aparelho e transmitir o áudio da televisão ou de reuniões de forma mais clara e personalizada.
Para o especialista, esse tipo de aplicação mostra como a inteligência artificial pode ampliar autonomia, inclusão e qualidade de vida, aproximando pessoas e fortalecendo conexões humanas em diferentes contextos do cotidiano.
Assista à entrevista completa no programa Bendita Hora pelo canal oficial no YouTube:
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