Colaboração entre as empresas envolve desenvolvimento e implementação de tecnologias voltadas à privacidade, identidade digital e proteção contra golpes online
Desenvolver mecanismos de autenticação mais seguros, reduzir fraudes digitais e preparar empresas para um futuro sem senhas são alguns dos objetivos da colaboração entre o authcube e o Google. Desde 2023, as empresas trabalham em conjunto no desenvolvimento e implementação de protocolos voltados à proteção da identidade digital, privacidade dos usuários e modernização das jornadas de acesso em ambientes online.
A iniciativa conecta especialistas do authcube aos times de engenharia do Google responsáveis por projetos ligados ao Privacy Sandbox e à evolução dos padrões de autenticação na web. A colaboração já resultou na implementação e disseminação de tecnologias que buscam tornar os acessos digitais mais seguros, eficientes e menos dependentes de modelos tradicionais baseados em senhas e cookies de terceiros.
Entre os destaques está o Passkeys, protocolo de autenticação sem senha baseado em credenciais criptográficas vinculadas ao dispositivo do usuário. A tecnologia elimina a necessidade de criar e memorizar senhas, reduzindo significativamente riscos relacionados a phishing, roubo de credenciais e vazamentos de dados, ao mesmo tempo em que simplifica a experiência de login.
“Os ataques digitais evoluem constantemente e exigem mecanismos de autenticação capazes de aumentar a segurança sem gerar fricção para o usuário. Nossa colaboração com o Google tem justamente esse objetivo: acelerar a adoção de protocolos mais modernos, fortalecer a proteção das identidades digitais e contribuir para a construção de experiências online mais seguras e intuitivas”, afirma Fernando Oliveira, fundador e CTO do authcube.
Outro avanço da parceria envolve o FedCM (Federated Credential Management), protocolo voltado ao gerenciamento federado de credenciais. A tecnologia permite experiências semelhantes ao tradicional login social, mas sem depender de cookies de terceiros ou de redirecionamentos que impactam a privacidade dos usuários. O modelo busca equilibrar conveniência, segurança e conformidade com as novas exigências do ecossistema digital.
As empresas também colaboram no desenvolvimento de soluções ligadas ao Private State Tokens (PST), tecnologia criada para identificar sinais de autenticidade e distinguir usuários legítimos de atividades automatizadas sem a necessidade de rastreamento individualizado. O protocolo fortalece mecanismos de prevenção a fraudes, bots e abusos digitais, preservando a privacidade dos consumidores.
Segundo Fernando Oliveira, a colaboração tem contribuído para aproximar os desafios enfrentados pelo mercado brasileiro das discussões globais sobre identidade digital e combate a fraudes. “O Brasil está entre os países mais impactados por golpes online e ataques de engenharia social. Participar da construção desses protocolos permite levar ao debate desafios reais enfrentados por empresas locais e acelerar a adoção de tecnologias que aumentem a proteção dos usuários”, afirma.
Com mais de 180 milhões de identidades protegidas por sua plataforma, o authcube acredita que a evolução de padrões abertos de autenticação será fundamental para ampliar a segurança digital nos próximos anos. A expectativa é que tecnologias como Passkeys, FedCM e Private State Tokens ganhem espaço em setores como serviços financeiros, e-commerce, seguros e plataformas corporativas, contribuindo para reduzir fraudes e melhorar a experiência dos usuários em escala.








