Finanças

Alta do IOF penaliza investidores e reforça necessidade de renda passiva em dólar

2 Mins read
Murad - Crédito da foto: Divulgação
Murad – Crédito da foto: Divulgação

Com aumento generalizado de IOF sobre remessas e investimentos, estratégia de Covered Call com ETFs nos EUA ganha força entre brasileiros que buscam previsibilidade fiscal e geração de caixa em moeda forte

       Com o aumento do IOF sobre remessas internacionais e outras operações financeiras, investidores brasileiros têm intensificado a procura por alternativas que ofereçam maior previsibilidade fiscal e proteção patrimonial. A decisão do governo federal de elevar a alíquota do IOF, inicialmente de 0,38% para 3,5%, depois ajustada para 1,1%, rompeu com o cronograma que previa a extinção gradual do imposto até 2029 e acendeu um sinal de alerta no mercado. Para Fábio Murad, criador do Super ETF, o cenário atual é sintoma de um Estado que gasta mal e repassa a conta ao contribuinte. “A resposta não é aceitar calado, mas proteger o capital com estratégia”, afirma.

       Além do impacto nas remessas, as novas medidas incluem aumento do IOF em previdência privada, crédito empresarial e financiamentos a pequenos negócios. A tributação para aportes em VGBL acima de R$ 50 mil, por exemplo, passou de isenta para 5%, enquanto empresas do Simples Nacional viram a taxa subir de 0,88% para 1,95% ao ano. O efeito combinado dessas mudanças intensificou a busca por diversificação internacional e estratégias capazes de gerar fluxo de caixa real em moeda forte, independentemente das flutuações do ambiente político e fiscal brasileiro.

       Nesse contexto, cresce o interesse pela técnica conhecida como Covered Call com ETFs negociados nos Estados Unidos. A estratégia consiste em adquirir fundos de índice (como SPY, QQQ, VT e GLD) e vender opções de compra sobre esses ativos, gerando renda mensal sem precisar vender a posição principal. Trata-se de uma prática comum entre grandes fundos americanos e que vem ganhando espaço entre brasileiros que desejam viver de renda passiva em dólar, com risco controlado, operações replicáveis e liquidez internacional.

       O Super ETF, programa de formação criado por Fábio Murad, reúne esse conhecimento de forma estruturada e prática, ensinando desde a abertura de contas em corretoras internacionais até a escolha dos melhores ETFs e a execução de operações com opções. Além de focar nas bolsas americanas, o programa também oferece adaptações para quem prefere operar ETFs na B3. No entanto, Murad defende que o real diferencial está nos ativos globais, que apresentam alta liquidez, menor custo de administração e acesso a economias mais sólidas. “Não se trata apenas de fugir da alta do IOF, mas de construir uma fonte de renda em moeda forte, independente do que acontece em Brasília”, complementa.

Related posts
Finanças

Projetando superar R$ 1 bilhão em ativos, Beacon debate patrimônio e vida financeira de founders na SP Tech Week

2 Mins read
Atendendo fundadores de empresas como Tempest, Flash, Uber e QuintoAndar, family office promove encontros sobre patrimônio, liquidez e transição pós-negócio. Em um…
FinançasGestão Publica

Dólar a R$ 6 e juros a 18%: mercado teme nova crise fiscal em 2027

2 Mins read
Para o economista Charles Mendlowicz, falta de compromisso com o controle da dívida pública amplia volatilidade, pressiona o câmbio e força Faria…
FinançasInformações

Famílias adiam o preparo dos herdeiros e colocam o patrimônio em risco

2 Mins read
Por Daniel Mazza, Sócio Fundador da MZM Wealth* A maioria das famílias faz a pergunta errada quando pensa na próxima geração. Em…