Imóveis

Argentinos lideram compra estrangeira de imóveis em Balneário Camboriú

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Em meio ao metro quadrado mais caro do Brasil, Balneário Camboriú atrai compradores internacionais que buscam imóveis de alto padrão como patrimônio, segunda residência e reserva de valor.

mercado imobiliário de Balneário Camboriú entrou em uma fase de maior internacionalização em um momento em que a cidade já ocupa o topo dos preços residenciais no país. Em dezembro de 2025, o município registrou o metro quadrado mais caro entre as 56 localidades monitoradas pelo Índice FipeZAP, com preço médio de R$ 14.906 por metro quadrado, acima de São Paulo, com R$ 11.900, Rio de Janeiro, com R$ 10.830, e Florianópolis, com R$ 12.773. No mesmo levantamento, Santa Catarina concentrou parte relevante das cidades mais valorizadas do Brasil, com Itapema em R$ 14.843 por metro quadrado e Itajaí em R$ 12.848, reforçando a força do litoral catarinense. Esse movimento combina oferta limitada de áreas nobres, verticalização de alto padrão, busca por ativos reais, segurança patrimonial e maior liquidez em regiões turísticas consolidadas. Em 2025, os imóveis residenciais no Brasil subiram 6,52%, a 2ª maior alta dos últimos 11 anos, o que ajuda a explicar por que cidades com forte apelo de valorização passaram a atrair não apenas compradores locais e nacionais, mas também investidores internacionais em busca de diversificação geográfica e reserva de valor.

       É nesse contexto que um estudo interno da Alumbra Empreendimentos Design mostra um dado que ajuda a dimensionar a entrada de capital estrangeiro no padrão de Balneário Camboriú. Segundo a incorporadora, 21% dos compradores de seus imóveis são estrangeiros, o equivalente a aproximadamente 1 em cada 5 clientes. Ao todo, 52 apartamentos foram vendidos para compradores internacionais, com presença de clientes da Argentina, Europa, Estados Unidos e Ásia. “Esse dado mostra que o estrangeiro deixou de aparecer como caso isolado e passou a representar uma fatia concreta da demanda por imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú.”, afirma Alex Sales, Fundador da Alumbra Empreendimentos Design Considerando que as 52 unidades representam 21% da base analisada, o universo total estimado do levantamento é de cerca de 248 compradores ou unidades vendidas, com aproximadamente 196 unidades destinadas a compradores brasileiros, caso o cálculo tenha sido feito sobre apartamentos comercializados. O dado é relevante porque tira a discussão do campo da percepção e mostra, em número fechado, que o estrangeiro já não aparece apenas em compras isoladas ou negociações pontuais. Ele passou a ocupar uma fatia concreta da demanda nos empreendimentos da Alumbra, em uma cidade que se tornou referência nacional em imóveis de alto valor agregado e que começa a competir também pela atenção de compradores globais.

       A leitura que sustenta a pauta é que Balneário Camboriú passou a ser vista por parte desses compradores como mais do que um destino de praia. Para estrangeiros, especialmente argentinos, europeus, americanos e asiáticos, a cidade reúne atributos que costumam pesar na decisão de compra internacional, como infraestrutura urbanasegurança, padrão construtivo elevado, liquidez, vida litorânea e potencial de valorização em uma moeda ainda mais acessível para quem compra com dólar ou euro. “O comprador internacional compara Balneário Camboriú com outros mercados globais e busca arquitetura, vista, privacidade, segurança jurídica e capacidade de revenda.”, afirma Sales. A entrada desse público também muda a dinâmica dos empreendimentos de alto padrão, porque aumenta a disputa por unidades mais qualificadas, como apartamentos maiores, andares altos, plantas com vista privilegiada e projetos com diferenciais arquitetônicos. Para a Alumbra Empreendimentos Design, o avanço dos compradores internacionais mostra uma nova etapa do mercado local, na qual o imóvel deixa de ser apenas moradia, veraneio ou investimento regional e passa a integrar uma estratégia patrimonial mais ampla. Com 52 apartamentos vendidos para estrangeiros e 21% da base formada por compradores de fora do Brasil, a incorporadora passa a ter um recorte próprio para discutir a internacionalização do mercado imobiliário catarinense com números, origem dos compradores e impacto direto sobre o segmento premium.

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