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Brasil está entre os 8 países do mundo com maior conhecimento sobre cibersegurança e privacidade online 

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Pesquisa da NordVPN mostra que brasileiros dominam práticas tradicionais, como criação de senhas fortes, mas ainda encontram dificuldades para identificar deepfakes, golpes com IA e ferramentas de proteção de dados 

Brasil está entre os 8 países do mundo com maior conhecimento sobre cibersegurança e privacidade online 

Pesquisa da NordVPN mostra que brasileiros dominam práticas tradicionais, como criação de senhas fortes, mas ainda encontram dificuldades para identificar deepfakes, golpes com IA e ferramentas de proteção de dados 

O Brasil ocupa a 8ª posição mundial em conhecimento sobre cibersegurança e privacidade online, de acordo com a edição de 2026 do National Privacy Test, levantamento anual realizado pela NordVPN. O país aparece duas posições acima do ranking do ano passado, quando estava em 10º lugar. 

Os dados mostram, porém, um contraste entre o conhecimento sobre práticas tradicionais de segurança digital e a capacidade de lidar com ameaças mais recentes. Enquanto 95% dos participantes brasileiros sabem como criar uma senha forte, apenas 46% conseguem reconhecer os principais sinais de um deepfake e 64% identificam corretamente golpes que utilizam inteligência artificial. 

O National Privacy Test é um teste aberto desenvolvido pela NordVPN para avaliar conhecimentos relacionados à cibersegurança e à privacidade digital. Em 2026, 23.181 participantes de 167 países responderam a 24 perguntas sobre hábitos digitais, proteção de dados e riscos online. 

O Brasil alcançou 44 pontos em uma escala de 0 a 100. 

“Segurança digital não significa mais apenas conhecer as regras básicas. À medida que a inteligência artificial torna os golpes mais convincentes e a coleta de dados menos visível, as pessoas precisam avaliar melhor quais informações um serviço realmente necessita, se determinado conteúdo é confiável e o que cada ferramenta de privacidade efetivamente protege”, afirma Marijus Briedis, diretor de tecnologia (CTO) da NordVPN. 

Segundo ele, a próxima etapa da alfabetização em cibersegurança envolve não apenas reconhecer ameaças, mas também identificar situações aparentemente normais que merecem uma segunda verificação. 

Brasil fica entre os dez primeiros do ranking globalBrasil fica entre os dez primeiros do ranking global 

Singapura liderou a classificação do National Privacy Test de 2026, com 52 pontos em 100. A Polônia aparece na segunda posição, com 51 pontos, enquanto Alemanha e Finlândia dividem o terceiro lugar, com 50 pontos. 

O Brasil aparece na 8ª colocação mundial, segundo os resultados consolidados pela NordVPN até 31 de julho de 2026. Os resultados indicam que os brasileiros possuem um nível elevado de conhecimento em algumas práticas já consolidadas de segurança digital. 

Além dos 95% que sabem identificar como criar senhas fortes, 89% entendem quais conteúdos ficam visíveis para seguidores nas redes sociais e 85% reconhecem quais tipos de empresas podem coletar dados sobre sua navegação na internet. 

Outro dado mostra que 91% dos brasileiros sabem que publicações feitas em redes sociais podem ser utilizadas para treinar modelos de inteligência artificial. Por outro lado, o conhecimento sobre como reduzir efetivamente a exposição de dados ainda é limitado. Praticamente nenhum participante brasileiro conseguiu identificar corretamente o conjunto completo de ferramentas que podem contribuir para a proteção da privacidade online. 

Apenas 2% responderam corretamente à questão sobre o uso seguro de redes Wi-Fi públicas, enquanto 5% demonstraram saber como gerenciar os dados compartilhados por meio das permissões concedidas a aplicativos. 

Somente 8% identificaram corretamente questões de privacidade relacionadas ao uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente de trabalho. 

“Isso não significa necessariamente que os participantes desconhecem individualmente ferramentas como VPNs, gerenciadores de senhas ou bloqueadores de rastreamento. A questão exigia distinguir diferentes tecnologias e compreender quais delas podem contribuir para a proteção da privacidade”, explica Briedis. 

Para o executivo, os números revelam uma diferença entre estar consciente sobre os riscos à privacidade e saber quais medidas práticas utilizar para reduzi-los. 

Deepfakes e golpes com IA ainda confundem brasileirosDeepfakes e golpes com IA ainda confundem brasileiros 

As ameaças digitais mais recentes aparecem entre os principais pontos de dificuldade identificados pela pesquisa. Apenas 46% dos participantes brasileiros reconheceram corretamente indicadores importantes de conteúdo produzido ou manipulado por deepfake. O resultado fica quatro pontos percentuais abaixo da média global, de 50%. 

No caso de golpes que utilizam inteligência artificial, 64% dos brasileiros identificaram corretamente as situações apresentadas, enquanto o resultado global ficou em 74%. 

O conhecimento sobre os chamados infostealers também é limitado. Apenas 34% dos participantes sabem quais informações esse tipo de malware pode roubar, incluindo senhas e cookies armazenados no navegador. Por outro lado, 62% sabem que a Meta pode coletar informações relacionadas também a pessoas que não possuem contas em suas plataformas, segundo o teste. 

Em práticas mais tradicionais, o desempenho brasileiro foi superior à média mundial em algumas categorias. A importância de manter aplicativos atualizados é reconhecida por 64% dos participantes brasileiros, seis pontos percentuais acima do resultado global. Já 85% sabem quais tipos de empresas podem coletar dados de navegação, dois pontos percentuais acima da média mundial. 

Maioria dos brasileiros ainda está no nível intermediário de conhecimento 

O National Privacy Test também distribuiu os participantes brasileiros em quatro grupos de acordo com o nível de conhecimento demonstrado. Entre os respondentes do país, 5% foram classificados como “Cyber Wanderers”, categoria que representa pessoas com conhecimento mínimo sobre cibersegurança. A maior parcela, 58%, ficou no grupo “Cyber Tourists”, formado por usuários que possuem conhecimentos básicos, mas ainda cometem erros comuns relacionados à segurança e à privacidade. 

Outros 36% foram classificados como “Cyber Adventurers”, enquanto apenas 2% alcançaram o nível “Cyber Star”, a classificação mais alta do levantamento. Os percentuais são arredondados e, por isso, podem não totalizar exatamente 100%. 

Como aumentar a segurança e a privacidade onlineComo aumentar a segurança e a privacidade online 

Com base nos resultados do levantamento, a NordVPN recomenda algumas práticas para reduzir os riscos no ambiente digital. 

A primeira é utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço, preferencialmente armazenadas em um gerenciador de senhas confiável, em vez de navegadores, documentos ou blocos de notas. A empresa também recomenda ativar passkeys quando esse recurso estiver disponível. Outra medida é habilitar a autenticação multifator (MFA) em contas importantes. Dessa forma, o vazamento de uma senha não é suficiente, sozinho, para permitir o acesso à conta. 

Também é importante compreender as diferenças entre as ferramentas de proteção disponíveis. VPNs, gerenciadores de senhas, bloqueadores de rastreamento e aplicativos de mensagens com criptografia de ponta a ponta possuem funções distintas. 

Segundo a NordVPN, softwares antivírus tradicionais continuam relevantes para combater programas maliciosos, mas não são suficientes isoladamente para proteger contra todos os riscos atuais, como phishing, golpes, rastreamento e ataques apoiados por inteligência artificial. A recomendação inclui ainda a revisão periódica das permissões concedidas aos aplicativos, limitando o acesso a localização, contatos, microfones, fotos e outras informações apenas quando necessário. 

Em redes Wi-Fi públicas, os usuários devem conferir se estão conectados à rede correta e evitar operações sensíveis em conexões desconhecidas sempre que possível. O uso de uma VPN pode adicionar criptografia ao tráfego da conexão. 

A empresa também recomenda cautela no compartilhamento de informações com ferramentas de inteligência artificial. Senhas, dados financeiros, documentos confidenciais de trabalho, informações de clientes e outros conteúdos sensíveis não devem ser inseridos em serviços de IA sem que o usuário tenha certeza de que esse compartilhamento é permitido e está adequadamente protegido. 

Metodologia

O National Privacy Test é um teste de acesso aberto, o que significa que qualquer pessoa pode participar voluntariamente e comparar seus resultados com os dados globais. Em 2026, 23.181 participantes de 167 países responderam a 24 perguntas que avaliaram conhecimento relacionado à privacidade online e à cibersegurança. 

Os dados utilizados no relatório foram consolidados em 31 de julho de 2026. Por isso, os resultados podem apresentar pequenas diferenças em relação aos números exibidos atualmente na página do National Privacy Test, já que novas pessoas podem continuar realizando o teste. 

A NordVPN também ressalta que algumas perguntas foram substituídas ou atualizadas na edição deste ano para incluir temas emergentes, como riscos de privacidade envolvendo inteligência artificial, deepfakes, golpes com QR Code e riscos relacionados ao uso de portas USB públicas. Por esse motivo, as pontuações absolutas de 2026 não são diretamente comparáveis às registradas em anos anteriores, embora a posição relativa do Brasil no ranking tenha passado do 10º para o 8º lugar. 

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