Segurança

Cibersegurança em reservas se torna diferencial competitivo na hotelaria

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Proteção de dados e adequação à LGPD ganham protagonismo na estratégia de hotéis diante do avanço das reservas digitais

Com a digitalização acelerada dos serviços e o aumento das reservas feitas por canais on-line, a cibersegurança passou a ocupar papel central na estratégia da hotelaria brasileira. Mais do que uma exigência técnica, a proteção de dados pessoais dos hóspedes tem se consolidado como um diferencial competitivo, influenciando a confiança do consumidor e a reputação das marcas do setor.

Na hotelaria, sistemas de reservas concentram informações sensíveis como nome completo, CPF, dados de contato, histórico de hospedagens e, muitas vezes, dados financeiros. Esse volume de informações torna o setor um alvo recorrente de ataques cibernéticos e vazamentos de dados, o que exige investimentos constantes em tecnologia, governança e conformidade legal.

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), empresas que coletam, armazenam ou tratam dados pessoais devem adotar medidas técnicas e administrativas para garantir a segurança dessas informações, sob pena de sanções que incluem multas e danos à imagem institucional.

Para a CEO da Rede Master, Lívia Trois, o tema deixou de ser apenas uma preocupação do setor de tecnologia e passou a integrar a estratégia de negócio. “Hoje, o hóspede está mais atento a como seus dados são tratados. Garantir segurança nas reservas não é apenas cumprir a lei, é demonstrar respeito, transparência e profissionalismo. Isso impacta diretamente a decisão de compra e a fidelização”, afirma.

A diretora destaca que a Rede Master, operada pela Rede Platamon (Grupo Isdra), tem adotado protocolos rígidos de segurança digital, com foco na prevenção de incidentes e na conformidade com a legislação. “Investir em cibersegurança é investir na experiência do cliente. Quando o hóspede percebe que a empresa é responsável com suas informações, ele se sente mais seguro para reservar, retornar e recomendar”, ressalta Lívia.

Além da proteção contra ataques externos, a adequação à LGPD envolve treinamentos internos, revisão de processos, controle de acesso a dados e escolha criteriosa de fornecedores de tecnologia. Segundo especialistas, falhas simples, como sistemas desatualizados ou uso inadequado de informações por colaboradores, ainda estão entre os principais riscos do setor.

Para Lívia, a tendência é que a cibersegurança se torne cada vez mais decisiva na competitividade da hotelaria. “Assim como conforto, localização e atendimento, a segurança da informação passa a ser um valor percebido pelo cliente. Empresas que não acompanharem esse movimento tendem a perder espaço”, conclui.

Com um mercado cada vez mais orientado por dados e experiências digitais, a hotelaria que alia inovação tecnológica, conformidade legal e foco no cliente sai na frente em um cenário de alta concorrência e consumidores mais exigentes.

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