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Arthur De Santis publica livro para estruturar áreas de TI e fortalecer transformação digital nas empresas

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“CIO Codex – The IT Framework” aborda os pilares necessários para uma TI mais eficiente e inovadora, transformando a tecnologia em valor

O livro “CIO Codex – The IT Framework – A Jornada de um framework de tecnologia e seu criador”, que visa ajudar a organizar e estruturar uma área de tecnologia nas empresas, surgiu quando seu autor, o profissional de tecnologia da informação (TI), Arthur De Santis, estava em transição de carreira, e já teve o seu primeiro lote de vendas esgotado na Amazon.

Executivo com mais de 20 anos de atuação na indústria de serviços financeiros, liderando equipes ao longo de toda a cadeia de valor de TI, De Santis aproveitou o tempo livre que teve para organizar suas ideias e conhecimentos sobre os principais assuntos de tecnologia. Mas a iniciativa, que surgiu de maneira despretensiosa, como mera estrutura de pastas com arquivos interessantes, foi ganhando corpo até que levou o executivo a criar um framework próprio para organizar uma área de tecnologia pronta para a era digital, o que acabou se desdobrando não apenas no framework, mas também em um livro, agora em sua segunda edição, e um portal na internet (www.ciocodex.com).

Embora seja uma obra majoritariamente técnica, dedicada a profissionais da área de tecnologia, o autor decidiu compartilhar sua trajetória de vida na parte inicial do livro. A ideia surgiu enquanto difundia informações e ensinamentos em suas redes sociais. “Por conta de tantas histórias sendo relembradas, estruturadas e escritas, veio um daqueles momentos de ‘Eureka’ da vida: e se eu colocasse todo esse conteúdo que já vinha compartilhando em posts aleatórios em uma visão mais coesa e estruturada?”, relembra. Segundo De Santis, mais do que apresentar sua biografia, ele pretende mostrar ao leitor como as experiências da vida real fundamentaram sua base conceitual.

No relato de sua saga, o autor destaca, inicialmente, sua ascendência italiana, a infância passada na Vila Maria, Zona Norte da cidade de São Paulo, e seus passatempos musicais (é fã de heavy metal) e esportivos (adora correr). Ao abordar sua vida profissional, De Santis dá grande ênfase à sua formação como Técnico em Plásticos pelo Senai, profissão que exerceu por alguns anos, até que sua paixão pela informática se materializasse em âmbito profissional após cursar TI na Fatec. O executivo descreve ainda suas várias experiências profissionais, desde o trabalho como estagiário em uma pequena software house nacional, passando por uma grande consultoria americana, um grande banco internacional, uma grande seguradora europeia, chegando aos dias atuais, como  diretor em algumas das maiores gigantes globais da tecnologia.

A primeira parte também aborda os elementos da catarse pessoal que motivaram De Santis a publicar o livro. São eles: investir tempo no que realmente importa; abraçar o lifelong learning; recapitular livros marcantes; organizar ideias e compartilhar conhecimento; e reconectar-se com o mercado. Por fim, ainda sobrou tempo para o especialista em TI oferecer conselhos no âmbito profissional e no âmbito pessoal, com o intuito de que eles possam “iluminar o caminho para aqueles que buscam crescimento e sucesso em suas carreiras” e “servir de guia e inspiração para outros em suas jornadas de vida”.

O “porquê”, o “como” e o “o quê” da TI

A segunda parte do livro apresenta o CIO Codex IT Framework propriamente dito: um modelo estratégico minuciosamente preparado para a operacionalização prática por parte de profissionais, equipes, áreas, empresas ou mesmo ecossistemas. O autor explica que, para melhor compreensão do conteúdo, esse trecho da obra foi dividido em três grandes partes fundamentais, inspirado no modelo Golden Circle.

Assim, diz De Santis, a primeira parte é dedicada ao Porquê e investiga a razão de ser da TI, enfatizando seu papel indispensável como motor de inovação e transformação digital. A segunda parte, por sua vez, se debruça sobre o Como e explora temas, tendências e práticas que capacitam a TI a atingir a excelência operacional e estratégica. A terceira parte, por fim, foca no O quê, descrevendo os ativos e competências que a TI deve possuir para estar apta a enfrentar os desafios do presente e do futuro. “Essa separação serve de alicerce para a estrutura do framework, que se propõe a navegar pelas complexidades da TI com uma abordagem holística e estratégica”, ressalta.

A importância estratégica da TI para as empresas

Para explicar por que a área de TI é fundamental para as organizações, o executivo contextualiza melhor o assunto, analisando o conceito do que é uma empresa, quais são seus ativos e competências e a forma como é usualmente organizada. Aqui, o autor destaca um elemento essencial para uma empresa, a saber: seus aspectos intangíveis (propósito, visão, cultura e valores).

Posteriormente, o autor explora detalhadamente a área de tecnologia da informação. Caracterizada pela criação, gestão e uso de sistemas computacionais, softwares e redes para o processamento, armazenamento e transmissão de dados, a área de TI, destaca De Santis, não é um fim em si, mas um meio para se alcançar os objetivos da organização. Essa parte aborda como se organiza um departamento de TI, por meio de subáreas interconectadas, entre as quais: Arquitetura & Visão Tecnológica; Engenharia & Desenvolvimento de Soluções; e Governança & Transformação de TI. O autor trata ainda do papel do Chief Information Officer (CIO) para estrutura organizacional moderna, apresentando distintos perfis, tais como: inovador, arquiteto e orquestrador.

A agenda de uma TI de sucesso

Na parte do “Como”, o autor apresenta a agenda, que deve sintetizar e estruturar temas atuais do setor, a fim de permitir ao CIO uma visão panorâmica e integrada dos componentes que moldam uma TI bem-sucedida. Tal estrutura, esclarece o executivo, é dividida em quatro camadas, sendo a primeira dedicada aos aspectos intangíveis de uma TI: os valores, a cultura, os comportamentos e a marca. “Essa camada é o núcleo do framework e está relacionada com a percepção e a influência que a TI exerce tanto internamente quanto no mercado”, diz. A segunda camada, explica De Santis, é a organizacional, que conecta os intangíveis à realidade prática do dia a dia da empresa. “Ela contempla tendências como: business innovation (inovação do negócio), business alignment (alinhamento com o negócio) e business agility (agilidade do negócio)”, diz.

A terceira camada é a new tech: tecnologias emergentes e disruptivas que toda a TI deve adotar, entre as quais: artificial intelligence & machine learning; data & analytics; blockchain; e cloud computing. A quarta e última camada diz respeito aos aceleradores, uma série de mecanismos e práticas que aumentam a capacidade da TI de responder às demandas e executar sua estratégia. “Inclui a adoção de frameworks, padrões e metodologias reconhecidos, a integração em ecossistemas tech-driven, a colaboração com firmas de consultoria e pesquisa em tecnologia, além da implementação de soluções SaaS e soluções de mercado com foco no time-to-market”, afirma o autor.

Ativos e competências necessários

Na parte do “O quê”, o executivo se debruça sobre os ativos e competências necessários para uma área de tecnologia que almeja excelência operacional, inovação e alavancagem estratégica. Os ativos, explica o autor, são todos os elementos que constituem a infraestrutura operacional e estratégica da área de TI. Eles são divididos em tangíveis: hardware, dispositivos físicos, infraestrutura de rede e componentes de data center, e intangíveis: cultura, comportamentos e o próprio branding de tecnologia.

Sobre as competências de TI (conjuntos de capabilities que alicerçam a estratégia, a operação e a inovação técnica), o autor as divide em sete camadas interconectadas, cada uma abordando um aspecto fundamental da área, desde a relação com o negócio até a transformação tecnológica. São elas: parceria com o negócio; visão tecnológica; engenharia de solução; exploração de novas tecnologias; excelência em serviços; cibersegurança e transformação da TI.

Esta parte final é composta ainda por um modelo de referência de TI, no qual o autor explora as 120 capabilities apresentadas nas sete camadas do capítulo anterior, fornece orientações sobre como planejar e executar a implementação das competências, traz as melhores práticas na aplicação dessas habilidades, com base em benchmark de mercado e estudos de caso, e explora os desafios típicos enfrentados pelas organizações, além de tendências para o futuro, destacando todo o universo de conteúdo complementar disponível no portal on-line (equivalente a mais de 10 mil páginas no “formato livro”).

O livro traz, na sua segunda edição, por fim, um capítulo que propõe a ativação do que foi aprendido até então pelo leitor. “Por mais completo que seja, a existência de um framework não garante por si só a transformação individual de uma área e de uma organização ou mesmo de um ecossistema. Esta seção traz um componente que converte o conhecimento em ação estruturada para as pessoas, departamentos, empresas e ecossistemas”, diz De Santis. De acordo com o autor, ao unir estrutura e direção, visão e execução, conhecimento e ação, o CIO Codex Framework cumpre seu propósito mais nobre: apoiar a evolução dos profissionais de tecnologia, além de fortalecer a maturidade das organizações e ecossistemas, de forma a ampliar o impacto positivo da TI sobre os resultados globais, transformando a tecnologia em valor.

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