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Com alta na conta de luz, especialista orienta como reduzir o consumo de energia elétrica

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Freepik - Divulgação
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Com o anúncio da bandeira tarifária vermelha no patamar 2 neste mês de agosto, os brasileiros já começaram a sentir no bolso o impacto do aumento na conta de luz. A medida, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. O reajuste ocorre em decorrência da menor oferta de energia hidrelétrica, exigindo o acionamento de termelétricas, mais caras e menos sustentáveis.

Diante desse cenário, a Romazi, uma das principais indústrias de materiais elétricos do Brasil, reforça a importância do uso consciente da energia, tanto em ambientes residenciais quanto corporativos. Para José Carlos Lopes, gerente de Engenharia da empresa, o momento exige atenção redobrada aos hábitos diários e ao uso de equipamentos.

“É comum que o consumidor pense apenas no que está ligado no momento, mas há um consumo invisível que passa despercebido. Aparelhos em  standby, como TVs, microondas, impressoras e até carregadores de celular continuam consumindo energia mesmo desligados. Esse desperdício pode representar até 11% da conta no fim do mês”, destaca o engenheiro.

Equipamentos como chuveiros elétricos, ar-condicionado, geladeiras e máquinas de lavar são os que mais pesam na fatura em uso ativo. Um chuveiro, por exemplo, pode consumir mais de 5.000W por hora. Já o ar-condicionado pode ultrapassar 2.000W/h, dependendo do modelo e da frequência de uso.

No ambiente corporativo, os desafios são ainda maiores. A quantidade de equipamentos e a rotina intensa de funcionamento exigem estratégias mais planejadas. “Ambientes empresariais que adotam controles de consumo, manutenção preventiva e ações internas de conscientização podem reduzir a conta de energia em até 35%”, afirma José Carlos.

Para reduzir o consumo, José Carlos elenca orientações práticas que podem ser implementadas com facilidade:

  • Desligar equipamentos da tomada ou usar filtros de linha com chave geral, evitando o consumo em modo de espera;
  • Substituir lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos LED, que consomem até 80% menos energia;
  • Evitar o abre e fecha constante da geladeira, que força o compressor e aumenta o gasto;
  • Concentrar o uso de ferro de passar roupas em uma única sessão, para reduzir picos de consumo;
  • Utilizar temporizadores ou sensores de presença em áreas comuns e escritórios;

De acordo com o engenheiro, a soma dessas pequenas ações pode gerar até 25% de economia na conta de energia de uma residência. Em escritórios, esse número pode ser ainda maior, especialmente quando há envolvimento coletivo e suporte técnico para planejamento energético.

“Mais do que uma economia imediata, o consumo consciente de energia promove sustentabilidade, segurança e eficiência. É papel de todos adotar práticas mais inteligentes, sobretudo em momentos de escassez e tarifas elevadas como o que vivemos agora”, conclui.

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