Finanças

A inadimplência segue em alta no Brasil, aponta estudo

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Levantamento da plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto, mostra como anda o comportamento dos consumidores brasileiros.


A plataforma Pagou Fácil, da Paschoalotto divulga seu mais recente estudo sobre os indicadores de mercado, apresentando uma análise aprofundada do cenário econômico e do comportamento do consumidor inadimplente. O levantamento revela que o número de inadimplentes no Brasil atingiu 74,6 milhões de pessoas, registrando um aumento de 1,48% em relação a dezembro de 2024, enquanto o valor total das dívidas chegou a R$ 419 bilhões, uma alta de 3,70% no mesmo período. O valor médio das dívidas atualmente é de R$ 1.497,11, refletindo o impacto da conjuntura econômica sobre o endividamento da população.
A análise do perfil dos inadimplentes indica uma distribuição equilibrada entre os gêneros, sendo 50,3% mulheres e 49,7% homens. Em relação à faixa etária, o estudo aponta que a maioria das pessoas endividadas está entre 26 e 40 anos, refletindo o impacto das responsabilidades financeiras dessa fase da vida, como crédito imobiliário, empréstimos estudantis e despesas familiares.
“O cenário econômico brasileiro apresenta desafios significativos para 2025, com projeções de aumento na inadimplência e oscilações no mercado de crédito. Nosso objetivo é fornecer uma visão estratégica que ajude empresas e instituições a se anteciparem às tendências e tomarem decisões mais assertivas”, destaca Diego Martins Mosquim, Diretor de Planejamento e Qualidade da Paschoalotto.
No recorte por estado, o Amapá desponta como a unidade da federação com a maior taxa de inadimplência, atingindo 61,80% da população adulta, enquanto o Piauí apresenta o menor índice, com 36,60%. O estudo também aponta que as principais fontes de endividamento continuam sendo bancos e cartões de crédito, que representam 28,90% das dívidas, seguidos pelas contas básicas, como água, luz e gás, que correspondem a 21,03% do total. As financeiras são responsáveis por 18,10% do endividamento, enquanto o segmento de serviços aparece com 10,95%.
O cenário macroeconômico também impõe desafios. O crescimento do PIB brasileiro desacelerou para 0,5% no quarto trimestre de 2024, abaixo dos 0,9% registrados no trimestre anterior, o que levou o governo a reduzir a projeção de crescimento para 2025 para 2,3%. Além disso, o mercado elevou a expectativa de inflação para o ano, que passou de 5,65% para 5,68%, pressionada pelo aumento nos preços de alimentos e produtos essenciais. Esse cenário impacta diretamente a capacidade de pagamento da população e influencia as políticas monetárias adotadas pelo governo, podendo afetar a confiança do consumidor e os juros praticados no país.


Diante desse contexto desafiador, a digitalização dos canais de negociação tem se consolidado como uma tendência irreversível. Segundo o estudo, 31% das renegociações de dívidas foram feitas digitalmente em 2024, um avanço significativo em relação aos 20,5% registrados em 2023. Para Diego Mosquim, esse movimento reflete uma mudança de comportamento do consumidor e a busca por soluções mais ágeis e acessíveis para regularizar pendências financeiras.
“A digitalização está tornando as negociações mais acessíveis e ágeis, permitindo que os consumidores regularizem suas pendências com maior facilidade. Essa tendência deve se intensificar ainda mais em 2025”, afirma.
Com este material, a Paschoalotto reafirma seu compromisso de fornecer informações estratégicas e apoiar o mercado na construção de soluções eficientes para a recuperação de crédito no Brasil.

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