
Com aumento generalizado de IOF sobre remessas e investimentos, estratégia de Covered Call com ETFs nos EUA ganha força entre brasileiros que buscam previsibilidade fiscal e geração de caixa em moeda forte
Com o aumento do IOF sobre remessas internacionais e outras operações financeiras, investidores brasileiros têm intensificado a procura por alternativas que ofereçam maior previsibilidade fiscal e proteção patrimonial. A decisão do governo federal de elevar a alíquota do IOF, inicialmente de 0,38% para 3,5%, depois ajustada para 1,1%, rompeu com o cronograma que previa a extinção gradual do imposto até 2029 e acendeu um sinal de alerta no mercado. Para Fábio Murad, criador do Super ETF, o cenário atual é sintoma de um Estado que gasta mal e repassa a conta ao contribuinte. “A resposta não é aceitar calado, mas proteger o capital com estratégia”, afirma.
Além do impacto nas remessas, as novas medidas incluem aumento do IOF em previdência privada, crédito empresarial e financiamentos a pequenos negócios. A tributação para aportes em VGBL acima de R$ 50 mil, por exemplo, passou de isenta para 5%, enquanto empresas do Simples Nacional viram a taxa subir de 0,88% para 1,95% ao ano. O efeito combinado dessas mudanças intensificou a busca por diversificação internacional e estratégias capazes de gerar fluxo de caixa real em moeda forte, independentemente das flutuações do ambiente político e fiscal brasileiro.
Nesse contexto, cresce o interesse pela técnica conhecida como Covered Call com ETFs negociados nos Estados Unidos. A estratégia consiste em adquirir fundos de índice (como SPY, QQQ, VT e GLD) e vender opções de compra sobre esses ativos, gerando renda mensal sem precisar vender a posição principal. Trata-se de uma prática comum entre grandes fundos americanos e que vem ganhando espaço entre brasileiros que desejam viver de renda passiva em dólar, com risco controlado, operações replicáveis e liquidez internacional.
O Super ETF, programa de formação criado por Fábio Murad, reúne esse conhecimento de forma estruturada e prática, ensinando desde a abertura de contas em corretoras internacionais até a escolha dos melhores ETFs e a execução de operações com opções. Além de focar nas bolsas americanas, o programa também oferece adaptações para quem prefere operar ETFs na B3. No entanto, Murad defende que o real diferencial está nos ativos globais, que apresentam alta liquidez, menor custo de administração e acesso a economias mais sólidas. “Não se trata apenas de fugir da alta do IOF, mas de construir uma fonte de renda em moeda forte, independente do que acontece em Brasília”, complementa.








