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Heloisa Tavares desmente truques nutricionais que viralizam na internet

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As redes sociais vivem repletas de postagens que prometem milagres no quesito alimentação, nutrição e emagrecimento e isso é preocupante. Segundo a nutricionista Heloisa Tavares, é preciso ter cautela na disseminação de informações que, muitas vezes, acabam viralizando truques e receitas que não tem validação científica.

Um dos alimentos apontados como quase que um “super item” é o cuscuz. Entre as promessas mais comuns estão melhora do funcionamento intestinal, fortalecimento dos ossos e redução do colesterol. “O cuscuz de milho é principalmente uma fonte de carboidrato, então realmente pode dar energia, especialmente no café da manhã ou antes da atividade física”, afirma.

A especialista ressalta que o alimento não deve ser visto como solução isolada para problemas de saúde. “Não é correto dizer que o cuscuz baixa o colesterol. Esse efeito costuma vir de uma alimentação equilibrada, rica em fibras, associada à prática de atividade física”.

Ela também lembra que, apesar de não conter glúten e ser uma boa alternativa para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade à proteína, o consumo deve ser moderado. “Não tem glúten, mas é calórico. Por isso deve ser consumido com moderação”.

Uma outra afirmação que circula online e é errada defende que misturar iogurte grego aos ovos mexidos cria uma espécie de “bomba de proteína termogênica”, capaz de dobrar a taxa metabólica até o meio-dia. “Não. Misturar iogurte grego aos ovos mexidos não dobra a taxa metabólica nem cria uma ‘bomba termogênica. O que pode acontecer é aumentar a proteína da refeição, o que ajuda na saciedade e tem um efeito térmico maior que carboidratos e gorduras. O corpo gasta um pouco mais de energia para digerir proteína, mas isso está longe de dobrar a taxa metabólica”, explica.

A troca de refrigerantes e bebidas açucaradas por água com gás é outra recomendação bastante popular nas redes. Embora a prática possa trazer benefícios, a nutricionista destaca que eles não estão relacionados diretamente à carbonatação. “Parcialmente verdadeiro. O principal benefício é trocar uma bebida com açúcar por uma sem açúcar, e não o gás em si”, explica.

De acordo com ela, a substituição ajuda a reduzir a ingestão de açúcar e, consequentemente, evita picos glicêmicos adicionais. Já a sensação de saciedade provocada pela água com gás varia de pessoa para pessoa. “O gás pode aumentar discretamente a sensação de saciedade em algumas pessoas, mas não é um efeito garantido nem duradouro”, finaliza.

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