O que você protegeria em troca da sua liberdade? Esta é a provocação que atravessa o primeiro romance da escritora Chris Cidade Dias, que lança A Mulher que Ouvia os Quadros.
Ambientada em Toledo, na Espanha, a narrativa acompanha um grupo de mulheres frequentadoras da Catedral, em torno de um segredo que se desdobra a partir de um crime. Ao longo das páginas, a trama costura tensão e sensibilidade, conduzindo o leitor por camadas de memória, silêncio e revelação. A obra tem edição da Casa de Astérion.
Reconhecida por sua trajetória na literatura infantil, com mais de 50 títulos publicados e uma dezena de prêmios, Chris estreia na ficção adulta.
A relação com a Espanha, aliás, é antiga. Foi em uma visita a Toledo, há cerca de sete anos, que surgiu o embrião da história. Desde então, a escritora retornou à cidade em diferentes ocasiões, em busca de detalhes que dessem corpo à sua narrativa.
“A história nasce do encontro entre arte, memória e literatura e se desenrola dentro de uma cela, onde a personagem Clarissa, presa, passa a ‘ouvir’ quadros, recurso que mistura cores, imagens e sensações para revelar suas camadas emocionais”, adianta a autora.
Combinando a delicadeza do romance com a maturidade de quem há mais de duas décadas transita pelo universo literário, A Mulher que Ouvia os Quadros marca uma nova fase na carreira de Chris.
Para o editor Rafael Bassi, a obra tem não apenas a ternura de uma boa literatura, mas também a mão de uma escritora já experiente. “Estou muito feliz com o resultado que nós conseguimos com a edição do livro e tenho certeza de que o leitor terá a mesma alegria com o livro da Chris: a certeza de quem tem em mãos uma literatura de alta qualidade”, destaca ele.








