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Bandeira Azul e escassez de oferta elevam mansões acima de R$ 30 milhões na Interpraias em SC

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Certificações ambientais e áreas protegidas, ao contrário dos prédios cada vez mais altos, refletem na valorização das praias agrestes de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Terrenos de mil m² já ultrapassam R$ 17 mil/m², enquanto casas já superam R$ 30 mil/m² e apartamentos os R$ 60 mil/m², atraindo famílias e investidores triple A focados em segurança, privacidade e ESG.

A barreira construtiva imposta pela Área de Proteção Ambiental (APA) nas praias agrestes de Balneário Camboriú (SC) transformou a preservação ecológica em um dos principais fatores de valorização da região. Com a proibição de arranha-céus e a manutenção do selo internacional Bandeira Azul nas praias do Estaleiro, Estaleirinho e Taquaras em 2025/ 2026, o mercado opera em escassez estrutural de oferta. Propriedades horizontais superam o teto de R$ 30 milhões e terrenos de 1.000 metros quadrados já são negociados por R$ 17 milhões conforme informações da imobiliária J Mauricio, focada em ativos de alto padrão na Interpraias.

A alocação de capital na região da Interpraias atende ao comportamento global do mercado de altíssimo padrão. O The Wealth Report 2025, da consultoria britânica Knight Frank, atesta que a nova geração de indivíduos com patrimônio elevado (UHNWIs) condiciona a aquisição a práticas de impacto ambiental positivo e maior privacidade. O relatório Voice of the Consumer 2025, da Euromonitor, também aponta que 61% dos compradores globais priorizam o rigor ecológico em suas decisões de investimento.

Enquanto a Praia Central de Balneário Camboriú lidera o índice FipeZAP nacional com o metro quadrado médio de R$15.146, resultado da hiperverticalização, o eixo agreste descola pela exclusividade horizontal. A auditoria anual da Foundation for Environmental Education (FEE), exigida para a Bandeira Azul, garante a balneabilidade enquanto as leis do Plano de Manejo, que permitem prédios de no máximo 3 pavimentos, com até 40% de ocupação dos terrenos, caindo para apenas 10% nas morrarias, além da proibição de unidades pequenas, abaixo de 80 m², barram o adensamento populacional na Interpraias.

“O investidor precifica a restrição construtiva e a impossibilidade de verticalização futura no bairro”, afirma Maurício Girolamo, fundador da J. Maurício Imobiliária e que atua há mais de 25 anos no mercado imobiliário da região da Interpraias. “A certificação além dos investimentos constantes em segurança e infraestrutura atuam como motivadores de risco imobiliário. O prêmio pago pela terra reflete a proteção do entorno contra a superlotação”, completa.

A imobiliária J. Maurício centraliza a operação comercial de lotes e residências de alto padrão inseridas no plano diretor da Interpraias. O portfólio completo está disponível no site da empresa. 

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