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A importância da controladoria jurídica na gestão estratégica empresarial

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Izabela Rücker Curi
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Controladoria transforma o setor jurídico das organizações em área estratégica, aumentando a competitividade e a sustentabilidade

Izabela Rücker Curi

Dentro de uma organização, a controladoria jurídica não deve ser vista somente como um setor operacional, mas como um núcleo de inteligência que pode fornecer insights valiosos para a tomada de decisões estratégicas. Ela é capaz de profissionalizar a gestão do setor jurídico, promovendo maior previsibilidade, economia e segurança operacional.

Responsável por organizar, planejar, padronizar e controlar a rotina e os processos jurídicos – com foco em eficiência, produtividade e gestão estratégica – a controladoria não atua diretamente no conteúdo técnico jurídico, mas sim na administração e suporte das atividades legais.

Entre suas principais funções está a gestão de prazos e processos, ou seja, o controle rigoroso de prazos judiciais e administrativos, evitando perdas por falhas operacionais; a organização e padronização de documentos (criação de modelos de peças processuais, contratos e relatórios); e o controle dos custos jurídicos, o que envolve monitoramento de honorários advocatícios, despesas processuais e contratos com escritórios externos.

Além disso, a controladoria é responsável pela geração de relatórios e indicadores KPIs (sigla para Key Performance Indicators ou Indicadores-Chave de Desempenho); apoio no planejamento estratégico, auxiliando na definição de metas, avaliações de riscos e melhoria de processos internos; e atua como ponte entre o setor jurídico e outras áreas da empresa, garantindo que exista alinhamento de ideias e clareza nas informações prestadas.

Sua presença evita prejuízos por falhas operacionais, aumenta a produtividade do time jurídico, gera dados para a produção de decisões mais inteligentes, integra o trabalho dos advogados às estratégias da companhia, contribui com a saúde financeira do negócio e garante maior previsibilidade normativa e estabilidade legal. Assim, faz crescer a competitividade e a sustentabilidade da empresa.

A estrutura de uma controladoria pode depender do porte de cada organização. Porém, o básico é que seja composta por um coordenador ou gerente, responsável pela liderança e planejamento estratégico; e por analistas e assistentes jurídicos, responsáveis pelo controle de prazos, alimentação de sistemas e apoio aos advogados. De forma opcional, pode contar com profissionais de tecnologia ou apoio em TI, capazes de atuar na integração de sistemas jurídicos e automações.

 *Izabela Rücker Curi é advogada, sócia fundadora do Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica e da Smart Law, startup focada em soluções jurídicas personalizadas para o cliente corporativo. Atuante como conselheira de administração, certificada pelo IBGC.

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