Negócios

Argo transaciona 6 bilhões em reservas e destaca desafio que afeta a gestão de viagens de 88% das multinacionais

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Estudo da GBTA revela que apenas 12% das empresas globais conseguem consolidar dados de viagens em uma única fonte. Para a Argo Solutions, o relatório evidencia um desafio: integrar informações para apoiar decisões de negócio

O avanço das plataformas digitais tornou a gestão de viagens corporativas uma atividade baseada em dados, mas a consolidação das informações transacionadas permanece distante da realidade da maior parte das empresas. O levantamento da Global Business Travel Association (GBTA) revela que apenas 12% das multinacionais do segmento conseguem acessar dados de seus programas de viagens a partir de uma única fonte. Entre as demais organizações, a construção de indicadores depende da combinação de diferentes sistemas, plataformas, fornecedores e relatórios, dificultando uma visão integrada da operação.

A pesquisa aponta que 92% das empresas já utilizam ferramentas de reservas online, 74% operam ferramentas de gerenciamento de despesas e 63% dos gestores acreditam que a falta de relatórios consolidados entre as regiões é um dos principais desafios da administração global de viagens.

Para Artur Boschi, Head de Produtos da Argo Solutions, esses indicadores mostram que a transformação digital entrou em uma nova etapa. “Nos últimos anos, as empresas investiram fortemente na digitalização das operações e os ganhos foram importantes. Hoje, quem consegue integrar essas informações toma decisões melhores. Enquanto esses dados permanecerem isolados, parte do valor gerado pela digitalização continuará sendo perdida.”

O custo da fragmentação de sistemas

O estudo da GBTA ajuda na dimensão da complexidade do processo, uma vez que empresas multinacionais operam, em média, 5 ambientes distintos de reservas e outros 5 sistemas ligados à gestão de despesas corporativas. Ferramentas de relatórios, acompanhamento de viajantes, auditoria tarifária e gestão de contratos ampliam ainda mais o volume de dados gerados diariamente.

A consequência desse volume e da fragmentação dos sistemas é a dificuldade de consolidar informações e gerar análises consistentes. Embora as plataformas de reservas estejam amplamente disseminadas, apenas 68% das empresas afirmam direcionar esses dados para ambientes centralizados de análise. Em ferramentas de gestão de viajantes o índice recua para 32%, enquanto nas plataformas de benchmarking de terceiros chega a 26%.

Existe uma diferença importante entre registrar uma transação e compreender a operação como um todo, ressalta Artur Boschi. O executivo destaca que empresas que conseguem reunir informações de reservas, despesas e fornecedores em uma visão consistente têm mais condições de acompanhar resultados, identificar padrões de comportamento e sustentar processos de negociação. 

Eficiência e o futuro da gestão

Em um momento de expansão do mercado de viagens corporativas e de crescente pressão por eficiência operacional, a Argo Solutions movimenta aproximadamente R$ 6 bilhões por ano em reservas corporativas no Brasil e na América Latina, realizadas integralmente por meio digital. A companhia observa que a discussão sobre gestão de viagens passou a englobar temas relacionados à qualidade e à consistência das informações produzidas no decorrer da jornada corporativa. 

“A maturidade da gestão passa menos pela adoção de novas ferramentas isoladas e mais pela capacidade de conectar informações ao longo de toda a jornada, transformando dados dispersos em informações comparáveis, auditáveis e úteis para a tomada de decisão. Em um mercado que, de acordo com a previsão da GBTA, poderá movimentar mais de US$ 2 trilhões até 2029, a qualidade dos dados passa a influenciar não apenas o controle de despesas, mas também a forma que as empresas planejam investimentos, negociam contratos e medem resultados”, finaliza. 

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