Imóveis

Bairro planejado no Paraná integra Viveiro de Mudas Nativo e Gestão Hídrica Circular para promover Urbanismo Regenerativo

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Com selo LEED Gold, a Cidade dos Lagos (Guarapuava) atua na recuperação do bioma local e estabelece metas de 30m² de área verde por habitante, unindo preservação ambiental e desenvolvimento econômico

A Cidade dos Lagos, primeira Smart City com certificação LEED Gold do Brasil, está elevando o padrão das práticas de ESG no setor imobiliário nacional através de um modelo de urbanismo regenerativo. O projeto, localizado no centro do Paraná, destaca-se pela operação de um viveiro de mudas próprio, dedicado à preservação de espécies nativas e à restauração de matas ciliares, indo além do conceito tradicional de paisagismo urbano.

O viveiro mantém um banco genético que varia entre 200 e 300 espécies de plantas, com foco primordial no bioma da região. Até ao momento, a iniciativa já viabilizou o plantio de mais de 3.500 mudas em áreas de reserva e trilhas ecológicas, funcionando como uma extensão estratégica do Parque Municipal Natural das Araucárias.

Eixo Ambiental: Circularidade e Biodiversidade 

Para garantir a resiliência climática do bairro, a gestão ambiental inclui um sistema robusto de circularidade hídrica. A manutenção das áreas verdes e do viveiro é suportada por reservatórios de 50 mil litros que captam água pluvial, além de poços artesianos próprios, mitigando o impacto sobre a rede pública de abastecimento.

“O nosso compromisso ambiental é estruturante. O viveiro nasceu para garantir que o crescimento urbano da Cidade dos Lagos não apenas preserve, mas regenere o ecossistema. Produzimos mudas para o nosso reflorestamento e para doação a entidades e escolas, criando uma consciência ecológica que transborda os limites do bairro”, afirma Agenor Antonelli, responsável pelo viveiro.

O componente social do ESG (Environmental, Social and Governance) reflete-se na democratização do acesso às áreas verdes e na geração de valor para a comunidade de Guarapuava. O projeto prevê, após a sua expansão total (atualmente o projeto está na sua segunda fase), uma área de 30m² de vegetação por habitante – um índice que é quase o triplo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “E esse número pode ser ampliado, em futuras expansões da Cidade dos Lagos”, ressalta Antonelli.

Além disso, o bairro atua como um hub de saúde e educação, abrigando hospitais, Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec) e universidades, gerando mais de 4.500 empregos diretos e indiretos e fomentando a economia regional através de práticas de governança transparente e colaborativa.

A solidez da governança ambiental e urbana da Cidade dos Lagos tem atraído investidores que buscam ativos resilientes. A estratégia de longo prazo (iniciada em 2016) resultou numa valorização de 22% no valor do metro quadrado nos últimos dois anos, comprovando que a aderência rigorosa aos critérios ESG é um diferencial de rentabilidade e perenidade no mercado imobiliário.

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