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A mulher que comanda mais de 7 mil funcionários e mais de R$ 1,8 bilhão em Faturamento

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Com 56% dos cargos de liderança ocupados por mulheres, a maior operadora de urgências e emergências da América Latina se prepara para a internacionalização

A presença feminina em posições de liderança vem se consolidando como um dos vetores mais relevantes de transformação dos modelos de gestão no país. Nos últimos anos, a participação de mulheres em cargos executivos no Brasil ultrapassou 35%, enquanto em empresas com estruturas de governança mais maduras esse índice já se aproxima de 40%. Organizações com maior diversidade de gênero na liderança registram desempenho superior, com até 25% mais probabilidade de apresentar rentabilidade acima da média do mercado, além de ganhos operacionais que chegam a 20% em eficiência e produtividade. Estudos também indicam redução de até 30% na rotatividade de funcionários e melhora superior a 20% nos indicadores de clima organizacional quando há equilíbrio de gênero em posições decisórias. Em setores tradicionalmente masculinos, como infraestrutura, saúde operacional e serviços críticos, equipes de liderança mais diversas apresentam até 27% mais chances de tomar decisões estratégicas de longo prazo com menor exposição a riscos, reforçando a diversidade feminina como fator direto de sustentabilidade e resultado empresarial.

       Nesse cenário, o Grupo Med+ aparece como um dos casos mais consistentes dessa mudança estrutural. A companhia reúne R$ 1,8 bilhão em contratos ativos, está presente em 49 aeroportos e 12 rodovias brasileiras e conta com aproximadamente 6 mil colaboradores distribuídos pelo país. Em 2024, registrou crescimento de 150% em relação ao ano anterior, consolidando sua posição como referência no segmento de emergências aeroportuárias e rodoviárias. Para Bruna Reis, CEO do grupo, a liderança feminina não é resultado de uma política isolada, mas consequência direta de uma cultura orientada por competência e gestão humana. “A diversidade nunca foi tratada como uma pauta simbólica. O foco sempre esteve em formar lideranças capazes de conduzir operações complexas com equilíbrio, responsabilidade e visão de longo prazo”, afirma.

       Atualmente, 56% dos cargos de liderança da empresa são ocupados por mulheres, índice acima da média nacional em posições executivas, especialmente no setor da saúde. Essa configuração está alinhada ao conceito de capitalismo consciente adotado pela organização, que busca conciliar crescimento econômico, impacto social e rentabilidade para acionistas. “Quando o ambiente de trabalho é saudável e a liderança sabe engajar pessoas, os resultados aparecem de forma consistente, tanto na operação quanto nos indicadores financeiros”, reforça Bruna Reis em seu segundo comentário.

       Os movimentos observados no Brasil indicam que a liderança feminina deixou de ser tendência e passou a integrar a lógica de competitividade empresarial do país. Em um ambiente econômico mais exigente, com pressão por eficiência, governança e sustentabilidade, empresas que adotam diversidade estruturada tendem a construir organizações mais resilientes, com decisões melhor embasadas e equipes mais engajadas. A agenda para os próximos anos aponta para a consolidação de políticas de inclusão vinculadas a desempenho, expansão de programas de formação de lideranças femininas e fortalecimento da cultura corporativa como ativo estratégico. À medida que mais companhias integram esse modelo de gestão, o país caminha para um padrão empresarial no qual diversidade não é um diferencial reputacional, mas um componente essencial para crescimento sustentável, competitividade global e construção de negócios preparados para o futuro.

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