Tecnologia

Abertura da Bett Brasil 2026 discute o futuro da educação e como o setor interage com as novas tecnologias

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O evento tem a expectativa de reunir mais de 47 mil visitantes com uma programação que se estende até 8 de maio

A Bett Brasil 2026, maior evento de Inovação e Tecnologia para a Educação da América Latina, teve início na manhã desta terça-feira (05), em São Paulo, colocando em pauta um dos debates mais relevantes do setor educacional: como articular, de forma concreta, inteligências individuais, coletivas e novas tecnologias para transformar o presente e o futuro da educação.

O painel de abertura reuniu lideranças de diferentes frentes: gestão pública, iniciativa privada e terceiro setor. Além disso, contou com a presença da Eugênia, uma robô humanoide que serviu de provocação para uma reflexão sobre como a sociedade deve se relacionar com as novas tecnologias de forma intencional e não passiva. “O futuro da educação já começou e é mais sobre o que os humanos estão dispostos a mudar. O verdadeiro desafio talvez não seja tecnológico, e sim humano”, foi o recado que a Eugênia deixou.

Participaram da cerimônia de abertura Claudia Valério, diretora da Bett Brasil; Juliana Velho, chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo; Ana Úngari Dal Fabbro, coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica no MEC; Priscila Cruz, presidente e cofundadora do Todos pela Educação; Débora Garofalo, referência internacional em educação reconhecida como a educadora mais influente do mundo; e Marlene Schneider, presidente do SIEEESP. A mediação foi conduzida por Juliana Nunes, gerente de Jornalismo Digital da EBC (Agência Brasil).

Tecnologia a serviço das pessoas

Claudia Valério destacou que, embora a tecnologia avance em um ritmo difícil de acompanhar, ela não existe sem o ser humano. “O nosso objetivo ao longo desta semana na Bett Brasil é justamente construir essa interação e discutir seus impactos no cotidiano das escolas, nos educadores e nos alunos. A tecnologia só faz sentido quando está a serviço das pessoas. Quando ajuda a resolver desafios diários das escolas e libera tempo para o que é insubstituível: a relação humana. Se não for assim, a tecnologia vira ruído”, pontuou a executiva.

Desafios do cenário educacional brasileiro

Débora Garofalo alertou que, apesar dos avanços tecnológicos, o Brasil ainda enfrenta desafios expressivos. A educadora destacou que a tecnologia frequentemente é tratada apenas como ferramenta, quando deveria também ser objeto de conhecimento. Além disso, mencionou as questões de saúde mental como um agravante importante no contexto digital.

Juliana Velho ressaltou o impacto humano das políticas públicas de tecnologia. “Dar a oportunidade para uma criança sonhar é a coisa mais importante que podemos fazer. Quando falamos em tecnologia, pensamos em números e dados, mas o mais relevante é o que estamos proporcionando a uma criança que antes não tinha acesso e hoje tem”, disse.

Educação sobre tecnologia, não apenas com tecnologia

Ana Úngari Dal Fabbro defendeu uma mudança de perspectiva: “é preciso ir além da tecnologia como ferramenta de aprendizagem e avançar para a educação sobre tecnologia e inteligência artificial”. Para ela, o objetivo é formar cidadãos criadores de tecnologia — éticos, críticos e criativos —, capazes de lidar com as transformações tecnológicas ao longo do tempo sem perder de vista o que realmente importa.

Aprendizagem é relacional e exige esforço humano

Priscila Cruz trouxe uma reflexão crítica sobre os limites da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. Segundo ela, a crença de que a tecnologia facilita o aprendizado pode ter prejudicado a educação. “Aprendizagem é relacional. Aprendemos nos relacionando com outros humanos. Qualquer atalho que não respeite essa forma como a gente aprende acaba prejudicando o processo educativo”, afirmou.

A especialista também destacou a importância de valorizar o professor como liderança no processo educativo. Para Priscila, aprender exige esforço cognitivo e biológico, e a tecnologia não pode — nem deve — substituir esse papel. 

Marlene Schneider reforçou que acredita na educação pública e privada brasileira. “Os desafios são grandes, mas acredito que vamos alcançar cada vez mais um nível alto de educação para nossos alunos”.

A expectativa é que mais de 47 mil pessoas circulem pela Bett Brasil 2026, que contará com mais de 450 palestrantes e 13 auditórios simultâneos, consolidando à feira como um dos principais pontos de encontro para quem pensa e constrói a educação no país.

A programação segue até o dia 08 de maio, com visitação gratuita e as inscrições podem ser feitas no site oficial do evento. 

Serviço | Bett Brasil 2026

Data: 05 a 08 de maio de 2026
Horário: das 9h às 19h
Local: Expo Center Norte – São Paulo (SP)
Tema: Inteligências Individuais, Coletivas e Artificiais: todas em nós, agora!
Inscrições: Site oficial do evento – Bett Brasil 2026
Mais informações: Clique aqui
Palestrantes confirmados: Clique aquiLink para Credenciamento da Imprensa: Clique aqui

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