Tecnologia

Como a realidade aumentada pode ajudar na acessibilidade no varejo?

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POR:  Marianna | PiaR Comunicação

De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o que representa aproximadamente 25% da população. Visando ajudar a promover mais acessibilidade para essa classe em específico, muitas empresas e startups desenvolveram tecnologias que pudessem sanar algumas dificuldades que parte desse público tem ao estudar, se comunicar e até mesmo para navegar em locais novos e desconhecidos por meio de algoritmos de visão computacional, entre outras situações.

A novidade é que esse tipo de solução está sendo adotada pelas empresas de varejo para melhorar a experiência da marca com o cliente e ajudar na acessibilidade de quem precisa. Segundo a agência global de transformação digital Isobar, o conceito de realidade aumentada já é a chave para a transformação digital das empresas. Essa tecnologia está modificando a experiência de compra e aumentando sua autonomia durante esse processo. E a sua personalização, por exemplo, pode se diferenciar diante a concorrência, entendendo e oferecendo exatamente o que o cliente busca, popularmente conhecido como customer experience.

“Infelizmente, a acessibilidade ainda é uma grande barreira que impede que pessoas com deficiência possam de ter uma boa experiência de compra. Por este motivo, é importante que as empresas olhem para esse público com outros olhos e entenda cada vez mais esse consumidor. O melhor caminho é, sem dúvidas, buscar por soluções e investir em tecnologias que podem proporcionar isso, como é o caso da AR que pode impactar de forma positiva o processo de compra e sua jornada. Há um mar de oportunidades que devem ser explorados para essa parcela da população que já é tão representativa no mercado”, explica Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz, startup que aplica soluções e metodologias para melhorar a experiência das empresas com seus clientes.

Para Marcos Trinca, Head de XP da More Than Real, empresa que desenvolve soluções de realidade aumentada, a tendência é que essa tecnologia tenha um custo menor e se torne cada vez mais acessível, tanto para marcas como para os clientes, aumentando o alcance e tornando um grande diferencial na jornada do consumidor vão sair na frente da concorrência.

“Atualmente, já existem empresas de bens de consumo, por exemplo, como produtos de limpeza e de higiene pessoal que estão desenvolvendo soluções de reconhecimento de imagem de embalagem, onde o cliente que é deficiente visual pode conseguir “enxergar” por meio de um aplicativo que coleta informações do produto e reproduz um áudio com a descrição dele.  Além de atender os deficientes visuais, pessoas com outros tipos de deficiência podem ser beneficiadas e até mesmo os consumidores da terceira idade, que tem necessidades especiais e estão crescendo como público do e-commerce”, conclui Trinca.

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