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Agrotalk Business reúne decisores do agronegócio para debater os impactos da Rota Bioceânica

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Painel com representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile discutiu os efeitos do novo corredor logístico sobre exportações, investimentos e diversificação de mercados; evento ocorreu no Hangar Fontoura, em Ribeirão Preto

O Agrotalk Business concentrou, na noite de ontem (15), cerca de 150 executivos, produtores, autoridades e investidores, decisores estratégicos do agronegócio brasileiro, para debater os impactos da Rota Bioceânica, o corredor rodoviário de mais de 3 mil quilômetros que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico e promete reduzir de 14 a 20 dias o prazo de entrega de produtos brasileiros à Ásia. O evento, realizado no Hangar Fontoura, em Ribeirão Preto, trouxe representantes do Brasil, China, Coreia do Sul, Paraguai e Chile em um painel de alto nível para aprofundar o debate sobre um tema que deve redesenhar a rotina logística de milhares de empreendedores do setor.

A abertura ficou por conta de Aryane Garcia, presidente do Agrotalk Meeting e CEO da AGX Estratégias de Comunicação, realizadora do evento, que apresentou aos convidados a proposta do encontro: conectar o agronegócio nacional e mostrar, na prática, as oportunidades de negócio que a nova rota abre. A mediação do painel coube a Roberto Fava Scare, sócio-fundador da Harven Agribusiness School e da Markestrat Agribusiness, referência em ensino e consultoria voltados ao agronegócio, que conduziu as discussões entre os painelistas internacionais.

O painel foi aberto com a participação remota de João Carlos Parkinson de Castro, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores e coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos, que apresentou o funcionamento e o status atual da obra, incluindo a conexão das extremidades da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, já concluída, e o início das obras de acesso no Brasil previsto para 2027.

O mundo ao redor da Bioceânica

Do lado brasileiro, Hugo Cagno Filho, diretor-executivo da Usina Vertente/Tereos e presidente da UDOP — União Nacional da Bioenergia, destacou a importância da abertura comercial promovida pelo evento: “Quanto mais abertos a discussões nós estivermos, mais desenvolvimento teremos. Esses eventos são muito bons para podermos falar para o mundo e com o mundo”.

Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), trouxe o histórico e o volume dos investimentos chineses em curso: “Em 74 a China era 5 vezes mais pobre que o Brasil, agora é 10 vezes mais próspera e quero que o brasileiro siga esse caminho de evolução. Estamos trazendo cinco grandes projetos industriais para o Brasil, além de fundos chineses para o mercado brasileiro, porque os fundos chineses querem investir mais no Brasil”.

Su Jung Ko, consultora do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, reforçou o potencial da rota para além da pauta comercial: “A cultura coreana aproximou o brasileiro do nosso país. Por que não aproveitamos isso para intensificar negociações e falar sobre o que podemos entregar? O agronegócio não é só commodities, é tecnologia, é componentes, a Bioceânica é para pensar grande e ficar informado”.

Selma Nunes, presidente da Câmara de Comércio Chile-Brasil, falou sobre as vantagens comparativas do país vizinho: “Chile tem segurança jurídica e um sistema tributário diferente do Brasil, nossos produtos são excepcionais e já temos uma grande participação no mercado brasileiro, com salmão, vinho e frutas. O Chile com rota será ainda mais importante, um ponto logístico de muita relevância para o mercado”.

Próximo ao encerramento do painel, uma nova participação remota trouxe a perspectiva regional: Jaime Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), detalhou os benefícios da Rota Bioceânica para o estado, por onde o corredor vai passar. Verruck destacou o empenho do governo sul-mato-grossense na entrega da estrutura do projeto e orientou os presentes sobre o desenvolvimento econômico e a valorização que a rota deve trazer às terras do estado.

Grandes personalidades e experiência exclusiva

Encerrando as falas, o empresário Maurílio Biagi Filho discursou reforçando a força da união entre o agronegócio e outros setores da economia, e destacou a relevância de iniciativas como o Agrotalk Business, que reúnem grandes personalidades para debater, de forma exclusiva, temas que impactam diretamente a economia do país. Ao final da fala, Aryane Garcia agradeceu a presença dos convidados e deu início ao show sertanejo que encerrou a noite.

Além do conteúdo do painel, o Agrotalk Business também se destacou pela experiência oferecida aos convidados: um cardápio de alta gastronomia e uma coquetelaria autoral acompanharam toda a noite, em sintonia com a sofisticação do espaço escolhido para sediar o evento. O Hangar Fontoura, com sua estrutura vinda da aviação civil, emprestou um elemento único e inusitado à noite, reforçando o caráter exclusivo de um evento que uniu, em um só ambiente, alta gastronomia, negócios internacionais e um tema decisivo para o futuro logístico do agronegócio brasileiro.

“Reunir tomadores de decisão e diferentes perspectivas sobre os desafios e as transformações do agronegócio está no centro da proposta do Agrotalk Business. A Rota Bioceânica foi o ponto de partida para uma discussão que se ampliou para temas como comércio, energia, tecnologia, investimentos e integração internacional. Queremos seguir fortalecendo esse espaço de diálogo e conexão estratégica no agronegócio”, finaliza Aryane Garcia.

O evento contou ainda com a parceria da Secretaria de Turismo e Viagens do Governo do Estado de São Paulo, que levou ao Agrotalk Business uma seleção de produtores regionais para apresentar seus produtos aos convidados: Cachaça Barra Grande, Casa Veronezi, Farofa Cunha’s, Ferrão Apicultor, Luvita Chocolates, Paulinho Doces Caseiros e Salumeria Cassas, valorizando a força e a diversidade do campo paulista.

Patrocínio e apoio

A realização do Agrotalk Business foi possível graças aos patrocinadores e apoiadores: BYD Aliança, Cyrela, Sicredi e Usina Vertente; Ademicon — Unidade Faria Lima, Beni, Champagne Perrier-Jouët, Da Porteira Para o Mundo, Dom Tapparo Engenho, Fig Cool Leather, Fontes Verdes, Grupo Colorado, Hangar Fontoura, IRMEN SANY, Le Privilége Araucária, Lima Bravo Aircraft, Los Primos Western, Monin, Royal Salute, Santa Rita e SBT RP.

O evento contou com os apoiadores institucionais: Aprosoja Brasil, Brazil Korea Conference, Câmara Brasil-China, Câmara Chileno-Brasileira de Comércio, Governo do Estado de São Paulo, Sindicato Rural de Araraquara, Tereos e UDOP — União Nacional da Bioenergia.

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