O brasileiro é apaixonado por feijoada. É um prato que carrega história, tradição e, principalmente, um sentimento de união. Está presente nos encontros de família, nas rodas de samba, nos almoços de domingo e em tantos outros momentos especiais. Mas, como empreendedor, comecei a enxergar algo além dessa paixão: uma grande oportunidade de negócio. Foi dessa visão que nasceu a Feijoada Nuu Balde, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Desde o início, minha ideia não era reinventar a feijoada. Afinal, estamos falando de um dos pratos mais tradicionais e queridos do Brasil. O que eu queria era reinventar a maneira de comercializá-la, tornando seu consumo mais prático, acessível e conveniente. E foi assim que surgiu nosso principal diferencial: servir a tradicional feijoada brasileira em baldes personalizados, acompanhada de tudo aquilo que não pode faltar em uma boa feijoada.
Mas criar um produto diferente era apenas o primeiro passo. Meu maior desafio estava em transformar essa ideia em um negócio estruturado, rentável e, principalmente, escalável. Sempre acreditei que uma boa ideia, sozinha, não sustenta uma empresa. É preciso ter processos, gestão, posicionamento e uma visão clara de onde se quer chegar.
Quando comecei a estruturar a Feijoada Nuu Balde, percebi que existia uma oportunidade muito maior do que simplesmente abrir restaurantes. Poderíamos construir uma marca capaz de levar nossa feijoada para diferentes cidades do Brasil. Mas, para isso, precisávamos resolver um dos maiores desafios do setor de alimentação: a complexidade operacional.
Foi então que passamos a desenvolver um modelo baseado na padronização dos produtos, na centralização da produção e na simplificação das operações. Hoje, nossa estrutura permite que as unidades trabalhem com processos mais enxutos, mantendo o padrão de qualidade e reduzindo a dependência de operações complexas de cozinha. Na prática, isso significa criar um negócio mais simples de administrar, com maior controle operacional e preparado para crescer por meio de franquias.
Uma das minhas maiores convicções como empresário é que uma rede de franquias só pode ser considerada bem-sucedida quando seus franqueados também prosperam. Por isso, desde a estruturação do nosso modelo de expansão, busquei desenvolver uma relação diferente entre franqueadora e franqueado.
Na Feijoada Nuu Balde, não cobramos royalties sobre o faturamento bruto das unidades e também não trabalhamos com taxa de renovação contratual. Essa decisão faz parte da nossa filosofia de negócio. Quero que nossos parceiros tenham condições de construir operações saudáveis, rentáveis e sustentáveis no longo prazo. Acredito que o papel de uma franqueadora vai muito além de vender franquias. Precisamos oferecer suporte, processos eficientes, produtos padronizados e, principalmente, condições para que nossos parceiros tenham sucesso.
Para mim, vender uma franquia é apenas o começo de uma relação que precisa ser construída com confiança, transparência e resultados.
A Feijoada Nuu Balde nasceu em Minas Gerais, e tenho muito orgulho disso. Nossa marca carrega a identidade mineira desde o nome. O “Nuu” vem daquela expressão tão característica do nosso estado, utilizada para demonstrar surpresa, admiração e entusiasmo. Mas, apesar das nossas raízes mineiras, sempre enxerguei a Feijoada Nuu Balde como uma marca brasileira, com potencial para estar presente em diferentes regiões do país. Afinal, a feijoada não pertence a uma única cidade ou estado. Ela faz parte da identidade gastronômica do Brasil.
Hoje, contamos com cinco unidades e seguimos trabalhando para expandir nossa presença nacional. Nossa participação no Shark Tank Brasil também representou um momento importante dessa trajetória, trazendo visibilidade para a marca e permitindo que mais pessoas conhecessem nosso modelo de negócio. Mas sei que a exposição, por si só, não constrói uma empresa sólida. O que realmente sustenta o crescimento é aquilo que acontece nos bastidores: gestão, planejamento, processos e execução.
Tenho um objetivo muito claro: transformar a Feijoada Nuu Balde em uma rede nacional de referência no segmento de alimentação. Nossa meta é alcançar 30 unidades até o final de 2027. Sei que crescer exige responsabilidade. Não se trata apenas de abrir novas lojas ou aumentar números. Trata-se de construir uma estrutura capaz de sustentar essa expansão, garantindo qualidade para os consumidores e resultados para os franqueados.
Por isso, seguimos investindo na melhoria dos nossos processos, no fortalecimento da nossa estrutura produtiva e no desenvolvimento de um modelo de franquias cada vez mais eficiente. Quero que a Feijoada Nuu Balde seja reconhecida não apenas pela qualidade da nossa feijoada, mas também pela qualidade do negócio que construímos.
Se existe uma lição que aprendi ao longo dessa jornada, é que empreender não significa necessariamente inventar algo que ainda não existe. Às vezes, a oportunidade está justamente naquilo que todo mundo já conhece. A feijoada sempre esteve presente na vida dos brasileiros. O que fizemos foi olhar para esse produto tradicional com uma visão empresarial, identificando possibilidades de inovação, diferenciação e escala.
É claro que empreender no Brasil não é simples. Existem desafios operacionais, financeiros, tributários e de gestão que fazem parte da rotina de qualquer empresário. Mas acredito que negócios construídos com propósito, disciplina e capacidade de execução têm condições de superar esses obstáculos.
Ainda temos muito trabalho pela frente, mas olhar para o que estamos construindo me dá a certeza de que estamos no caminho certo. Meu sonho é que, quando alguém pensar em feijoada, independentemente de onde esteja no Brasil, lembre da Feijoada Nuu Balde. E, se depender da nossa vontade de empreender, inovar e crescer, ainda vamos levar muitos baldes de feijoada para as mesas dos brasileiros.
Afinal, como gostamos de dizer por aqui: sorria, hoje é dia de Feijoada Nuu Balde!








