Saúde

A era da proteína prática: por que as barrinhas deixaram de ser nicho e viraram hábito

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A forma de se alimentar mudou com a rotina mais fragmentada. Refeições estruturadas perderam espaço para soluções rápidas, que possam ser consumidas entre compromissos ao longo do dia.

Nesse contexto, as barrinhas proteicas deixaram de ser um produto restrito ao público fitness e passaram a fazer parte do consumo cotidiano, como alternativa prática para diferentes momentos, como deslocamentos, intervalos curtos e jornadas de trabalho extensas.

O crescimento da categoria acompanha esse movimento. O mercado global de barrinhas proteicas já movimenta bilhões e deve ultrapassar US$ 20 bilhões até o fim da década, com crescimento anual estimado entre 5% e 9%, segundo a Grand View Research.

Na categoria mais ampla de snacks funcionais, o avanço é ainda maior. O mercado global de snack bars deve praticamente dobrar até 2035, impulsionado pela demanda por produtos com proteína e benefícios nutricionais, de acordo com a Market Growth Reports.

No Brasil, o setor cresce acima de 15% ao ano, com consumidores mais atentos à composição dos alimentos e à praticidade, segundo a IMARC Group.

Dentro desse cenário, as barrinhas proteicas são o principal segmento e o de crescimento mais acelerado entre as barras nutricionais, segundo a Deep Market Insights.

A praticidade é o principal fator desse crescimento. Cerca de 45% dos consumidores na América Latina escolhem barrinhas proteicas com base nesse critério, segundo análise publicada no LinkedIn com dados de mercado regional.

Ao mesmo tempo, a proteína foi incorporada à alimentação de forma mais ampla, associada à saciedade, à energia e ao equilíbrio alimentar, não apenas ao desempenho esportivo.

A categoria também evoluiu no desenvolvimento de produto. Barrinhas que antes eram associadas a textura rígida e sabor artificial vêm sendo substituídas por versões com melhor aceitação sensorial, com foco em textura, sabor e ingredientes mais reconhecíveis.

Esse movimento abre espaço para marcas como a Bendu, que propõe uma releitura da categoria ao priorizar textura macia, ingredientes reconhecíveis e experiência sensorial. A marca lançou a linha SoftBar, uma barra proteica com tecnologia de prensagem, que dispensa o uso de gomas e xaropes e oferece 12g de proteína por unidade, além de zero lactose, zero glúten e zero adição de açúcares. O produto atende um público mais amplo, que inclui pessoas com rotinas intensas e que buscam alternativas viáveis para alimentação ao longo do dia.

O crescimento das barrinhas proteicas está diretamente relacionado à adaptação dos hábitos alimentares a rotinas mais dinâmicas, com demanda por soluções rápidas e acessíveis no dia a dia.

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