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Banco Master: onde investir R$ 250 mil após ressarcimento do FGC

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Especialista indica os melhores ativos para reinvestir com segurança, liquidez e proteção contra a inflação

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou nesta semana o pagamento das garantias aos investidores que tinham aplicações no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após indícios de irregularidades e crise de liquidez. Aproximadamente 800 mil credores têm direito ao ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e cerca de 600 mil pedidos de ressarcimento já foram registrados, com cerca de 400 mil concluídos e na fila para recebimento dos valores garantidos até o momento.

Com a entrada desses recursos de volta na carteira, é necessário uma estratégia bem estruturada, especialmente em um cenário de juros ainda elevados e com expectativa de queda gradual da taxa Selic ao longo de 2026.

Alternativas em Renda Fixa 

Após a liberação, a XP Investimentos anunciou um CDB voltado especialmente para o reinvestimento dos valores liberado pelo Fundo Garantidor, com uma taxa bastante atrativa para um perfil consevador e buscando manter o dinheiro em um ativo de baixo risco. 

Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos, avalia esse ativo como uma boa opção e sugere outros cenários. “O CDB prefixado da XP com taxa em torno de 15,2% ao ano, por alguns meses, é bastante atrativo no cenário atual. Além disso, há fundos de renda fixa que rendem entre 93% e 96% do CDI e que são isentos de Imposto de Renda”, avalia. 

Além disso, o investidor também pode considerar títulos públicos atrelados à Selic, que segue em patamar elevado, ou até mesmo papéis indexados à inflação. “Com a recente abertura da curva de juros, já é possível encontrar títulos com vencimento em 2030 pagando IPCA mais 7,5% ou até próximo de 8%, o que representa uma boa oportunidade para quem busca proteção real e previsibilidade”, completa. 

Diversificação como resposta a um mercado mais cauteloso

Apesar das oportunidades, é importante variar a carteira mesmo em perfis conservadores. “Vale lembrar que CDB é um produto de perfil conservador, mas ainda assim exige diversificação. A recomendação é não concentrar mais do que 10% da carteira em um único emissor. Dessa forma, o investidor reduz o impacto de eventuais problemas de liquidez ou atrasos no ressarcimento”, orienta. 

Impacto no mercado

O episódio do Banco Master deve influenciar a forma como investidores avaliam ofertas de rentabilidade superior à média de mercado, além de colocar em debate possíveis revisões nas regras do FGC. 

“De forma geral, o mercado tende a tirar lições desses episódios recentes. É possível que o próprio FGC revise regras no futuro, e, sem dúvida, o investidor de varejo tende a ficar mais atento e criterioso ao aplicar em CDBs de instituições menores. Mesmo com a garantia do fundo, existem riscos relacionados a prazo e liquidez que precisam ser considerados na alocação”, conclui Cunha.

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