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Advogado alerta sobre Reforma Tributária, deixar a adaptação para 2027 pode elevar custos e riscos para empresas do agronegócio

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Revisão de sistemas, contratos e processos fiscais deve entrar no planejamento das empresas ainda em 2026, avalia o advogado Gustavo Maffioletti

Empresas do agronegócio que deixarem para 2027 o início da adaptação à Reforma Tributária podem enfrentar dificuldades para ajustar sistemas, revisar contratos e reorganizar processos fiscais em um período mais curto. Embora a transição para o novo modelo seja gradual, mudanças previstas para janeiro de 2027 exigem planejamento antecipado, especialmente de negócios que dependem de cadeias complexas de fornecedores, comercialização de insumos e escoamento da produção.

Segundo Gustavo Maffioletti, advogado e sócio da Maffioletti & Arndt Advogados, as empresas devem aproveitar os meses restantes de 2026 para mapear suas operações, avaliar os impactos tributários, revisar contratos comerciais e verificar a adequação dos sistemas de gestão e emissão fiscal. “Esperar o início de 2027 para entender como as mudanças afetam a operação pode concentrar decisões importantes em um período curto. A preparação antecipada permite identificar pontos de atenção e organizar as mudanças por prioridade”, afirma.

Entre as medidas recomendadas estão a revisão dos procedimentos fiscais, a realização de simulações sobre custos e fluxo de caixa, a avaliação de cláusulas contratuais relacionadas à tributação e a capacitação das equipes financeira, contábil e comercial. Também é importante conferir o cronograma de implementação das novas regras e dos documentos fiscais eletrônicos, considerando as obrigações específicas de cada atividade.

A adaptação exige atenção às particularidades de cada negócio, já que produtores rurais, cooperativas, revendas de insumos e agroindústrias podem estar sujeitos a regras e impactos distintos. “Não existe um único roteiro de adaptação para todo o agronegócio. O primeiro passo é compreender o enquadramento tributário e as características de cada operação para definir as medidas necessárias e evitar que ajustes importantes sejam deixados para a última hora”, conclui o advogado.

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